Comentários: por onde sai um som escuro

deliciosa esta definição fonológica! Que pena não ser daquele tempo, sem nada saber nem querer saber. Agora, a braços com uma «amálgama de tempo-modo-aspecto e pessoa-número» vejo-me grega, em vez de portuguesa...

Afixado por emn em novembro 6, 2005 08:53 PM

emn, por que me terei lembrado desta gramática? Do m que muge, do n que tine... Porque também eu me vejo grega e tive este acesso de saudade e lirismo. Quando o signo se afasta demasiado do referente, a linguagem torna-se hermética, e os nossos alunos não deviam ser cobaias destas barbaridades. Faltou a tal didactização de que falava a sua amiga, naquela carta. Mas ninguém sabe, ninguém quer saber. Enfim, sigamos.
Boa semana, não se deixe tlebizar em excesso.

Afixado por Soledade em novembro 6, 2005 09:35 PM

Eu já nem iria tão ao recuado - e às duas belíssimas gramáticas do s.XVI.Bastava ir àquelas por onde estudei e aprendi a ter consciência desta minha língua/pátria...desde a escola primária e depois mais tarde.
[há uma coisa (uma???) que ainda não entendi: sendo a lpingua materna, porque é que foram os homens a, de certo modo, fazê-la?E depois há isto: num conjunto de 5 alunos, dos quais um só é masculino, passa a falar-se no masculino...such an injustice, isn't it? -esta foi para animar e fazer sorrir as duas colegas que têm de se tlenizar...a propósito -qual é a designação tlebesiana deste - se? e a sua função?-na antiga terminologia eu acho que sei...beijos

Afixado por amelia em novembro 6, 2005 11:20 PM

Eu já nem iria tão ao recuado - e às duas belíssimas gramáticas do s.XVI.Bastava ir àquelas por onde estudei e aprendi a ter consciência desta minha língua/pátria...desde a escola primária e depois mais tarde.
[há uma coisa (uma???) que ainda não entendi: sendo a língua materna, porque é que foram os homens a, de certo modo, fazê-la?E depois há isto: num conjunto de 5 alunos, dos quais um só é masculino, passa a falar-se no masculino...such an injustice, isn't it? -esta foi para animar e fazer sorrir as duas colegas que têm de se tlenizar...a propósito -qual é a designação tlebesiana deste - se? e a sua função?-na antiga terminologia eu acho que sei...beijos

Afixado por amelia em novembro 6, 2005 11:20 PM

Amélia, mas que dúvidas candentes! Passo a explicar:
Ponto 1: Às mulheres era defeso estudar. Mas como somos eméritas falatantes (neologia por amalgamação), gozando da fama de não sabermos estar caladas, quem fez a língua fomos nós, e os homens viram-se gregos e latinos para a descrever.
Ponto 2: A forma masculina é sempre o termo não marcado (coitados deles!). O hiperónimo, portanto, que inclui a forma feminina. Parece-me lógico: a língua reflecte os papéis sociais e as relações de dominância.
Ponto 3: o "se" é um pronome pessoal reflexo, como na velha gramática (por acaso na tua frase devia ser um "se" passivo, para denunciar a verdade das coisas, mas não é, que raiva!)
Ponto 3.1. Com a função sintáctica temos um problema, como já sabes, pois que o inefável cd tlébico esqueceu-se dese detalhe. Mas podes inferir. Ora infere lá: "se reflexo - pronome pessoal nos casos acusativo, dativo ou oblíquo que indica que uma única entidade é simultaneamente agente e paciente da acção expressa pelo verbo.» Então? :)))
Até amanhã

Afixado por Soledade em novembro 7, 2005 01:07 AM

Foi difícil, mas acho que entendi...-)))
É preciso é ter bom professor! - que não seja encontrado a pedir esmola, como o velho professor de latim do Cesário Verde.
[devem ter sido os tais gramáticos a passar a escrever e ler nascer, descer,etc - que existiam em Camões, Gil Vicente,actuamente nas Beiras e nos beirões, como eu-:))}Eles sabiam latim...


Afixado por amelia em novembro 7, 2005 08:33 AM

O velho prof de Cesário - já lá chegámos. Metaforicamente (por ora) como no poema em causa. Batemos no fundo. Talvez o tenhamos merecido, nós e os nossos sindicatos de grevezinhas à 6ª feira, de corporativismos e de prioridades mais prioritárias que outras. Ah, e por falar nisso, no dia 3 de Nov a APP esteve na sessão do lançamento da experiência pedagógica da T* para o Ensino Básico. De resto, o sol, quando "nace", não "nace" para todos igualmente.
Beijinho

Afixado por Soledade em novembro 7, 2005 10:49 AM

Caramba, professor de latim pode pedir esmola, mas,no fundo,nunca bate..., nem no fundo nem na metáfora (quis fazer piada, mas não tive granjeio...). Também gostava de ver uma coisa assim: nominativo:a rosa; genitivo:da rosa; dativo:à rosa...Et coetera, e de dizer Rosae rosam dedi e a Rosa perceber e, sem problemas de agente ou paciente, aceitar a rosa...Era sinal de que ainda sei os nomes das cousas. Seja como seja, non me arreceyo de que os grammaticos me damnem. Parece-me que encontrei matéria cabonde para estas noites frias: o TLEBS.
Beijos e boa noite.

Afixado por zef em novembro 7, 2005 11:13 PM

Olá, Zef. Força: prof de latim não bate nunca no fundo. Éum clássico, como a língua que ensina, e oferece rosas como ninguém.
Sabe, a T* (não usarei mais a palavra, cá por coisas que lhe direi privadamente) não é tão terrífica. Vou mandar-lhe a coisa, verá que bem passará as noites de inverno :-)
Um beijinho

Afixado por Soledade em novembro 8, 2005 01:27 AM

Uma pérola: ou melhor, duas! O texto da Gramática, que me fascinou e a vossa (Amélia e Soledade)conversa que me regalou. Mas eu afinal, (aqui em surdina, que ninguém me ouve) estou mais afastada do que pensava das modernices do ensino: o que é a T ...??? Não me batam ...

Afixado por fernanda s. m. em novembro 8, 2005 07:37 PM

...voluptuosa esta gramática...é mínimo que se me afigura dizer com todas as queixadas apertadas e de língua ancha...
Um abraço do Morfeu

Afixado por morfeu em novembro 8, 2005 10:14 PM

Fernanda, se pronunciar a sigla começada por T perante qq prof de Português do Secundário que esteja a dar 12º Ano, verá a imagem do desespero impotente e do ultraje. O E. Básico entra este ano lectivo na "experiência" da implementação da T*, sendo que devia ter entrado antes, mas "não foram reunidas as condições" para, nomeadamente, um exame nacional de 9º Ano, de modo que APP e Min Edu assinaram alegre protocolo para iniciarem em 05/06 (aqui cabia uma lista de palavrões a aplicar às duas instituições!). Devo dizer que o E. Básico não tem ainda novos programas, só uma nova T*, isto é, o velho conteúdo (agora tb competência) da gramática, a que preside uma novíssima concepção do funcionamento da língua e uma nova terminologia. Material de estudo e informação sobre a T*, para profs e alunos, nicles, acções de formação, nicles, editoras não fazem gramáticas porque tb não têm informação definida e definitiva sobre a T*. Assim andamos. Mas os meus alunos de 12º Ano irão fazer um exame em breve, incluindo a T*. E é isto. A gente brinca para não chorar... muito.

Afixado por Soledade em novembro 9, 2005 09:00 AM

Morfeu, era mesmo voluptuosa! :) Que aconteceu entretanto aos gramáticos? Acho que deixaram de ter a língua (e a alma) ancha.
Um abraço

Afixado por Soledade em novembro 9, 2005 09:02 AM

Oh, Soledade ! Ainda vão tendo alma para rir ??? Chorar só às escondidas, não é ? E ninguém põe cobro à multiplicação de experiências vãs e destruidoras que ao longo de anos se vão fazendo sem proveito para ninguém ? Deus meu! Coragem ... para o desespero.

Afixado por fernanda s.m. em novembro 9, 2005 12:48 PM

Que horror!!!! É só pessoas a falar de gramática :S Aonde eu vim calhar, já não vejo nada, nem por um canudo, com "u" dito com os beiços pregados :)
Jinhos

Afixado por Sílvia em novembro 9, 2005 08:37 PM

Silvia, não se falará mais de gramática, aqui. Não te queremos de "beiços pregados" :) Boa sorte para as frequências.
Beijinho

Afixado por Soledade em novembro 10, 2005 12:01 AM
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