...hoje feito de tempos antigos
iria anelante
descobrir carreiros
entrever bichinhos ínfimos e galantes
que se esgueiram pelas frestas do penedo...
este insiste na sua solidão útil
poiso para o olhar contemplar quebrar a paisagem
que se inclina para uma monotonia eterna
e os galhos ressequidos
- não sei se pelos elementos se pela raiva -
insistem num abandonado baile...
Este hoje feito d'outros tempos
obriga-me a descobrir a alma
força-me a um passeio enorme e solitário...
O rochedo está lá
As árvores perdidas também
As ervas ora escuras serão verdes
E eu serei exatamente o quê?
...respiro o ar puro e fresco
que repousa por alí...
25 Abril de 2006
Um abração de solidariedade e fraternidade universal nesta data memorável.
Zeca da Nau
Afixado por zeca da nau em abril 25, 2006 05:01 PMEste rochedo - barroco, como por lá se diz - ossos de uma terra escassa, é comovente. A mim comove-me.
Afixado por Soledade em maio 1, 2006 11:16 PMPercebe como o preto e branco sugere silêncio...
É surdo-mudo, longínquo, surreal.
Demais.