Comentários: Trajectória

É sempre começar bem o dia ler um poema teu -dos meus muito conhecidos e amados e dos que ainda não conhecia -como esta trajectória.Obrigada, amiga, pelas tuas trajectórias melancólicas que elas sejam, como esta.Beijo

Afixado por amelia em setembro 19, 2005 08:22 AM

"Mas também os lugares se esgotam." dolorosamente verdadeiro. Quanto ao poema, Soledade, o que dizer mais? Gostei. Muito.

Afixado por hfm em setembro 19, 2005 07:31 PM

O passado há-de iluminar-nos e atormentar-nos para sempre. Um beijo às duas

Afixado por Soledade em setembro 19, 2005 10:07 PM

Como tudo, os lugares também se esgotam... Mas o poema é tão lindo! Há uma doçura na nostalgia sentida através da "diáspora dos afectos dos lares/que sucessivos ergueste e perdeste," que me emociona. Parabéns.
Um abraço.
Fernanda.

Afixado por f.s.m. em setembro 19, 2005 11:57 PM

Seduz-me o simbólico da "fábula": a consciência de perda reconduz ao (tempo/espaço do) essencial, que pode ser mesmo o de extremo despojamento. E é o essencial que torna claros os caminhos e não as sensações de desamparo. Isto é mais luz que tormento.
Fica-me ainda para ver melhor:
"...Amávamos então
a cidade a música e cada um de nós
a sua criatura urbana."

Afixado por zef em setembro 20, 2005 03:24 PM

Obrigada, Fernanda.

Afixado por Soledade em setembro 21, 2005 07:50 AM

Zef, muito obrigada pela leitura. "Criatura" é um idiomatismo meu, coloquial, e propositadamente utilizado. Talvez a evocação conjunta, por duas personagens cujo passado não é urbano, mas que estavam fascinadas pela cidade e pelo que nela descobriam, incluindo a quem amar, não seja tão pacífica quanto isso. As "criaturas urbanas" serão esses "outros", diferentes do "nós", e produto em grande parte do seu meio urbano, e objecto de encantamento, mas também de estranheza. À distância de muitos anos, enquanto um se lamenta, o outro reflecte mais desencantadamente: as coisas acontecem no seu tempo e aí acabam, e algumas nunca aconteceram (assim) excepto na memória que adoça o passado.
Um beijo, um bom dia

Afixado por Soledade em setembro 21, 2005 08:12 AM

!!!!!!!*****

Afixado por Helena em setembro 22, 2005 09:37 AM

o futuro é um bicho feito de ar

Afixado por fao em setembro 22, 2005 01:58 PM

Mais um belo poema, Soledade, parabéns.
No seu comentário ao comentário do(a)Zef a Soledade diz tudo. A mim tocou-me sobretudo a parte final do comentário: "[...]e algumas nunca aconteceram (assim) excepto na memória que adoça o passado. É isso :)

Afixado por Ana Gil em setembro 22, 2005 11:14 PM

Li várias vezes este poema e acho-lhe um recorte algo clássico de que muito gosto.

Afixado por Luísa em setembro 23, 2005 12:14 AM

Tão lindos os dois últimos versos!

Afixado por Joana em setembro 23, 2005 01:22 PM

Obrigada pelos votos.
Agradeço e retribuo.
Continuo a vir aqui, em silêncio quase todas as vezes porque me falham as palavras, e espero que aqui também se avizinhe um ano repleto de poesia.

Um beijo, *

Afixado por mylostwords em setembro 23, 2005 02:20 PM

Antes de vir tinha ideias sobre o que comentar, agora sinceramente escapuliram-se,(devem ter fugido para Lisboa...lol)!!
O poema é muito lindo, mas dá uma sensação de tristeza no fim! A 1ºfrase do 2ºverso, fica na memória... eu acrescentava que as recordações também se esgotam, por vezes!
Inthé
Beijinhos

Afixado por Sílvia em setembro 24, 2005 04:12 PM

Já li e reli esta trajectória e só sei dizer que gosto muito e que me comove esta amizade.
Beijinho do sítio do trânsito:)

Afixado por ana assunção em setembro 25, 2005 11:13 PM

Olá, Helena. Tanto espanto?! :)

Afixado por Soledade em setembro 26, 2005 10:10 AM

Certo, fao, o futuro não existe, excepto no momento em que o inventamos - o futuro é linguagem, criação. Ou, como lia ontem acerca do teu Van Gogh, quem podia saber que os ciprestes ardiam como chamas verdes contra o céu, até ele os ter pintado?
Um abraço

Afixado por Soledade em setembro 26, 2005 10:17 AM

Ana, muito obrigada. Quanto ao Zef, sempre que ele "fala" eu escuto atentamente.
Um beijinho

Afixado por Soledade em setembro 26, 2005 10:19 AM

Luísa, agradeço-te, embora não alcance esse "algo clássico". A insatisfação é algo de permanente - o poema deve ser refeito.
Um beijo

Afixado por Soledade em setembro 26, 2005 10:23 AM

Olá, Joana, que bom "ver-te"! Para o ano já serás minha colega, espero :)
Beijinho

Afixado por Soledade em setembro 26, 2005 10:29 AM

mylostwords, obrigada.
Um beijo

Afixado por Soledade em setembro 26, 2005 10:30 AM

Sim, Sílvia, e agora és tu quem vai escapulir-se, o que é bom :) Deixa a melancolia dos ciclos que se fecharam para mim, e vai construir o teu projecto. Oxalá tudo corra muito bem e gostes tanto de estar em Lisboa como eu gostei, aos anos da faculdade. Oxalá "cresças" muito. Diverte-te e estuda bastante.
Beijinho

Afixado por Soledade em setembro 26, 2005 10:34 AM

Não há contraste, Jorge. Obrigada pela leitura, pelo cuidado,pela visita.
Um beijinho para ti também

Afixado por Soledade em setembro 26, 2005 10:36 AM

Olá, Ana Assunção. Os amigos "estão sentados, fechando os olhos,/com os livros atrás a arder para toda a eternidade./ Não os chamo, e eles voltam-se profundamente dentro do fogo.»
Versos de um poema que me comove muito. Do Herberto Helder. Estes amigos que se voltam profundamente para nós, mesmo de longe, mesmo perdidos na distância, nas trajectórias disjuntivas.
Um beijinho

Afixado por Soledade em setembro 26, 2005 10:43 AM

para mim, a grande beleza destes versos está em os achar belos, sem me rever nos mesmos – sou posto na pele de quem chega, e sou assaltado de sentimentos profundos.
um beijo carlos p f

Afixado por peres feio em setembro 27, 2005 01:23 AM

Um encontro de estranhos que se reconhecem, essa é a melhor leitura. Um beijo, Carlos

Afixado por Soledade em setembro 27, 2005 10:00 PM