Que amorzinhos! O semblante demasiado carregado era próprio da exposição à fotografia com negativo estampado em vidro.
O nome de Félix, dado ao menino violinista, poderia bem ser uma homenagem a Mendelssohn, falecido uma meia dúzia de anos antes de ele nascer.
Ainda bem que chegou a constituir família: pode ter ou ainda vir a ter descendentes músicos.
Embora Bernardo Valentim também tocasse piano foi ele quem seguiu a carreira de violinista. No Quarteto Moreira de Sá viria a ser o 1º violino.
Afixado por vm em novembro 11, 2005 02:27 PMPois é claro: escrevi sem pensar.
O menino pianista até apresentava um penteado semelhante ao de Felix Mendlssohn.
Tão bonito, com os seus caracóis, parecia um anjinho!
Belos tempos, os do Romantismo ... excepto para os que morriam de infecções, por não haver antibióticos. Felizmente Félix Moreira de Sá não foi atingido.
O nome dado a Félix foi o de seu padrinho de baptismo, o Conselheiro Félix Pereira de Magalhães.
Num estudo intitulado "A Música no Maranhão Imperial: um estudo sobre o compositor Leocádio Rayol baseado em dois manuscritos do Inventário João Mohana" da autoria de João Berchmans de Carvalho Sobrinho, in "Em Pauta", v. 15, n. 25 (julho a dezembro, 2004), lê-se a dado passo que no desenvolvimento de diversas instituições promotoras de eventos da cultura artística, foi fundado em 1822 pelo violinista, compositor e regente Robert Kinsman Benjamin o "Club Beethoven", destinado a promover "os mais significantes eventos musicais dos anos de 1880", destacando-se pelo reportório camarístico e sinfónico de influência germânica.
Os executantes eram escolhidos entre os melhores profissionais do Rio de Janeiro, tais como Alfredo Bevilacqua, Arthur Napoleão, F. Moreira de Sá, Leopoldo Miguez, Vicenzo Cernicchiaro, J. Cerrone, Augusto Duque-Estrada, e muitos outros, sendo posteriormente convidados o violinista Leocácio Rayol, o violinista Paul Faullhaber, e o violoncelista Frederico Nascimento, que participaram dos eventos do Clube por toda a década.
Ora, não tenho dúvidas em identificar aquele F. Moreira de Sá ali citado com o Félix Moreira de Sá. O nome, a época, a companhia de nomes tão ligados igualmente a seu irmão Bernardo Moreira de Sá, como os de Arthur Napoleão e Leopoldo Miguez (entre outros), este último compositor brasileiro cujas obras foram tocadas em 1ª audição em Portugal nos concertos organizados pelo fundador do "Orpheon Portuense", são motivos para me garantir tratar-se do meu tio-bisavô Félix Augusto Moreira de Sá. E, assim sendo, temos mais uma notícia acerca da sua vida e carreira musical, no Rio de Janeiro, na década de 1880.
Por outro lado, a constatação da existência hoje no Brasil, nomeadamente na zona do Rio de Janeiro e S. Paulo, de nomes tão próximos ao do artista, fazem-me ter uma suspeita muito forte de se tratar de descendentes, o que tentarei por todos os meios confirmar, se Deus me der vida e sáude.
Afixado por: Fernando Moreira de Sá Monteiro em dezembro 7, 2009 01:34 PM