Comentários: Invasões bárbaras

é tão triste...

Afixado por emn em dezembro 6, 2005 07:48 PM

Pois...como dizia o Almada, se o Dantas (seja ele qual for) é português, eu quero ser espanhol!E vêm-me à cabeça p0s versos de antónio ferreira:

«Floreça, fale, cante, ouça-se, e viva
A Portuguesa língua, e já onde for
Senhora vá de si soberba, e altiva.
Se téqui esteve baixa, e sem louvor,
Culpa é dos que a mal exercitaram:
Esquecimento nosso, e desamor.»

Pobre País!Uma vergonha. Um escãndalo.E afirmava Pessoa que no futuro hsobrariam duas línguas: o inglês para negócios, ciência, tecnologias,conversação - o português para as emoções e a poesia.

Mas cultivar emoções não é pragmático (tenho horror a esta palavra), nem interessa ao crescimento dos alunos - a lucidez é uma arma subversiva de grande impacto e verdadeiramente de destruição maciça.Era assim no tempo de Salazar ...e não mudou muito.Será que teremos de voltar a aprender predomintemente fora e contra a escola?
E relegar a língua materna para 2º ou 3º ou mesmo 4ºplano é fazer perder a noção de identidade cultural e pátria.Num mundo globalizado isso não interessa a quem ,a
manda .«Hoje a escolaridade é uma amnésia planificada» como disse Steiner.
[acho que nunca escrevi tanto num comentário -mas estou indignmada e quase tenho vergonha do que leio e ouço.Quase, não.Tenho mesmo]

Afixado por amelia em dezembro 6, 2005 09:33 PM

Não consigo entender isto, Eliana. E não posso aceitar! Tamanha indignidade. A língua materna... E por fim, depois de tantas atribulações neste ano e meio, este é o nosso prémio de mérito. Estou... não sei como estou.

Afixado por Soledade em dezembro 6, 2005 09:47 PM

«Será que teremos de voltar a aprender predominantemente fora e contra a escola?»

Receio, Amélia. Não resta nada de que se seja cidadão.

Afixado por Soledade em dezembro 6, 2005 09:52 PM

Se estão, como penso, a falar do que acabei há pouco de ouvir e ler, digo-vos que quase não acredito no que ouvi, e estou ainda à espera de um milagre que impeça isso ... Onde estamos todos os que amamos a língua que herdámos e que ensinámos e pela qual deviamos zelar ? Está-se à espera de quê para resgatar o primeiro elemento de identidade nacional. Enquanto outros países lutam para imporem ao mundo a sua língua, nós assistimos impávidos a que a nossa, que já foi a maior , e que é LINDA, seja assassinada vergonhosamente ? Desculpem, se me excedi. Soledade, um texto muito a propósito.

Afixado por fernanda s.m. em dezembro 6, 2005 10:29 PM

Não se excedeu, Fernanda. Eu devia estar aos pulos - depois do processo vergonhoso da implementação da revisão curricular e do sufoco em que os professores de Português têm andado. Mas justamente, não estou aos pulos. Estou zangada. E muito inquieta. Nada faz sentido.

Afixado por Soledade em dezembro 6, 2005 10:41 PM

como vos entendo! não é uma boa notícia,aliás, é perfeitamente assustadora e diz tudo sobre quem manda e ao que vêm!
Pelos vistos, também há associações de pais a favor...bonito!

Afixado por ana assunção em dezembro 6, 2005 10:56 PM

Eu disse há pouco mais de uma hora que não podíamos ser cidadãos deste país, governados por tal gente e pela que virá, e que a coberto da "democracia" nunca será julgada. As línguas, como os países, também morrem, e o nosso não merece nenhum réquiem, embora o mereça a Língua que desde cedo muito amo. Tudo isto me amarga demasiado e dá vontade de me isolar cada vez mais deste esboroamento contínuo.

Afixado por mb em dezembro 6, 2005 11:10 PM

Ana, o exame nacional era um importante instrumento de aferição e, convenhamos, um estímulo ao empenho. Era um momento solene do processo de avaliação. A língua materna merecia tudo isso - inclusive e sobretudo a solenidade. Mas a abolição de exames permite poupar dinheiro e promover sucesso aparente, pelo que haverá sempre quem aprove. Identidade nacional? Bolotas!

Afixado por Soledade em dezembro 6, 2005 11:32 PM

MB, concordo, mas esta é a nossa arena, este o nosso tempo: dele daremos testemunho a quem nos seguir. Alguns de nós têm muita dificuldade em isolar-se.
Um abraço

Afixado por Soledade em dezembro 6, 2005 11:49 PM

Nada faz sentido.
Afixado por Soledade em dezembro 6, 2005 10:41 PM
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Olhe que sim, olhe que sim.
A palavra de ordem é qualificar pessoas/números (também podia ser encher chouriços), como tal tudo o que possa vir a impedir a qualificação compulsiva a que os nossos jovens vão estar sujeitos é para eliminar.
Para os mais distraídos a ministra é a mesma que em março/abril dizia que os exames do 9º ano tinham que ser feitos desta vez, pois só assim se conseguiria provar a sua inutilidade (chama-se a isto passar uma certidão de óbito antes do dito).
Por outro lado o 50/2005 trouxe-nos os tempos áureos dessa adiantada mental que ainda dá pelo nome de Ana Benavente.
Como vê, tudo faz sentido, a palavra de ordem é … qualifique-se a bem ou a mal.

P.S. Atenção que a medida só é original em termos europeus. Em África, as ex colónias europeias também recorreram à qualificação massiva qualificando os que sabiam escrever o nome em DRs.

Afixado por josé em dezembro 7, 2005 12:02 AM

Soledade, desde esta manhã que ando ás voltas com esta questão e ainda há pouco fui ver se alguma coisa tinha mudado nas provas do Baccalauréat que passei em Paris em 78/79. No site do Ministério vejo que para os 3 tipos de bac (literário, científico e economico-social) o francês é prova obrigatória escrita e oral assim como a filosofia (esta embora com coef. diferenciados) dir-me-ão que o resultado não é famoso (declínio do francês...) mas é curioso e esclarecedor ver quem justamente defende a língua aqui e lá.

Afixado por ana assunção em dezembro 7, 2005 12:11 AM

José, eu sei, mas se do seu lado tem a "Matemática Pimba" (só ontem abri o endereço do Nocturno, e reencaminhei o seu mail para alguns colegas de Matemática com quem costumo pensar estas coisas) eu tenho aqui em cima da mesa, no meu pequeno arquivo das aberrações legislativas, a última circular sobre a tlebs e o exame de 12ºAno. Recebêmo-la na 4ª feira passada. Diz coisas extraordinárias, como se o Sr. Secretário de Estado tomasse a sua palavra pelo verbo divino: capaz de configurar uma nova realidade pelo simples facto de a enunciar. Há demasiadas bizarrias (e um absoluto despudor) em todo este processo. Excede-me!
Ah, o 50/2005 tem uma novidade relativamente às medidas Benavente: agora, 2ª retenção ou decisão de progressão vão ambas a Cons. Pedagógico: uma pequena nuance, mas muito significativa - salva a face. Isto deprime-me.
Um abraço

Afixado por Soledade em dezembro 7, 2005 12:19 AM

É verdade, Ana. E eu li tão recentemente o livro da Cécile Ladjali e do Steiner sobre uma experiência de sucesso feita há pouco tempo num liceu de uma zona "complicada" de Paris. Não conheço nenhum país onde a língua e a literatura maternas estejam a levar machadadas destas. Está difícil em todo o lado - o mundo mudou, e para onde vai? Mas os outros lutam contra a corrente. E nós?

Afixado por Soledade em dezembro 7, 2005 12:31 AM

http://quartarepublica.blogspot.com/2005/12/dois-sinais-preocupantes-da-educao.html#comments
lá anda o blair português... :) é único e admirável...

Afixado por emn em dezembro 7, 2005 12:41 AM

Eliana, fizeste-me ir à 4ª República, e eu tenho raiva àquele homem! Não ao blair, esse é um palhaço, ao outro - o que ao tempo em que foi ministro avançou com disciplinas descontextualizadas do mapa curricular(nomeadamente o Português) por causa de compromissos financeiros com as editoras. Agora está preocupado?! Não digas! E preocupa-o que se tenham desmantelado ATL's? Não o ouvi manifestar tais preocupações no Prós e Contras. Gostei foi da tua intervenção lá, ó colega em privilégios!:) E terá passado pela cabeça de mais alguém que eliminar o exame de Português este ano (se for já este ano) permite obscurecer o facto de que o min-edu não sabia como desatar o nó górdio de um exame nacional nas condições de disparidade em que decorreu este ano lectivo? E a Circular 14/2005 não é um pedaço de prosa?! Princípios da não contradição e da não tautologia...

Afixado por Soledade em dezembro 7, 2005 01:10 AM

:)

Afixado por emn em dezembro 7, 2005 01:40 AM

Desencantada, cada dia mais e mais. Porém, talvez contraditoriamente, ainda esperançosa.
Estou do lado de Almada Negreiros "Portugal inteiro há-de abrir os olhos um dia".

Afixado por T. em dezembro 7, 2005 08:42 AM

Um belo poema que não poderia vir mais a propósito, infelizmente, face a mais este desaforo.Já tudo ficou dito nos comentários que li, mas quero registar a minha indignação.Onde iremos parar Soledade? É triste tudo isto. :-|

Afixado por Ana Maria em dezembro 7, 2005 05:51 PM

Os tipos não falam a mesma língua que nós. Só conhecem a da calculadora. Puxam revolta, mas não devem levar aos desânimos. Somos mais teimosos e, porque mais hábeis, mais pacientes: também sabemos usar máquinas de calcular...Acabamos por lhes ganhar!

Afixado por zef em dezembro 7, 2005 07:29 PM

T, Ana Assunção, Ana Maria, Zef, emn, Fernanda, Amélia, José, é preciso pressionar a Associação de Professores de Português. Não importa se se é associado ou não. A Associação de Professores de Filosofia já está a mexer-se. Temos de pressionar a APP, ir ao site: http://www.app.pt/ ou mandar-lhes email com veemente protesto: aprofport@app.pt
Isto é uma indignidade, não pode ser!

Afixado por Soledade em dezembro 7, 2005 09:10 PM

Sofrendo tratos de polé na escrita diária… arranhada por políticos, jornalistas e licenciados em qualquer discurso… assassinada a todo o momento… incompreensível para a maior parte dos alunos… maltratada de todas as formas, a língua portuguesa não resistirá durante muito mais tempo a todas as canalhices que lhe fazem.
Querer que os professores, em especial os professores de português, sejam um sustentáculo da sua “boa condição física” mas tirarem-lhes todas as “vitaminas” que possam, de algum modo, obrigar a que os alunos lhe dediquem um pouco do seu esforço, é implementar uma situação de anemia permanente da língua. A conivência da direcção da APP não me espanta sobremaneira … outros interesses se levantarão… outras ligações a decidem…

Afixado por f... em dezembro 7, 2005 11:03 PM

Mais uma vez comento fazendo minhas (100%) as palavras de T.

Afixado por fernanda s. m. em dezembro 8, 2005 12:37 AM

Soledade, pode dizer-me no meu mail o que estava neste post e que deu origem a estes comentários todos? Eu não tenho acesso aos textos .-(

Afixado por M em dezembro 8, 2005 09:55 AM

Se a Associação de Professores de Português sempre foi conivente com o estado a que chegou o ensino da Língua Portuguesa é óbvio que aplaudem a medida. Tudo o que possa pôr a nu os poucos conhecimentos dos nossos jovens é combatido e desacreditado.
Cara colega, entre não haver exames e aquele "exame" do nono ano não sei o que lhe diga.

Afixado por José em dezembro 8, 2005 11:13 PM

f, tem razão. É um esforço inglório, uma luta quixotesca. A mim mim também não espanta o comportamento da APP - tem sido sempre assim. Já aquando da intempestiva implementação da tlebs, só protestaram - e baixinho - por terem sido deixados de fora; agora estão de novo muito colados ao círculo intereior: chamados a acompanhar a experiência da tlebs no Básico(estou para ver esta *experiência*, depois de a sofrer na pele, no Secundário). Mas que ao menos a direcção da APP não tome decisões desta gravidade sem ouvir os seus associados, como diz a emn. Associados entre os quais já não me conto. Mas ainda assim escrevi-lhes.

Afixado por Soledade em dezembro 8, 2005 11:18 PM

Eu sei, José. Sei. E concordo. Andam a brincar connosco e com os miúdos. Mas não me resigno. E há coisas que tenho atravessadas na garganta e nunca engolirei: há 3(?), (2?) anos, as provas de 12º foram revistas, lembra-se? A pretexto de haver discrepâncias de classificação. Há discrepâncias entre correctores, sabemos isso, e o GAVE deu-se a não pouco trabalho para melhorar o processo e tentar objectivar o que não é fácil de objectivar. Reconheçamos o trabalho de quem tentou, e com seriedade. Mas quando o Justino manda rever as provas e as classificações sobem - que critérios?, como raio?! - isso É O QUÊ?!!! Eu fui correctora, tinha alunos meus nessa corrida, e até hoje não sei se provas corrigidas por mim, ou provas dos meus alunos, foram inflaccionadas. As coisas já não iam bem, é certo. Mas assim ficam pior.

Afixado por Soledade em dezembro 8, 2005 11:37 PM

Ah, Fernanda, sabe o que me assusta? É que antes tentavam deitar-nos poeira nos olhos. Agora o despudor é total, nem se dão ao trabalho: o cidadão não risca nada. E se calhar também não quer riscar.Esta cidadã barafusta tanto e escreve protestos e cartas... Mas não adianta. Não verei melhores dias. Mas se as nossas crianças os virem, terá valido a pena.

Afixado por Soledade em dezembro 8, 2005 11:45 PM

M, já escrevi. Obrigada :)
Um beijo, boa noite.

Afixado por Soledade em dezembro 8, 2005 11:48 PM

Pois é soledade, nunca percebi a relação da APP com os seus sócios ... vai quase para 15 anos que participei, durante algum tempo, em reuniões inter-associações de professores (representando a minha disciplina) e já nessa altura não conseguia compreender (ou talvez compreendesse bem demais!)a posição da direcção da APP (não só dessa...), mas quando, há dois dias, vi que o presidente continuava a ser o mesmo ...
Nem vale a pena dizer mais nada ... o poder instalado, mesmo que seja apenas um "poderzinho", tem que ter sempre ligações de "deve e haver"...

Afixado por f... em dezembro 9, 2005 01:52 AM

coragem...há-de haver sempre resistentes!...esgotado o combate legal, a luta de guerrilha, quando por uma causa nobre justifica-se!
bj carlos p f

Afixado por peresfeio em dezembro 9, 2005 09:59 AM

Embora com tratos de polé, enquanto houver Portugueses de pé, há-de resistir. Olhemos para a história. Não é novidade. E ela cá continua, escrevendo-nos.

Afixado por legendas em dezembro 9, 2005 03:10 PM

Admiro-me é que a APP ainda tenha associados !!! Já no meu tempo de professora de Português ela não fazia NADA de útil. Deviam ter vergonha de se intitularem Professores de Português ! Ninguém se deve calar e quem tiver possibilidade que grite bem alto que o Rei vai NU.

Afixado por fernanda s.m. em dezembro 9, 2005 10:50 PM

a app enviou (só agora) um mail aos associados pedindo-lhes a opinião...

Afixado por emn em dezembro 10, 2005 12:58 AM

dizia:«Tendo em vista preparar uma posição definitiva da APP sobre a eventualidade de o exame de Português, do 12º ano, deixar de ser obrigatório para todos os alunos, de todos os cursos, com o objectivo de privilegiar as disciplinas da formação específica devido à sua importância para a admissão ao ensino superior, a Direcção da APP solicita e agradece o envio de opiniões sobre esta matéria, até ao dia 15 de Dezembro, quinta-feira, apesar da impossibilidade de consulta de qualquer documento oficial ou oficioso sobre a matéria. »

Afixado por emn em dezembro 10, 2005 12:59 AM

Naveguemos o tormentoso mar - não temos outro - com alguma esperança e tino. Eliana, obrigada por passares a informação.

Um abraço a todos, um bom fim de semana

Afixado por Soledade em dezembro 10, 2005 01:38 PM

O caso Lafforgue

Nomeado pelo presidente Chirac para aconselhar o governo francês nas políticas de educação, o recém formado Haut Conseil pour l'Éducation (HCE) acabou de sofrer a primeira baixa. Duas semanas após ter sido formado, viu sair um dos seus elementos mais ilustres, o matemático Laurent Lafforgue.

O membro do conselho que bateu com a porta não é um académico qualquer. Agraciado com diversas honras, entre as quais a medalha Fields, o maior galardão internacional em matemática, Lafforgue é membro da Academia de Ciências e um dos matemáticos mais importantes da actualidade.

A saída foi pressionada por Bruno Racine, presidente do HCE, e pelo conselheiro do Presidente da República para a educação. Estes dois senhores não ficaram contentes com uma missiva que Lafforgue tinha enviado a Racine e acharam, segundo o que o primeiro revela, que as posições do matemático «tornavam impossível um debate sereno no seio do HCE visando construir um consenso».

Os documentos estão disponíveis na página Internet www.ihes.fr/~lafforgue e vale a pena lê-los. Abaixo seleccionamos apenas curtos extractos da carta do matemático francês.

«... cheguei à conclusão que o nosso sistema educativo está em vias de destruição total»

«Esta destruição é o resultado de todas as políticas e reformas levadas a cabo por todos os governos desde os fins dos anos 60»

«Estas políticas foram inspiradas por uma ideologia que consiste em deixar de dar valor ao saber [...] imposta por teorias pedagógicas delirantes [...] desprezo pelos aprendizados fundamentais [...] doutrina do 'ensino centrado no aluno' que 'deveria construir ele mesmo os seus conhecimentos'»

«A priori tenho a maior desconfiança em todos os membros da Nomenklatura da Educação Nacional »

Percebe-se bem o «consenso» que Racine queria: um «debate sereno» que ignore os desastrados resultados das políticas de ensino.

Nuno Crato

Afixado por josé em dezembro 10, 2005 06:14 PM

José, o falhanço da escola das competências, do aprender a aprender, do aprender a pensar (aprender com quê, pensar sobre o quê, se nada lhes ensinamos?!) já não é só denunciada por isoladas vozes de maior ou menor alcance. O artigo da Olga Pombo, de que publiquei um excerto, põe com precisão o dedo nesta ferida. E o caso Lafforgue não é único. Em França, ou aqui, ou nos EUA, em todo o mundo "civilizado" onde se privilegiou a metacognição e se perdeu de vista a função primeira da escola, ensinar, creio que vai crescendo, devagarinho e angustiadamente, o número dos professores anónimos que têm a percepção do terrível falhanço e das possíveis causas dele. Mas que campo de acção nos resta além do da iniciativa individual? Não vejo outro. E se me indigno, é porque à indignação tenho direito. E se calhar também o dever. Mas sem ilusões. Existe sim uma Nomenklatura da Educação, como é dito na carta de Lafforgue. Obrigada por me ter posto na pista dela. Merece ser lida. Desassombro! Pode ser lida aqui: http://www.ihes.fr/~lafforgue/textes/Courriel.pdf

Afixado por Soledade em dezembro 11, 2005 01:38 PM