Comentários: Teresa e Lena - atenção internacional

Gostei do que vi e ouvi.

Fui até lá para mais tarde poder dizer que com apenas uma presença discreta ajudei a dar um pouco de apoio e força a esta causa que apesar de ser tão difícil é tão simples: Permitir que duas pessoas que se amam casem.

Não é da minha área o conhecimento jurídico nem a capacidade de esgrimir leis e legisladores. Parece-me evidente a contradição entre o Cível e a Constituição.

Responderei a todas as opiniões contrárias ao casamento entre pessoas do mesmo sexo com esta reflexão:


A situação legislativa actual resulta de uma longa tradição e aculturação moralistico-católica. Não é o resultado da opinião e do sentir directo de uma população, mas sim dos padres e de longos anos embebidos na Igreja. Veja-se, por exemplo, que em países com tradições religiosas muçulmanas é permitida a poligamia enquanto que em Portugal não.

Pergunto-me, agora, se não será uma grave contradição daqueles que interpretam a Lei Divina, a propagandeiam e espalham, que supostamente a seguem e a ministram praticarem a abstinência sexual????

É que lhes terá sido dito em tempos idos: "Crescei e multiplicai-vos".

Com que direito, repito, COM QUE DIREITO, é permitido que seja imposta uma moral e uma lei de um estado estrangeiro (Vaticano)em detrimento de um simples cidadão, mesmo que seja apenas UM???????? Ainda para mais uma instituição que não respeita a Lei dos Homens e da Humanidade. Ainda para mais de uma instituição que não se respeita a ela própria e é a principal traidora da própria Palavra que se diz digna em espalhar.

Não estamos aqui a falar em actos ou atitudes que resultem no prejuízo de ninguém. COMO RAIO é que o casamento das raparigas prejudica alguém???? Expliquem-me que eu não consigo perceber como é possível que o facto de duas pessoas quererem exprimir o seu amor e desejo de vivência conjunta me prejudique a mim e aos outros?

Têm medo que seja mais fácil encontrá-los nos jardins a namorar????? Choca-vos????? A mim choca-me é a miséria, a pobreza, a integração social mal feita e desperdiçada, o lixo no chão ao lado dos contentores vazios, a embriaguez, a tolerância zero, as claques de futebol a partir paragens, autocarros e comboios. Machões como o Pinto da Costa que não passa de um ordinário labrego e o Filipe Vieira que deve milhões à banca e que goza ao dizer que não é ele que tem um problema mas sim os bancos a quem ele não paga. E podiamos todos por aqui continuar a descriminar o que nos choca.

O QUE NÃO PODEMOS É CONTINUAR A DISCRIMINAR PESSOAS!!!!!!!

Afixado por geolouco em fevereiro 1, 2006 11:02 PM

SPAM HOMOFÓBICO AQUI NÃO S.F.F. JÁ NOS CHEGA A IMPRENSA!

Afixado por canzoada em fevereiro 1, 2006 11:41 PM

Entre os vários debates e notícias a que consegui assistir, não ouvi expressar um argumento que considero essencial:
a questão afectiva como elemento determinante da
vida de um casal. Outro aspecto, quando se fala de "orientação homosexual", é a confusão dos opositores entre "opção" e "condição". Com efeito, é preciso dizer que homosexual é aquele que respeita a sua condição, do mesmo modo que o faz o heterosexual.

Na "Quadratura do Círculo" (Sic/Notícias), apenas Jorge Coelho expressou de forma correcta os direitos num estado laico, onde a legislação não deveria reger-se por factores da moral religiosa. Além disso Jorge Coelho confessou-se desapaixonado por este debate. Parecendo isto um contrasenso, talvez seja apenas uma afirmação do seu "direito à indiferença".

No "Confronto(?) Ideológico" (RTPN), Paulo Varela Gomes salientou a necessidade de olhar a sexualidade como um todo, falando do retrocesso civilizacional que significa ser o casamento protegido pelas marcas religiosas e cristãs da legislação, uma vez que, no plano histórico, a civilização romana apenas considerava a existência da sexualidade humana, independentemente do sexo dos parceiros.

Saudações ultraperiféricas.

Afixado por Roteia em fevereiro 2, 2006 12:47 PM

O "canzoada" é como deus nó senhor, tá em toda a parte, chiça!

Afixado por Anónimo em fevereiro 2, 2006 06:27 PM

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