Comentários: Evocação

Sou outra vez a primeira e há muito que não vinha aqui. É um poema tão melancólico e, apesar disso, tão lindo. Quem sabe do tempo que ainda haverá - se houver - para a construção de outro silêncio? Isto sou eu a pensar cá nas minhas coisas que o seu poema tocou.

Afixado por Maria Zinha em maio 7, 2006 11:32 PM

A tua música melancólica. A tua enganadora simplicidade.

Afixado por L. em maio 8, 2006 10:01 AM

Aos "longos olhares" e aos (amorosos)silêncios em construção.
Beijinho

Afixado por Ln em maio 8, 2006 02:21 PM

"Quem sabe do tempo que ainda haverá?"
Maria Zinha, gosto desta pergunta, do modo como a formulou. Quem sabe dos labirintos da vida e dos futuros por achar?

Afixado por Soledade em maio 8, 2006 04:59 PM

Obrigada, L :)
Até já.

Afixado por Soledade em maio 8, 2006 05:00 PM

Aos acasos felizes, aos amigos, às cumplicidades poéticas.
Obrigada, Ln, um bj.
E saudades.

Afixado por Soledade em maio 8, 2006 05:05 PM

Belo. Só hoje isto me apetecia dizer depois da primeira leitura mas outra coisa me apanhou - o primeiro verso e pensei em Eugénio e na importância do 1º verso, na sua explicação de pegar num verso da 1ª escrita dum poema e com ele fazer o 1º verso. Aqui isto poderia ter acontecido.

Afixado por hfm em maio 9, 2006 11:35 AM

Mais um poema, dos seus. Lindo!
Um primeiro verso estrondoso.
É um privilégio poder partilhar da sua escita.

Afixado por dores em maio 9, 2006 02:31 PM

"l'acte est vierge, même répeté", permanece a evocação...
Bjo

Afixado por ana assunção em maio 9, 2006 11:42 PM

"o amoroso silêncio que não tivemos tempo de construir"
Belo o poema.Muito. E o compreendo bem, mas... A pergunta que me ocorreu foi: não é verdade que o nosso tempo só se acaba na morte?
Como se abdica definitivamente do silêncio então, se temos tempo ? : )

Um beijo,
Silvia

Afixado por Silvia Chueire em maio 10, 2006 04:43 AM

Gostei muito muito muito deste seu poema.
Um beijinho*

Afixado por whyme em maio 10, 2006 10:08 AM

de silêncios somos feitos, com a música procuramos encobrir o ruído.
belos versos bj c.

Afixado por peres feio em maio 11, 2006 01:29 AM

Foi-me bom ler este poema.
Evoquemos, também, o poema e os poetas. E quebremos todos os silêncios (hoje também quebro o meu) para clarearmos as cidades, os mapas – os Países.
E haverá sempre tempo de construir pontes para lá das margens…

PS. Há dias, com o Zef, partimos em demanda da Covilhã Velha e havia no ar um cheiro intenso a mel por fazer: a esteva, a carqueja, o rosmaninho, o tojo, os suga-méis recebiam-nos em festa. Zef exclamou “que pena não haver máquina para gravar os cheiros”.

Afixado por Anto em maio 11, 2006 03:56 PM

hfm, quantas vezes, em antigas (e direi agora - saudosas)tertúlias, discutimos a génese do poema, os gatilhos da criação... Há quantos anos? (hoje deu-me para a nostalgia) Todos estávamos de acordo quanto à importância do 1º verso, mas depois os caminhos divergiam. O Eugénio, ele tem também aquele texto belíssimo em que diz que as palavras "se deitam na cama do ritmo".
Obrigada, hfm, um beijo, boas viagens por terras verdejantes.

Afixado por Soledade em maio 11, 2006 09:35 PM

Dores, o privilégio é meu - obrigada!
Um grande e solidário abraço na recta final desta nossa comum maratona.

Afixado por Soledade em maio 11, 2006 09:40 PM

Permanece, sim. Presentificando o passado, dando-lhe sentido. E, apesar da experiência, essa afirmação incrível de Char: a eterna novidade da vida que não cessa de nos surpreender. Ele é extraordinário, não é, Ana?
Um beijinho

Afixado por Soledade em maio 11, 2006 09:45 PM

Silvia, o tempo só se nos acaba na morte, mas como diz o belo texto do Ecclesiastes, "para tudo há um tempo nesta vida". No entanto... ai, que hei-de dizer?, a sua interpelação não é justa :) Ah, pronto: não abdicamos! Estamos vivas!
Um beijo

Afixado por Soledade em maio 11, 2006 09:50 PM

whyme, obrigada :)
Vens este fim de semana? Sei que estás cheia de trabalhos na faculdade, mas temos cá a Feira do Livro. Gostava muito de te ver. Talvez o 7S e o P venham também :-)
Beijinho

Afixado por Soledade em maio 11, 2006 09:55 PM

Carlos, o teu comentário é um poema. Obrigada! "Vi" as tuas mãos.
Um beijo

Afixado por Soledade em maio 11, 2006 09:56 PM

Anto, que surpresa! Desceu da sua torre? Seja muito bem vindo! :-) Andou em boa companhia, a enebriar-se dos cheiros do "mel por fazer". Trouxe carqueja? Para o chá, para perfumar a casa, para proteger das trovoadas. E estevas, e rosmaninho... Vou ter uma crise aguda de inveja!
Diga ao Zef que há uma máquina de guardar cheiros: é a memória humana, o melhor disco rígido do mundo. E um caderninho de anotações ;)
Um grande abraço para os dois e demais habitantes de pasárgada.

Afixado por Soledade em maio 11, 2006 10:03 PM