Sim...só agora deram por isso; ou antes, o VGM deu por isso.Ele não é professor do secundário nem frequenta, pela certa, blogues, a não ser o do seu amigo JPP.E de gramática, deve conhecer, como eu, a tradicional ou pouco mais...A minha sorte foi ter sido alertada sobre a TLEBS por ti.
Em todo o caso, creio que desta vez VGM acertou -como antes acertara aquando da quase exclusão de Camões e outros dos programas...Sem resultados, claro, até porque, a seguir, foi para lá, como ministro, o seu amigo Justino.
Concordo: Vasco Graça Moura não sabe NADA de gramática. Caso contrário, não diria tanto disparate como tem dito nos últimos tempos.
Já agora: a tlebs não nos caiu no sapatinho. Se se derem ao trabalho de ler a documentação em vigor desde 91, que deveria nortear toda a nossa planificação curricular, nada na tlebs devia ser surpresa.
A única coisa em que VGM acerta é na sua profunda capacidade de opinar sobre o que desconhece...
Caros colegas: tenham vergonha e leiam os programas e o currículo nacional de uma vez por todas. Não manchem mais a imagem da nossa classe, que tem sido tão mal tratada!
João: tentei enviar-lhe um mail em privado, paara o endereço que indica.Não consegui -veio devolvido.Seria capaz de corrigir o e-mail, se porventura está, como penso, errado?
Afixado por amélia em dezembro 24, 2005 09:01 AMA mensagem que lhe enviei e não lhe foi entregue veio devolvida com a seguinte indicação:
«O servidor de destino deste destinatário não foi encontrado no serviço de nomes de domínio (DNS). Verifique o endereço de correio
electrónico e volte a tentar. Se esta acção falhar, contacte o administrador.»
Aqui vai: joper972@hotmail.com
Afixado por João em dezembro 27, 2005 12:48 PMJoão:infelizmente não encontro o mail que veio devolvido.Vou procurar melhor...lembro apenas que discordava de alguns pontos do seu comentário e queria fazê-lo em PVT para evitar prolongar uma discussão inútil e para quem não está dentro do assunto um tanto árida...senão o encontrar(pasaram já uma série de dias e eu tenho o 'mau hábito' de eliminando mensagens, embora me custe a crer que o tenha feito a esta)... fica para outra ocasião.Obrigada pelo envio do seu endereço.
Afixado por amélia em dezembro 27, 2005 08:32 PMPois, deve ser de quem "não sabe NADA de gramática" traduzir, como Graça Moura traduziu, os sonetos de Shakespeare ou a "Divina Comédia" ou Ronsard, por exemplo. Aliás, deve ser de quem não precisa mesmo NADA de conhecer as subtilezas de vários sistemas linguísticos e respectivas regras de funcionamento. Há acrimónia antiga entre certos linguistas e Graça Moura: não vou alimentá-la aqui!
Quanto a tempestividades e intempestividades de implementações (de programas e tlebs e quejandos), não tenho paciência para mais conversa. Responde por mim um excerto de um parecer da APP que foi, desde o início, entusiástica apoiante da revisão curricular, do novo programa de Língua Portuguesa do E.Secundário, e que esteve envolvida na elaboração da tlebs. Isso não impediu que a dita APP fosse apanhada de surpresa quando a portaria de 24 de Dezembro de 2004 lhe depôs a tlebs no sapatinho. E que a esse respeito utilize expressões como "perplexidade" e "muita apreensão".
Pouco me interessa o que a APP pensa ou advogue. Mas é sintomático. E o que está em causa não é apenas o exame de 2006 (sendo no entanto grave para os alunos que vão ter de o fazer em condições muitíssimo adversas), ou a pouco educada observação de que não terei sequer lido o programa - pois li, e discordei dele desde o início. O que não me impediu de procurar a formação de que senti necessitar. E de continuar a discordar. Tudo se atamanca neste infeliz sistema educativo. E, uma vez mais (como aconteceu nos anos 70 com a generativo-transformacional), não se operou a distinção entre gramática científica e gramática pedagógica. Padecemos de deslumbramento, somos novos-ricos do saber, como me dizia um amigo há dias.
Enfim, aí vai o excerto do parecer da APP, o qual, de resto, está linkado nesta entrada:
«A primeira padronização da nomenclatura gramatical de descrição da língua portuguesa foi publicada em Diário da República, em 1967. No entanto, apenas volvida uma década, esta nomenclatura começou a conviver com outros termos e conceitos propostos pela investigação entretanto desenvolvida, deixando o documento em apreço de constituir uma referência produtiva na resolução de problemas científicos de carácter linguístico e pedagógico. Por isso, em 1991, foi apresentada uma proposta de nova nomenclatura gramatical que, apesar da sua pertinência, não foi assumida pelo sistema educativo. Depois de quase três décadas de incertezas, o Ministério da Educação concordou com a elaboração de um novo documento regulador que viria a constituir a Terminologia Linguística dos Ensinos Básico e Secundário (TLEBS). Foi com muita satisfação que a APP contribuiu para a produção do referido documento que ficou concluído em 2002 e que, com grande surpresa nossa, foi homologado pela Portaria nº 1488/2004, de 24 de Dezembro. Surpresa por várias razões.
Em primeiro lugar, porque a APP esteve implicada na coordenação dos trabalhos de elaboração da TLEBS e, desde a sua apresentação pública em Novembro de 2003, não mais tinha sido contactada sobre a matéria, apesar de sobre ela ter interpelado o ME - sabemos que o mesmo tratamento foi dado aos responsáveis científicos da TLEBS.
Em segundo lugar, a surpresa adveio do facto de o diploma ter efeitos retroactivos a 1 de Setembro de 2004 - como alterar as aprendizagens e respectiva avaliação feitas entre Setembro e Dezembro?
Por fim, o que nos causou maior perplexidade e muita apreensão foi o facto de no diploma legal não ser apresentada a TLEBS, mas apenas a sua nomenclatura, ou seja, a lista dos termos sem as devidas definições, exemplos e equivalentes em línguas estrangeiras.
Como é que a tutela prevê cumprir o estipulado pela portaria no que diz respeito à formação de professores da competência do Ministério da Educação? Como se concretizará a primeira avaliação prevista já para o próximo ano lectivo, quando as escolas estarão a receber a TLEBS no final deste ano? Como se processará a introdução de alterações? Como será integrada a TLEBS no programa e/ou currículo do Ensino Básico? Enfim, como serão regulados os três anos de experimentação pedagógica que terminam em Agosto de 2007? »
Afixado por soledade em dezembro 30, 2005 04:03 AMHá homens que, por desempenharem determinadas actividades profissionais, se empenham em emitir opinião sobre tudo o que os rodeia. A nós, cabe-nos ler, ouvir e concordar ou não. Vasco Graça Moura, e a sua escolta de seguidores e admiradores pelas suas capacidades de tradutor, pertence a essa classe que sobre tudo opina e que, para mal do país, até consegue criar opinião… Um dos alvos da sua opinião tem sido o ensino da Língua Portuguesa. Já sabíamos que, de acordo com VGM, o ensino explícito de gramática é dispensável. Também todos sabemos o desastre que este tipo de orientação tem causado no domínio dos registos oral e escrito dos nossos alunos. Poucos são os que chegam ao Ensino Superior neste momento sabendo que o sujeito e o predicado não são separados por vírgula ou que, se existe um modificador a separar o verbo dos seus complementos, deve ocorrer entre vírgulas. Poucos são os que o sabem, porque muitos dos meus colegas ou não ensinam a pontuar ou se limitam a caracterizar a pontuação, de acordo com “pausas” ou a avaliar as suas potencialidades expressivas. Este é apenas um de muitos exemplos que poderia aqui dar sobre o rumo que a maior parte dos meus colegas de língua portuguesa escolheu para a orientação das suas práticas de ensino. Em quinze anos de ensino, a leccionar em seis escolas diferentes, tenho experiência suficiente para dizer que os conteúdos do programa sobre “Funcionamento da Língua” são, de uma forma geral, deixados de parte, mal leccionados ou leccionados de forma assistemática.
Surpreendentemente, VGM surge agora em defesa de um ensino mais tradicional da gramática, emprenhado de ouvido pelos colegas que reagem mal à TLEBS. Desta vez, VGM é cuidadoso e diz que se limita a reproduzir o que ouviu dizer. Boas notícias para a Nação: o sagaz comentador está a adquirir o estatuto de arauto!
Mas o arauto esclarecido deve procurar informar-se… VGM não sabe que:
a) a terminologia de 1967 estava desactualizada;
b) a terminologia de 1967 continha erros;
c) a terminologia de 1967 não estava de acordo com os programas e com o curriculum nacional.
Mais grave: VGM não sabe que, antes de 2004, os termos definidos na TLEBS (instrumento para o docente e não para os alunos) já estavam inscritos nos programas, sem ter sido dada qualquer definição desses termos ou qualquer indicação de natureza bibliográfica sobre esses termos. Durante a década em que se viveu este marasmo, não se ouviram reclamações nem suspiros de desalento… Porquê? Porque, muito provavelmente, ninguém tinha reflectido seriamente sobre a documentação que tinha à sua frente.
A perspectiva de ensino da gramática defendida por VGM é tão interessante como a perspectiva sobre ensino da física que defenda que se deve ensinar que o Sol gira à volta da terra porque essa perspectiva é mais facilmente perceptível, intuitivamente mais fácil de adquirir, pedagogicamente mais adequada ou, até, esteticamente mais estimulante!
O professor João tem da Língua uma visão gramatical (vírgula) como as mulas devem ter a ideia de os dias serem uma infinda e chata estrada (vírgula) por causa dos olhais que lhes põem (vírgula) lhes (vírgula) a elas (vírgula) mulas (vírgula) salvo seja e com o devido respeito (vírgula) que não estou a compará-lo (vírgula) nem me pediram sermão e muito menos missa cantada (ponto)
Já agora (vírgula) que tenho alguns anticorpos políticos e éticos em relação a VGM (vírgula) embora com muitíssimo maior densidade os tenha (vírgula) diferentes (vírgula) face àqueles que tornam a Língua naquilo que ela não é (virgula) uma sucessão de sons monocórdicos e bocejantes (vírgula) já agora (vírgula) dizia (vírgula) conte-nos se essa sua ideia da TLEBS o leva a defender o que VGM também vitupera (vírgula) metendo o camarada Justino no bolso de trás das calças (vírgula) eu sei (vírgula) mas vitupera (dois pontos) a retirada de Camões (vírgula) de Bernardim (vírgula) de Gil Vicente (virgula) etc(ponto) do Português do ensino secundário (ponto)
Estou convencido de que é essa gente da TLEBS que vai matando a Língua (vírgula) ao afastar ainda mais os alunos dela (vírgula) ao subtrair-lhes a nossa literatura (vírgula) e um dia não haverá quem a faça sentar no banco dos réus (ponto)
Não sou professor (vírgula) mas se o fosse de Português (vírgula) creia (vírgula) não me honraria ter colegas com uma visão tão estreitamente fundamentalista como a sua me parece (ser [ponto])
Note que (vírgula) por causa da terminologia de 1967 (vírgula) desactualizada e com erros (vírgula) Jorge de Sena (vírgula) José Cardoso Pires (vírgula) Virgílio Ferreira (vírgula) etc (ponto) não deixaram de escrever (ponto) A minha desforra é que os “normativos” nunca serão capazes de possuir a Língua como quem possui o ser amado (ponto)
Obrigada pelo apoio, musas, mas não voltarei a este assunto - não tenho paciência. E o tempo é curto. A contra-argumentação tautológica e ad hominem do meu colega não pede refutação.
Afixado por soledade em janeiro 4, 2006 02:24 PMLamentavelmente, tenho de voltar ao início: prestamos um mau serviço quando ridicularizamos, em vez de discutirmos seriamente o que é sério.
Tautológico? Onde? Porquê?
Ad hominem? Com que fundamento?
Visão gramatical da língua?
Posições sobre o canon literário?
Tresleiam onde quiserem, atribuam as intenções que desejarem... e continuem pelo caminho mais fácil: o da não actualização, o da rejeição de formação. Garantidamente, poderão continuar a leccionar as mesmas aulas de há 20 anos!
Parabéns pelo excelente serviço que assim vão prestar a um povo cada vez mais iliterado! Parabéns por contribuirem para criar gerações atrás de gerações sem hábitos de reflexão sobre a língua. Parabéns por insistirem em não cumprir os programas de Língua Portuguesa. Parabéns por desrespeitarem as orientações curriculares em função das vossas opiniões, gostos e caprichos.
Felizmente, somos muitos...
«somos»??????? Quem? Onde? Ainda não tive oportunidade de conhecer NENHUM! Apenas o João. E creia que me sinto feliz por ver que anda aí alguém que concorda com o que se passa. É sinal que o meu mundo esclerosado está a ser substituído por um iluminado...
Soledade, já vejo tudo com outros olhos. Sou outra.
Para si também, João, um excelente 2006
Afixado por soledade em janeiro 5, 2006 02:31 AMÓ Sr. "Prof." João, quem ridiculariza, ridiculariza alguma coisa ou alguém: "cadê" o complemento directo (não sou do tempo da TLEBS, mas dá para compreender)? É que no Houaiss o verbo vem só como "td" e "td e pron".
E mais: está a ver no que dá o fundamentalismo? Não está? Veja a asneira que escreveu e no que dá ir atrás de chavões:
"Parabéns por contribuírem para criar gerações ATRÁS de gerações sem hábitos de reflexão sobre a língua."
Quer dizer, começamos pela geração que hoje tem dez anos para acabar na que amanhã terá cem? “Gerações APÓS APÓS APÓS APÓS gerações”, Sr. “Prof.” João. Vou dar-lhe um TDC para as férias de Carnaval: escrever mil vezes "gerações após gerações".
Já se adivinha: tenho um bichinho a segredar-me que é tão professor como eu. Deve pertencer a uma editora da TLEBS, e daí o barulho todo, a má e pedante escrita: quatro advérbios de modo - quatro - formados com o sufixo "mente", uns dispensáveis à clareza, outros à elegância da escrita, isto só no comentário acima (agora a TLEBS dá-lhe outro nome, eu sei); "iliterado" em vez do "iletrado" que todos conhecem; os erros apontados; enfim, mais uma vez se comprova que pessoas como o Sr. João, além de se confirmar serem umas chatas tautológicas, têm a escrita que se vê. Direi que o Sr. João é um praticante pimba da Língua, arrogando-se o direito de ser um seu guardião, ainda por cima vestido com toga de juiz e empunhando um martelo para nos dar cabo da cabeça.
Os meus professores de Português até corariam de vergonha, Sr. João. Honrar a classe? Mas que raio de modo é esse com que quer honrar uma classe, se é o primeiro a desonrar-se e a desonrá-la com ele? Ah, e sou eu das tecnologias! Haja paciência. E tolo será quem o levar a sério.
ERRATA: Dá-lheS, aos advérbios, no entre parênteses do penúltimo parágrafo, não vá a sua pouco provável esferográfica vermelha dar conta do erro de concordância, afinal da gralha, se tão depressa a espantei.
Afixado por Musas Esqueléticas em janeiro 5, 2006 03:39 AMMusas, musas...
Alguns conselhos:
1. Estude a diferença entre iliterados e iletrados... Há diferenças grandes! Muito grandes...
2. Procure, nos seus autores de referência, os usos de "atrás". Verá abonações em, pelo menos, Eça e Aquilino que confirmam o uso que fiz.
3. Estude o fenómeno de coordenação e talvez (se for alvo de uma iluminação súbita) perceba que o complemento directo de ridicularizar está presente no texto que coloquei acima.
4. Continue no seu estilo: insulte, insulte e será feliz.
A todos: saio desta discussão com amargura e pena, desejando-vos um excelente 2006!
Não estou para ser insultado.
Felicidades.
Sr. João, as respostas a alguns conselhos seus:
1 - Deveria apontar a diferença entre "iliterados" e "iletrados" a Houaiss, se ainda fosse vivo. Pode no entanto mandar um verbete mais completo para a editora do dicionário. Talvez o considerem. Embora adivinhe de modo intuitivo o sexo desses anjos, não tenho pachorra para tão desoladas minhoquices. A Língua nunca teve, na sua escrita e na sua fala, a suposta aridez da matemática dos tempos da juventude impaciente. Escrevo "suposta" porque a matemática não só não a considero hoje árida, como há analogias no exercício de ambas. Confesso-me no entanto um mero autodidacta, e não quero mais do que isso. E ainda bem que assim me quero.
2 – Vi-o logo, eureka! O complemento directo parece uma putativa questão de vírgulas. Isto só sucede a quem não escreve com clareza, consequência, passe o lugar-comum, de não se pensar com clareza. Quanto a esta qualidade, não há vírgulas nem TLEBS que o salvem.
3 - Não, não vou procurar "atrás" nos autores que citou nem em outros quaisquer. Deveria era buscar onde suspeito se tenha valido: nos prontuários, nalgum dicionário melhor. Se o Sr. João fosse uma pessoa de escrita sem peneiras, eu não teria aludido à contradição literal da expressão. Fi-lo com o imaginado pensamento de um tlébico, não se horrorize com o neologismo, nem o leve como um insulto, ao neologismo e à sua eventual falta de agudeza que ignora as entrelinhas. Quanto ao mais, tem de haver gente nos subterrâneos da Língua que lhe aponte as particularidades. Disse aponte, e não que as fixe.
4 - Sou feliz a outro nível e não quis nem quero insultá-lo. O Sr. João é que não tem capacidade para vir a terreiro. Deve é ser correcto nas suas afirmações acerca dos seus colegas que aqui vieram escrever e da dona do blogue, de quem não conhece o nível de competência. Não deve ser chato, tautológico, nem fulanizar os seus ataques. E se me pelo por uma polemicazinha, não iria exigir-lhe a contundência de Camilo. Porque, além do mais, como poderia estar aqui a responder-lhe? E se nem sequer entrou na discussão, como quer sair dela? Ó Sr. João, tem cada uma! De facto, falta-lhe o domínio da escrita na língua que diz ensinar, refiro-me mais ao acto de pensar que faz parte da escrita enquanto gestação, o que me parece bastante grave para quem se afirma professor dela.
Um acidente do sistema duplicou-me as respostas. Peço a Soledade Santos que me apague por favor o duplicado e este comentário. Obrigado.
Afixado por Musas Esqueléticas em janeiro 5, 2006 01:28 PME eu peço-lhe que tenha calma, sim? :) Não quero vitupérios aqui.
P.S.: Vou oferecer-lhe o cd da TLEBS. Sem ironia - vai gostar, porque se interessa por estas questões. E o problema não está tanto na TLEBS enquanto modelo científico de descrição da língua, ou até nas suas implicações na didáctica das línguas materna e estrangeiras. Esteve sim na ausência de "didactização" prévia do modelo, no timming, no como, nas pressuposições pedagógicas. E nas finalidades subterrâneas que afloram quando, sempre que se aponta algo à tlebs, emerge de imediato este maniqueismo que me chateia: somos imediatamente acusados de maus profissionais, de falhos de técnica, de competência, de desejo de mudança; de sermos velhos do restelo, de sermos "amantes da literatura" - supremo crime. Já travei esta discussão muitas vezes e estou farta, eis tudo.
Mando-lhe o cd e sossega? :)
À Soledade, que não tenho o prazer de conhecer pessoalmente:
Parabéns pela qualidade do blog e pela moderação.
Eu também estou farto de ser rotulado de fundamentalista, defensor disto ou daquilo.
Os meus votos de felicidades são, para si, muito sinceros.
Conheço o seu blog há algum tempo e continuarei a apreciá-lo.
Muitas felicidades!
é iliterato... t
Afixado por emn em janeiro 6, 2006 12:44 AMÉ inconsequente, emn...
Afixado por soledade em janeiro 6, 2006 12:51 AMQuerida Soledade,
Não te estou a reconhecer nestes ataques! Calma! Calma!
Não há apenas uma razão, há muitas...
Não cites o parecer da APP, que é tão mau...
Li tudo com atenção. Não me parece que o colega João tenha sido ofensivo.
Lincharam-no em blog público. Já lhe mandei um mail pvt a solidarizar-me com ele.
Soledade, tu és uma pessoa bonita... Não embarques neste fel destruidor.
Colega da Soledade - já que estamos entre colegas e, no meu caso, pelo menso, amigos da Soledade, quero lembrar-lhe só a 1ªintervenção do João (que não conhecia nem conheço de parte alguma e a quem tive de pedir o e-mail, pois o que dera inicialmente não existia) - a seguir à entrada «SÓ AGORA DERAM POR ISSO?» e do meu comentário (em público foi o 1º e teria sido único até este momento, não tivesse eu de ter pedido o e-mail ao João, que o fornecera errado ). Essa intervenção/1º comentário do João terminava assim:
«Caros colegas: tenham vergonha e leiam os programas e o currículo nacional de uma vez por todas. Não manchem mais a imagem da nossa classe, que tem sido tão mal tratada!»
- a quem aconselhava ele, na altura, a ter
«vergonha»» e a não «manchar» mais a imagem da nossa classe», se as únicas pessoas que se tinham pronunciado eram a Soledade na sua entrada e eu no 1º comentário? Ahei que a mim, tanto quanto à Soledade, pois ninguém mais se havia ainda pronunciado sobre o tal artigo do VGM.
Eu reagi logo porque não me reconhecia naquilo que, em meu entender, era ofensa injustificada - fi-lo em PVT para não alimentar polémicas em público. Do teor dos mails trocados, é evidente que não vou falar, já que de privados se tratava.
Não sei quem é o João, mas penso que o primeiro a agredir foi mesmo ele com as palavras do seu comentário inicial que citei....Não sei se ele saberá quem eu sou - eu não o conheço a ele.
E não se ofende quem não conhecemos…Eu pelo menos não o faço.
Mas como depois de se ter despedido «com amargura e pena», voltou para dizer que já conhecia a qualidade deste blogue e elogiava até a«moderação» da sua autora, penso que não havia necessidade de ter começado agressivamente do modo como começou...
Espero que o incidente esteja sanado, «colega da soledade». Não era sequer minha vontade comentar agora, mas já que assim se designa, entendi merecer resposta só para dizer, concluindo:
Quem pôs o João na praça pública foi, afinal, ele próprio, ofendendo, de início, quem não devia - e sujeitando-se, pelos termos que usou, a receber respostas que o «amarguraram…»
Felizmente há comentários e interactividade neste blogue. E é-se também livre de ter opiniões diversas sem ofender...
Mas faz bem em solidarizar-se com o João. É uma atitude bonita, afinal.
O "João" e o "colega da Soledade" têm o mesmo ip.
Professora, de Português, consciente da complexidade do ensino e da aprendizagem da Língua Materna e da importância da segunda na estruturação do raciocínio lógico, determinante no sucesso de todas as outras aprendizagens.
1. Espanta-me o facto de não predominar nesta discussão o ponto de vista do ALUNO, afinal o mais importante nesta questão.
2. A TLEBS não é compatível com o escalão etário e o grau de desenvolvimento cognitivo de nenhum dos níveis de escolaridade aos quais se destina; agradeço a colaboração de quem, possuindo autoridade na área da Picologia Cognitiva, corrobore o que, ainda que com uma incipiente formação nessa área como a que detenho, é uma inegável realidade.
3. A TLEBS é incoerente a nível conceptual, metodológico e epistemológico, colocando dificuldades insanáveis no que toca à sua aplicação à LÍNGUA.
4.Para além de inútil, em grande medida e na maior parte da sua extensão, para a aprendizagem da língua materna, a TLEBS irá consumir o já escasso tempo lectivo dedicado ao ensino do que realmente interessa: ler, escrever, pensar, estruturar o raciocínio por via da linguagem - e não por via de UMA gramática.
5. A TLEBS não é um instrumento pedagógico - é um negócio à custa dos interesses comuns de alunos e professores.
6: Os senhores linguistas NÃO SÃO donos da Língua, nem do ME - são apenas, muito provavelmente, amigos de quem LÁ está.
MORRA O DANTAS!!!