(outra versão)
Liber Mortis
Cada letra que escreves é um morto a farpar os olhos.
Tanto os mortos cercam que do olhar caem-te
palavras, frases que são famílias de mortos.
Gota a gota a morte arrepia-te a vista,
lambe as feridas agras com prazer.
Gritas com lascas de vidro na boca
chega um morto, um morto que ouve tudo
e inscreve de faca trespassada na carne
o seu nome no dorso gélido.
Uma parte do corpo enfraquecida, cala-se.
Os mortos abrem uma fissura nesse silêncio
para viverem longamente dentro de ti.
Saudações vampiro, envio um poema para que lembre-se de nós.
Minha Sina
Caminho sobre a face calcinada da terra...
faces descarnadas vitam-me com órbitas vazias...
todos se foram, ninguém para amar...
O beijo ardente...presente e maldição...
com amente cansada...arrasto-me pela vida anseiando o descanço do corpo...
maltratado pelos séculos...
enquanto a morte foge de mim...e somente há...
em minha mente a gargalhada dos malditos.
Um abraço.
Afixado por Ofeliazinha em novembro 30, 2005 02:57 PMLacrimosas saudações...
Bom, seu blog despensa comentários, é um dos poucos que realmente me identifiquei
Parebéns pelos escritos