Outono, a quietude possível no ponto médio da estação. Passam os vermelhos, os amarelos. . .
Afixado por al em novembro 21, 2005 08:15 PMMomento de recolhimento, suspenso, antes do vento acordar e nos trazer de volta. Muito bonito, Soledade
Afixado por ana assunção em novembro 21, 2005 10:33 PMMuito bonito. Essa viagem a um qualquer sitio que ainda não percebi. Transparece quase uma ideia de arrependimento, e volta.. com o vento.. :)
Afixado por AlguemQueNaoEu em novembro 22, 2005 01:10 PMSempre gostei deste teu poema.E gostei de voltar a lê-lo.Beijo e obrigada pela força que me tens dado para as outras «guerras»...
Afixado por Amélia em novembro 22, 2005 01:30 PMBelíssimo final, Soledade. Aqui, na poesia, o essencial coincide sempre!
Afixado por hfm em novembro 22, 2005 02:39 PMal, tudo é memória. O tempo é de grilhetas. Não fiz a viagem. Mas enfim, a quietude possível. Respiremos.
beijo :-)
Obrigada, Ana.
Ah: tivémos de tirar o pó aos receptores de tv, mas valeu a pena, não valeu? :) Luz em Novembro.
AlguémQueNãoEu, é uma viagem que espero não comeces a fazer tão cedo quanto eu. Sim, "e volta, com o vento" :)
Afixado por Soledade em novembro 22, 2005 03:29 PMHelena, muito obrigada. Perseguimo-lo, sempre, o essencial.
Sei que sempre gostaste do poema, Amélia. Mudei-lhe um adjectivo, reparaste? (este tormento).
Quanto às "outras guerras", devo dizer que é um prazer ajudar, pois quem tem a agradecer a quem? A generosidade é tua. Obrigada: muito! Por tudo e por seres quem és.
Um beijo
Li crisântemos e pensei em tílias! Misturei-lhes o chão e odores. Fiquei calmo. Este apicultor pagão!...
Afixado por zef em novembro 22, 2005 03:46 PMGosto da mistura, Zef. Dessa calma. Tudo pudesse (poderá?) ser uma tarde de primavera lendo Horácio sob a folhagem.
Afixado por Soledade em novembro 22, 2005 07:08 PMTEnho que voltar para o secundário :S
Ou voltar a ler o poema com mais calma...Era bom ter alguém que explicasse, mas ninguem tem tempo para mim (beicinho)..... :P
Jokas e Força ai (como dizem os brasileiros, né!?!)
Afixado por Sílvia em novembro 22, 2005 10:24 PMVim verificar se sempre seria um dos seus poemas meus preferidos, e confirmo-o, um poema muito velado e contido, que a ausência dos artigos definidos no ínício das primeira e segunda estrofes estranhamente reforça, contenção que não só guarda mais o poema para quem o escreveu - trata-se da lembrança privada dos seus mortos -, como consegue dá-lo melhor, mais eficazmente a quem o saiba ler, resultando desta só aparente contradição o seu grande encanto humano e um forte contributo para a sua indubitável qualidade como arte.
Afixado por mb em novembro 23, 2005 01:15 AMEstás muito bem aí em Lisboa, Sílvia. É preciso cortar o cordão. Tudo são ciclos, espirais. Lamento não ter tido tempo para ti, no sábado, mas agora as coisas inverteram-se: tu vens de fim de semana quando eu regresso aos bancos da Faculdade. Mas as coisas hão-de sossegar. Sei que este poema é mais fechado do que o costume, mas ler outra vez não é mau exercício. Talvez não recordes, houve um poema de Eugénio de Andrade que lemos numa aula: "Ver Claro". Recomendo-te que o leias de novo. Ou o que diz MB no comentário seguinte: ele "decifra" o poema.
Nada de beicinhos.
Beijos. E estuda!
Obrigada pela leitura, mb. Pelo sempre incentivo. Sim, é um poema de 2000 ou 2001. A privada evocação dos meus mortos e o ritual que este ano não pude cumprir.
Um beijo
Dá-me a sensação que é um recordar, não sei bem mas, o mb no comentário dele falou em mortos, não sei o sentido que estão a dar à palavra mas os "olhos da minha gente feitos de terra" dá a sensação que já não se encontram presentes... A parte do "tecido frágil da memória" dá mesmo a sensação do recordar e do revivier, que fere, tal como a estilete de prata...depois o dia nasce com o vento. TEm alguma coisa a haver com o que disse?? :S
Quando for para casa hei-de ler o poema do Eugenio de Andrade, a ver senão me esqueço disso :)
(Ainda continuo a odiar Lisboa, por isso não sei se estou cá bem :(...mas para a semana respondo talvez de maneira diferente :)..)
Beijinhos e Welcome again aos tempos de escola :P
Afixado por Sílvia em novembro 24, 2005 05:05 PMTem tudo a ver com o que disseste. Leitura perfeita :) Fico tão contente, tão orgulhosa, Sílvia! Vou mandar-te o poema de Eugénio de Andrade por email.
Preocupa-me essa tua recusa de Lisboa. Começaste tão bem! Acho que precisamos mesmo de conversar.
Beijinho. E coragem!
Fixe, consegui :)
Fico à espera do poema e da conversa, realmente bem estou a precisar de levar nas orelhas :)
Beijinhos
Afixado por Sílvia em novembro 24, 2005 05:42 PMSim, Horácio, ou Virgílio, numa tarde serena.
Belo.
Zef e legendas - gente do epicurismo sereno.
Obrigada, Carlos. Um abraço