Sou outra vez a primeira e há muito que não vinha aqui. É um poema tão melancólico e, apesar disso, tão lindo. Quem sabe do tempo que ainda haverá - se houver - para a construção de outro silêncio? Isto sou eu a pensar cá nas minhas coisas que o seu poema tocou.
Afixado por Maria Zinha em maio 7, 2006 11:32 PMA tua música melancólica. A tua enganadora simplicidade.
Afixado por L. em maio 8, 2006 10:01 AMAos "longos olhares" e aos (amorosos)silêncios em construção.
Beijinho
"Quem sabe do tempo que ainda haverá?"
Maria Zinha, gosto desta pergunta, do modo como a formulou. Quem sabe dos labirintos da vida e dos futuros por achar?
Obrigada, L :)
Até já.
Aos acasos felizes, aos amigos, às cumplicidades poéticas.
Obrigada, Ln, um bj.
E saudades.
Belo. Só hoje isto me apetecia dizer depois da primeira leitura mas outra coisa me apanhou - o primeiro verso e pensei em Eugénio e na importância do 1º verso, na sua explicação de pegar num verso da 1ª escrita dum poema e com ele fazer o 1º verso. Aqui isto poderia ter acontecido.
Afixado por hfm em maio 9, 2006 11:35 AMMais um poema, dos seus. Lindo!
Um primeiro verso estrondoso.
É um privilégio poder partilhar da sua escita.
"l'acte est vierge, même répeté", permanece a evocação...
Bjo
"o amoroso silêncio que não tivemos tempo de construir"
Belo o poema.Muito. E o compreendo bem, mas... A pergunta que me ocorreu foi: não é verdade que o nosso tempo só se acaba na morte?
Como se abdica definitivamente do silêncio então, se temos tempo ? : )
Um beijo,
Silvia
Gostei muito muito muito deste seu poema.
Um beijinho*
de silêncios somos feitos, com a música procuramos encobrir o ruído.
belos versos bj c.
Foi-me bom ler este poema.
Evoquemos, também, o poema e os poetas. E quebremos todos os silêncios (hoje também quebro o meu) para clarearmos as cidades, os mapas – os Países.
E haverá sempre tempo de construir pontes para lá das margens…
PS. Há dias, com o Zef, partimos em demanda da Covilhã Velha e havia no ar um cheiro intenso a mel por fazer: a esteva, a carqueja, o rosmaninho, o tojo, os suga-méis recebiam-nos em festa. Zef exclamou “que pena não haver máquina para gravar os cheiros”.
hfm, quantas vezes, em antigas (e direi agora - saudosas)tertúlias, discutimos a génese do poema, os gatilhos da criação... Há quantos anos? (hoje deu-me para a nostalgia) Todos estávamos de acordo quanto à importância do 1º verso, mas depois os caminhos divergiam. O Eugénio, ele tem também aquele texto belíssimo em que diz que as palavras "se deitam na cama do ritmo".
Obrigada, hfm, um beijo, boas viagens por terras verdejantes.
Dores, o privilégio é meu - obrigada!
Um grande e solidário abraço na recta final desta nossa comum maratona.
Permanece, sim. Presentificando o passado, dando-lhe sentido. E, apesar da experiência, essa afirmação incrível de Char: a eterna novidade da vida que não cessa de nos surpreender. Ele é extraordinário, não é, Ana?
Um beijinho
Silvia, o tempo só se nos acaba na morte, mas como diz o belo texto do Ecclesiastes, "para tudo há um tempo nesta vida". No entanto... ai, que hei-de dizer?, a sua interpelação não é justa :) Ah, pronto: não abdicamos! Estamos vivas!
Um beijo
whyme, obrigada :)
Vens este fim de semana? Sei que estás cheia de trabalhos na faculdade, mas temos cá a Feira do Livro. Gostava muito de te ver. Talvez o 7S e o P venham também :-)
Beijinho
Carlos, o teu comentário é um poema. Obrigada! "Vi" as tuas mãos.
Um beijo
Anto, que surpresa! Desceu da sua torre? Seja muito bem vindo! :-) Andou em boa companhia, a enebriar-se dos cheiros do "mel por fazer". Trouxe carqueja? Para o chá, para perfumar a casa, para proteger das trovoadas. E estevas, e rosmaninho... Vou ter uma crise aguda de inveja!
Diga ao Zef que há uma máquina de guardar cheiros: é a memória humana, o melhor disco rígido do mundo. E um caderninho de anotações ;)
Um grande abraço para os dois e demais habitantes de pasárgada.