Comentários: Escassez de enfermeiros?

apesar deste artigo já ter algumas semanas, parece-me que é importante a sua divulgação - a ser possivel - por todos e todas as enfermeiras. Atendendo a que não consegui chegar até ele no site do DE, será que é possivel fazer chegar este artigo a todos os sindicatos, OE e principalmente Ministro da Saúde (e suas diferentes organizações?), que parece acreditar viver numa realidade e pior, querer impor essa realidade em que parece acreditar, a todos os utentes e profissionais de saúde - já que agora fala em excesso de (no nosso caso) enfermeiros?
Que dizer dos enf. que não tem horas para formação porque o serviço não permite? que dizer dos turnos extraordinarios programados, porque os C.A. não pagam turnos extraordinários aos enfermeiros? que dizer do DIREITO ao ETE que não é reconhecido, porque o serviço o não permite? Que dizer de todos os enfermeiros e enfermeiras que andam de um lado para o outro em regime precário? Que dizer de toda a acumulação de duplos e triplos empregos que sustentam os privados? Que dizer, que dizer, que dizer.... Divulguemos este e outros artigos e principalmente, denunciemos todas as situações de usurpação de direitos, e de respeito, não apenas profissional mas que afectam os cuidados que prestamos, junto de sindicatos e OE. É altura de agirmos. não podemos mais ficar à espera de que algumas "cabeças pensantes" possam arcar com tudo; para o bem e para o menos bem.

Afixado por Dinny em novembro 17, 2005 10:45 PM

Este artigo do Dr. Paulo Kuteev-Moreira, reveste-se de grande importância, dá-nos excelentes indicações de como transformar um sistema de saúde esquizofrénico, que não sabe utilizar um potencial “altamente qualificado”, que são os enfermeiros, num sistema equilibrado e racional, que sirva os portugueses de cuidados de saúde de grande qualidade e eficiência.

O Dr. Paulo Kuteev-Moreira, refere no seu artigo que é necessário “a transformação do local de trabalho da enfermagem”, é necessário “promover o desenvolvimento científico da enfermagem”, o que o autor nos diz é que é necessária uma prática de enfermagem avançada, que tenha por base o desenvolvimento dos enfermeiros, ao nível da gestão, da prática baseada na evidencia e guiada por guidelines internacionalmente credíveis, com especial tónica na formação de base e na formação continua alicerçada na investigação.
César fonseca

Afixado por César Fonseca em novembro 15, 2005 09:06 AM

Fiquei esclarecido, obrigado Cris, beijo

Geraldinha! Gostei da visita, mas para quando o próximo post? beijo

Afixado por Alegrão em outubro 28, 2005 02:47 AM

Iceteaadict: há sobretudo precariedade. Começa-se agora a falar em desemprego provavelmente devido à diminuição da capacidade das instituições em empregar enfermeiros quer por problemas orçamentais, quer por utilizarem outras formas de recrutamento como a contratação de serviços.

Alegrão: a verdade é que a falta de enfermeiros é comum a vários países da UE e não só. Esses países privilegiam enfermeiros experientes, qualificados e capazes de falar a língua do país de acolhimento. Perante o estado de crise do nosso país, o fraco reconhecimento da profissão, os atentados às regalias sociais, a motivação diminui e a vontade de emigrar aumenta. Quanto à qualidade, isso já não interessa. Quantidade, isso sim, impressiona. Números, números e mais números. Onde é que isto vai parar?
beijinhos

Afixado por Cris em outubro 26, 2005 10:07 AM

Ontem estive num casamento de um colega vosso.
Foi-me dito que há enfermeiros no desemprego, sobretudo nos grandes centros urbanos. É verdade?

Um abraço
Ice

Afixado por Iceteaaddict em outubro 23, 2005 12:26 PM

Na minha opinião o papel dos gestores hospitalares deve ser mesmo a contenção de custos. Contudo, uma vez que o que está em causa são vidas humanas, não pode ser prioritária a visão economicista, mas a qualidade dos serviços prestados.
Tenho uma dúvida a colocar referente ao último parágrafo da notícia que é a seguinte:
Será que se está a fazer com os enfermeiros o que se fez com os futebolístas?
Eu explico, mandamos os melhores para outros estados da UE e "importamos" outros acabadinhos de formar do exterior. Assim não estaremos a transformar os nossos hospitais em hospitais de segunda liga?
Perdoem a analogia, mas pareceu-me a maneira mais fácil de colocar a questão.
Fico a aguardar o esclarecimento mandando beijinhos.

Afixado por Alegrão em outubro 11, 2005 11:34 PM