a vida não tem mesmo rumo. e este nocturno continua belo.
Afixado por virna em fevereiro 22, 2006 10:56 PM...que bom ter vindo aqui ler-te, antes de ir dormir...Poema belo, triste, de aparente vontade de apaziguamento - que vem da tentativa (creio que sempre frustrada,porque a infância e o olhar nítido como um girassol se foram e não voltam) do não pensar-. quantas coisas, diria o Mestre, temos então de aprender a desaprender...
«O tempo, esse grande escultor...»
experimente beijar,
sim, porque, no beijo reside toda a cura
beijinho,
alice
Já passei aqui várias vezes para ler este poema, sem tempo suficiente para comentar, pela simples razão de ser necessário meditar e interiorizar tanta verdade que estes versos encerram. Não sou capaz de expressar o quanto me dizem, a mim, mas é difícil discernir o porquê. Como a Amélia diz,a tentativa do não-pensar que arrasta o conceito de aprender a desaprender na esperança de apaziguar o pensamento; é sempre o que, a mim, me parece mais difícil - alcançar o momento do não pensamento: negar, afastar uma aprendizagem da vida: aprender/saber/conhecer. Mas como é apetecível aquela lassidão de que falam os versos da Soledade! Deixar para trás o que não queremos saber, porque sabemos; deixar que eternamente a garganta nos doa difusamente...
Boa noite e bjs.
Belas e sábias palavras. Como sempre, aliás.
Este poema tocou-me especialmente. Talvez porque descreva na perfeição a minha dor...
É sempre bom poder passar por aqui.
Está a parecer-me que a "aparente vontade de apaziguamento" de que fala a Amélia é a chave certa para a leitura deste poema. Durante algumas horas (se calhar, tantas como as a leitura da Fernanda...) tentei negar isto, em busca de leitura mais justa...Perdi o tempo, o de encontrar outra leitura, mas encontrei a boa leitura.
Afixado por zef em fevereiro 24, 2006 11:38 PMDesafio: quais as suas manias mais particulares, ou menos comuns? Aceite o desafio em: http://amoralva.blog-city.com
Afixado por Jorge Vicente em fevereiro 25, 2006 02:12 AMObrigada a todos, Virna, Amélia: a aprendizagem do desaprender, Amélia, eu tento, tu bem sabes, mas a vida tantas vezes se afigura só absurda, e esse Mestre não é o meu Mestre, e o meu olhar nunca será nítido como o do girassol.
Fernanda, obrigada pela leitura atenta e por me oferecer a expressão exacta: "apetecível lassidão".
Nobody, és sempre bem vindo; não sei quem és, mas presumo e, nessa presunção, queria dizer-te que não há regresso possível à inocência, mas, como diz um poeta muito especial, António Machado: «O caminho faz-se caminhando.» Que caminhes pela luz!
O Zef encontra sempre a "boa leitura" :) Fez-me sorrir, lembrou-me a gíria técnica da Filologia, de cujo estudo tenho tantas saudades (a Regra de S. Bento, lembra-se?).
Obrigada, Sara, retribuo o beijinho.
Jorge, o Canseiras fez-me o mesmo desafio, mas eu não tenho manias! Ainda assim vou tentar, nestes dias, inventar algumas. A verdade é que tenho muitas, difícil vai ser escolher só cinco ;-)
Bom Carnaval a todos.
Olá!è muito bom voltar aqui a este blog...já há muito tempo que não visitava blogs nenhuns, desde que vim para Aveiro estudar o tempo nnca mais foi o mesmo, agora prometo mais regularidade!
Beijinhos!
P.S-Agora tenho outro blog para alem do Lágrimas Ocultas!
...diz-me a Ana Assunção - - e é mesmo verdade - que já há mais de 44 000 visitas...é obra!Parece que mais 7...
Afixado por amélia em fevereiro 28, 2006 10:12 PMEste é um bocadinho triste, mas bonito...
Afixado por Maria Zinha em março 1, 2006 12:26 AMBelo, Soledade, muito belo.
Afixado por M em março 1, 2006 08:57 AMOlá, "Amante do Sonho". Saudades da tua ilha natal? Também eu teria :) Que o tempo não te falte para o que importa e te dê alegria.
Afixado por Soledade em março 1, 2006 05:09 PMGatos, Amélia, os gatos :)
Afixado por Soledade em março 1, 2006 05:13 PMAh, esqueci-me de agradecer à Alice: obrigada pelo conselho. É um bom conselho :)
Afixado por Soledade em março 1, 2006 05:15 PMGrata às duas, Zinha e Manuela.
Afixado por Soledade em março 1, 2006 05:17 PMUm misto de tristeza e doçura... é bem o que somos. Sonhamos sempre com a infância, e nosso rumo às vezes parece se confundir com o "olhar nítido" de que fala Amélia - um olhar que já não existe. Belíssimo o poema, Sol.
Ando meio sumida, do grupo, do blog, dos sítios amigos. Juntaram-se problemas técnicos e físicos, a saúde andou bem abalada. Mas parece que tudo vai voltando ao normal. Beijo
Gatos, pronto e porque não!
Este processo singular de por aqui passar e deixar ou não deixar rasto, algo de felino deve conter.
Desassossega olhar para este espelho :)
Bom trabalho Soledade
Olá, Ana. Jade e Jane, alguma singularidade aí haverá também. Foi um prazer :)
De volta ao iminente waterloo, mando daqui um beijinho.
Sumidas as duas, Adelaide, dos sítios amigos, dos blogues, de um sentido que o mundo devia ter e não se descortina, agradeço muito a sua vinda aqui.
Um beijo, que melhore depressa
Esta vontade de não-ser. Ser algo, ser alga, no modo pacífico e sem sonhos das algas. No modo indolor, que não espera.
E então eu me pergunto : mas quem pensaria estas coisas ? Quem escreveria o poema ? quem amaria as palavras?
Beijos saudosos,
Silvia
Podendo ser alga boiando no mar cálido do "mundo indolor" ou até mesmo da inconsciência, para que queremos as palavras, ou o poema? Ou a consciência? Beijo, Silvia
Afixado por Soledade em março 5, 2006 01:00 PMa chave do problema para a segunda metade das nossas vidas - Aceitação! ... e deixar fluir!
bj carlos p f
Afixado por peres feio em março 12, 2006 10:57 AMNeste dia da poesia, lembrei-me da tua poesia.
Sempre tão inerente a ti.
Voltarei sempre aos teus poemas, como, de vez em quando volto a mim.
É, Carlos, o que não tem remédio...
Beijo
Marta - é bom haver um primeiro nome :-)- agradeço muito!
Afixado por Soledade em março 25, 2006 10:15 AM