Comentários: Imagens que passais pela retina

Demasiado estranho para o meu gosto, mas muito bonito, musical e triste. Compreendo que o consideres "o teu" possível poema.
Já livre de trabalhos? =)

Afixado por L em março 30, 2006 09:33 AM

E o Pessoa que responde à tristeza com uma utopia ainda mais triste ("Viajar, perder países"), a função insana do poeta de guardar ("Flexão casual dos meus dedos incertos")a sombra do tempo, sempre estranha ao que foi ou é o próprio tempo.
Os bons ficam sempre na retina de quem saiba guardá-los - parabéns.

Afixado por paula lago em março 30, 2006 02:47 PM

Não, Lena, ainda não livre de trabalhos, mas quase. Por breve tempo. Pois tenho um longo fascínio por este poema, como sabes. Não é fácil explicar as razões. Digamos que é assim :)
Bjs

Afixado por Soledade em março 30, 2006 11:23 PM

Paula, fico contente por lhe ter agradado a escolha. Às vezes, acho que nem Pessoa consegue ser tão triste como Pessanha. Mas eles poderiam entender-se bem. Ambos tinham essa fina consciência e a melancolia inconsolável diante do tempo enm fuga. E a música. E a água. E a estranheza de si mesmos. É mesmo uma obra-prima, este soneto, não é?
Bom final de 2º Período. Que o 3º venha mais tranquilo, que bem precisamos.
Um bj

Afixado por Soledade em março 30, 2006 11:29 PM

A mim o poeta ficou-me no coração desde teenager. A Clepsidra de então ainda deve estar em casa dos meus pais ou naquilo que lembro dela. Nem sei. É tão lindo e triste! (Suspiro).

Afixado por Maria Zinha em março 31, 2006 12:19 PM

Eu só travei conhecimento com Pessanha no liceu, Maria Zinha, e confesso que na altura me ficou foi "Chorai arcadas" (embora não o tivesse entendido bem, *ouvi-o* perfeitemente) e o das "conchinhas" no fundo do mar, "róseas unhinhas". Precisei de crescer um pouco antes que "Imagens que passais pela retina" se me tornasse um poema indispensável.

Indispensável agora é um longo sono. Sei que é cedo, mas estou mais para lá, do que para cá...

Afixado por Soledade em março 31, 2006 06:26 PM

Que lindeza o poema e a imagem, Sol. Um achado, mais que um achado, o teu olhar.

Beijos,
Silvia

Afixado por Silvia Chueire em abril 3, 2006 04:22 AM

Imaginava que o poema também seria dos do seu agrado, Silvia. Quanto à imagem, esta fotógrafa especializou-se em retratos. E è *esse* olhar, não é?
Um beijo, um bom dia.

Afixado por Soledade em abril 3, 2006 10:54 AM