Comentários: O brilho da Escola

É isso...excelente texto.Mas não foi bem isto o que queríamos quando entrámos neste ofício -mas sim o de ajudar a crescer e ser um pouco indisciplinador de almas...Um beijo

Afixado por amélia em novembro 17, 2005 04:38 PM

Sim. É um texto muito lúcido. Hesitei em truncá-lo, mas são 30 e tal páginas. Aconselho vivamente a sua leitura integral. E queria acrescentar que o termo "educar", aqui, está em sentido muito estrito, pois não há como ensinar sem educar, sendo que o inverso não me parece tão liminarmente verdadeiro. O que me interessou no texto foi a desmontagem do modo como a escola se foi pervertendo e perdendo de vista a sua missão primacial. E, claro, a relação entre essa perversão e o actual contexto de agitação e desorientação.

Afixado por Soledade em novembro 17, 2005 08:36 PM

É o famoso mito das escolas....
Eu como suspeita aluna, e depois de ter lido o excerto..não pode deixar de me rir um pouco ironicamente e nostalgicamente, pois bem, é a verdade, a escola tanto serve para aprender como para se (re)educar, mas também serve como ATL para muita gente...acho que isso não se deveria condenar, como maior parte das pessoas faz, tal como diz a primeira frase, aprende-se com os outros da nossa idade e quanto mais tempo tivermos com eles melhor nos sentimos...além de (vou parecer fútil, mas é a verdade) para maior parte dos jovens os professores são os "idolos" deles e eles vêem nos seus professores os seus modelos, ai a escola tem mais uma função, além de ensinar, educar, tem mais a função de dar exemplos.
Talvez sejam esses os "requisitos minimos" que a escola deve ter...mesmo que existam greves :P

Bem! falei falei e acho que não disse nada. É o que digo, Lisboa está-me a fazer mal :S

Beijinhos

(p.s:acho que tenho fotos giras de lisboa se dps lá quiser ir dar uma espreitadela.
Já agora, quais os locais mais giros de Lisboa? (é que não encontro nada de jeito e começo a odiar lx mesmo a sério)

Afixado por Sílvia em novembro 18, 2005 12:07 PM

Sílvia, se isto fosse um debate, tu, nas tuas palavras, serias um maravilhoso exemplo daquilo que pretendi denunciar, transcrevendo este excerto da conferência de Olga Pombo. A escola deve ser um espaço profundamente humanizado, estás coberta de razão, mas não pode ser o único, onde toda a sociedade descarrega toda a responsabilidade (e o privilégio) de vos educar. De resto, sabes que me alegra a ligação afectiva que permanece entre tantos de vós e o nossa escola. É muito bom :) Estás coberta de razão tb quanto àquilo a que nós chamamos o curriculum oculto - os modelos, os exemplos. Mas ser modelo põe muuuuitos problemas de consciência a alguns profs, isso também já o sabes, não é? :-)
Depois explico-te o que são "serviços mínimos" em tempo de greve; agora digo-te apenas que os profisionais obrigados a assegurar serviços mínimos são guardas prisionais, polícia, bombeiros, médicos... Enfiar os professores neste "saco" é... curioso, não te parece?
Quanto a Lisboa: claro que há muitos sítios lindos! Irei ver as tuas fotos. E falaremos mais, em privado.
Beijinho

Afixado por Soledade em novembro 18, 2005 02:49 PM

Eu sei que coloca muitos problemas, por acaso nunca falei nisso com ninguem que está na profissão de docente de ensino, mas sei por experiência "ocular"!

Realmente colocar os professores nesse saco é estranho, e também dá a sensação que a escola é género um hospital :S

Fico entôsses à espera da conversa :)

Jokas e força ;)

Afixado por Sílvia em novembro 18, 2005 03:09 PM

Ainda não li o texto na íntegra, mas creio que estas linhas são já bastante esclarecedoras para o comum dos mortais (neste momento não consigo enquadrar os Professores neste grupo!)começar a (tentar ?) perceber a perigosa deturpação do papel da Escola.
Neste momento, o Ensino é um caricato campo de batalha onde o inimigo nos vai atacando, implacável e desrespeitosamente, não nos dando oportunidade de ripostar com Educação.
Felizmente para todos (inclusive para o inimigo), entre mortos de descontentamento, orgulhos feridos e moribundos desorientados, somos muitos os que procuram preservar "o brilho da Escola", porque o prazer de Ensinar Educando, ainda nos ilumina a alma.
Beijinho


entre mortos, moribundos e feridos, ainda se vão encontrando uns quantos resistentes que procuram preservar "brilho da Escola"...

Afixado por Ln em novembro 18, 2005 04:38 PM

Ooops... Estas últimas frases estão a mais (esqueci-me de as eliminar). Inicialmente o meu comentário era bem menos irónico nesta parte :)

Afixado por Ln em novembro 18, 2005 04:43 PM

Excelente reflexão.
Tudo o resto já ficou dito pelos comentadores anteriores.
Vou divulgá-la.

Afixado por c.s.a. em novembro 18, 2005 11:14 PM

Uma das palavras de ordem da manifestação dos professores era: "Trabalhamos por 'melhor saber' e não para 'mais entreter?.Concordo em absoluto.

Afixado por saxesaxe em novembro 20, 2005 12:42 PM

Não me irão destruir a ilusão num final próximo de carreira que se apresenta indefinido...nos dias todos em que o desânimo me habite pela tirania da ausência de entusiasmo e, não me apeteça erguer do conforto depressivo de um leito por vezes pesado,continuarei a colocar na minha mente a foto de muitas caras que apesar de tudo me esperam e têm a amabilidade de sorrirem a minha partilha em aulas ora densas, ora uma seca, ora quiça com algum brilhante pendurado...
enquanto vir alguns sorrisos para lá dos impropérios e das exigências povoadas de prepotência, encaminharei os meus dias nem que para isso vista um entusiasmo desistente...
Um abraço e votos de uma boa intervenção amanhã...cá estarei a fazer força para que consigas com elevação mostrar que os profes...não são apenas balda...
Morfeu

Afixado por morfeu em novembro 20, 2005 08:40 PM

Também achei, Carlos. É importante buscar as causas mais profundas. Obrigada!


Afixado por Soledade em novembro 20, 2005 09:28 PM

Lena, a nossa situação é realmente irónica: «Felizmente para todos (inclusive para o inimigo)[...] somos muitos os que procuram preservar o brilho da escola".
Que o gelo não torne demasiados perigosos os muitos Kms que tens de fazer diariamente, colega, para perseguir e manter esse brilho.
Um beijinho

Afixado por Soledade em novembro 20, 2005 09:39 PM

Morfeu, essa é a ironia da nossa situação, como referia a Lena. Ou, nas palavras de um pensador que muito admiro: " Todo o professor sofre da doença da futuridade". É por aí que nos apanham. E pelo afecto: "enquanto vir alguns sorrisos..."
Ah, quem vai estar nos Prós e Contras, amanhã, é a Amélia Pais. E tenho a certeza de que será uma boa intervenção:)

Afixado por Soledade em novembro 20, 2005 09:51 PM

saxesaxe, acabarão contra-argumentado que, se devidamente planeadas, as aulas de substituição e etc contribuirão para o sucesso dos alunos. Mas uma coisa que me preocupa é esta invasão de todo o tempo (já não)livre das crianças e dos jovens, esta perversidade de os submeter a uma permanente acção "educativa". Já o disse noutra entrada deste blogue: eles precisam do confronto consigo-mesmos. Sem mediação. Para ensarem, para se encontrarem. E receio bem que esse direito lhes esteja a ser negado.
Um abraço e obrigada pela visita.

Afixado por Soledade em novembro 20, 2005 10:11 PM

às 6:45 de hoje, 21, dei-me conta que, durante a noite, chegaste às 36 042 visitas,nesta casa de ue nos ariste as portas...Beijos

Afixado por Amélia em novembro 21, 2005 06:46 AM

Madrugaste!
Beijo :)

Afixado por Soledade em novembro 21, 2005 01:47 PM

A madrugada dissolve os monstros (Éluard diz mais ou menos assim) e traz a luz, calma e clara...Até daqui a um bocadinho, pois claro!
Um beijo.
Ponho aqui outro para a Amélia, pois claro!

Afixado por zef em novembro 21, 2005 07:00 PM

Pois claro! :)
Até já, Zef. Um beijo

Afixado por Soledade em novembro 21, 2005 07:48 PM

Parabéns pela selecção deste texto interesantíssimo, Soledade. Já o reenviei para todos os amigos e conhecidos.

Afixado por emn em novembro 22, 2005 07:26 PM

Como professor não posso deixar de comungar por inteiro com o texto. As minhas felicitações pela oportunidade da sua divulgação. Também eu o irei divulgar.
Em jeito de provocação diria que no dia em que alguém tiver a coragem de fechar as ESEs poder-se-à então recomeçar a pensar a escola.

Afixado por josé em novembro 23, 2005 12:07 AM

Olá, emn, pensa bem, a Dra Olga Pombo, também acho. Quanto a nós, prosseguimos a odisseia tlébica, não é? Gostava era de ter, já não digo uma prova modelo de 12º Ano, mas uma matriz. Se tenho de fazer matrizes dos testes sumativos e dos exames internos, quem eximiu o min-edu dessa responsabilidade?!

Afixado por Soledade em novembro 23, 2005 12:18 AM

José, obrigada. Quanto às ESE, comungamos do mesmo ponto de vista.

Afixado por Soledade em novembro 23, 2005 12:21 AM

Quanto às ESE(s) - de que saiu o secretário Valter de Lemos (pelos vistos terá sido suspenso de vereador em tempos por excesso de faltas -o que vem desmentido pela Câmara de Penamacor...)- idem, idem, aspas,, aspas.Também os cursos de formação de prof's estão emn extinção, mesmo nas universidades tradicionais...sabemos porquê.Valha-nos isso, para evitar mais desemprego docente.Fica mal nas estatísticas, mas é orgulho da ministra que disse em público ter poupado 7000 professores este ano)Há dias li que alguém, menino, perguntava porquê a palavra «pessoal docente» para uma sala de professores - e a resposta teria sido (de outro garoto) que talvez fosse poor ser serviço de gente doce...-:)Uma ternura que a /os ministros e outros deviam partilhar.
Mas eles desconhecem a linguagem dos afectos, que os embaraça, e só conhecem as do eduquês,dos cifrões(principalmente esta) e dos tecno-burrocratas...(esta não é gralha, é intencional mesmo)

Afixado por Amélia em novembro 23, 2005 10:20 AM

A gente sabe do sr. em causa. Mas não é preciso descer às mesmas tácticas rasas. É uma tristeza este constante afrontamento. Ter de estar na defensiva. Talvez por sermos muitos - muitos vencimentos e etc a pagar. Complicado, de facto. Claro que também pagamos impostos, mas isso é irrelevante. Talvez a única solução para o *problema* dos funcionários públicos, dos quais de resto não faço parte, mas dos quais os professores são a maior parte, seja, como disse aquele outro sr. economista, a morte desses funcionários. Quanto aos profs universitários, alguns das áreas de Letras estão a ser canalizados para as Didácticas, já que as Humanidades se extinguem. O Carlos Ceia denuncia o problema, no seu site. E eu já vi coisas muito "engraçadas", nos contactos que mantenho com antigos alunos, agora em estágio. Não sei que volta isto vai dar. Ninguém quer repensar a escola a sério, ninguém, nem Ministério nem pais, nem a sociedade em geral, nem, lamento afirmá-lo, a maioria dos profs. E eu também não sei o que ando para aqui a fazer. Desculpa lá, amiga, hoje só tenho este cansaço, esta enorme descrença, o discurso da vítima, dizia-me alguém. Amanhã talvez me reerga. Os meus discentes também são gente doce. O meu privilégio. Claro que também isto são lirismos. Devem ser. Eu até escrevo versos, o que não abona em meu favor.

Afixado por Soledade em novembro 24, 2005 01:45 PM

Obrigado por nos chamares a atenção para este texto soledade, quando reabrir o blog (está sem actualização por estar a preparar uma remodelação total do meu site) vou publicar lá !

Beijinho

Afixado por Mário em dezembro 1, 2005 10:54 AM

Que bom, Mário. O texto merece. E quantos mais formos a pensar - professores, pais, alunos e (concedamos-lhes o benefício da dúvida) profissionais da política educativa - mais dificilmente nos "formatarão".
Bj

Afixado por Soledade em dezembro 1, 2005 11:15 AM