É,nem sempre...e é quase sempre possível reencontrá-lo no sabor da madalena...Mas quase sempre podemos dizer,como o fez Saint-Ex., que «se é da nossa infância como se é dum país»
Afixado por amelia em maio 2, 2006 12:43 AMSe não me engano há uma nova edição do Manuel Bandeira...parabéns pela partilha desses postais...os meus ancestrais andaram por aí perto...um bom dia para ti e já agora para a Amélia se por aí voltar a passar...
Abraço e viva o Sabugal!
Morfeu
Amigo Morfeu:obrigada pela saudação e, já agora, confiormo que há uma nova edição portuguesa de Manuel Bandeira- uma antologia, salvo erro da Relógio d'Água(mas não estou certa)
Um abraço
O poema é certeiro!
E as imagens estão lindas, principalmente a primeira.
Beijos e saudades de vc lá e lá. : )
Silvia
Afixado por Silvia Chueire em maio 2, 2006 02:26 PMEle é um país estrangeiro. Como a infância. Por instantes, temos a ilusão da pertença restaurada. Também de ilusões se vive.
Morfeu, alegra-me que também tenhas raízes beirãs. Esse "Viva o Sabugal" tornou-te, definitivamente, membro do meu clã :-)
Não dei conta da nova edição do Manuel Bandeira. Ainda bem que por cá se vai divulgando a grande poesia brasileira. Eu tenho uma pequena e antiga antologia (muito estimada, pois Bandeira trago-o no coração desde novita), mas há uns dois anos uma amiga brasileira ofereceu-me a obra completa. Uma prenda preciosa.
Um beijo
Bandeira é sempre perfeito, Silvia. E aqui nenhum podia dizer melhor do meu sentir neste regresso em particular à minha terra. Foi muito bom!:) Depois conto-lhe.
Os postais - são reproduções de pintores autodidactas. A 1ª aguarela: passei momentos muito felizes naquela casa à esquerda, era a casa dos meus padrinhos. E, sob a torre, o arco, abertura na muralha que dá acesso à "vila" - ainda hoje se chama assim ao bairro muralhado. As outras, a do castelo, é rude e de traço seguro como o granito, eu gosto! É de um artista da minha geração. E o 3º postal escolhi-o por ser naïf e alegre. Representa a zona do rio onde nadávamos: o "muro", o "pego". Então não havia ali praia fluvial, tudo era selvagem, só o açude, ladeado por amieiros, e os prados dos nossos jogos. Tempo de "Le blé en herbe".
Beijo de cá e de lá também :)
Eu não sou grande apreciador da literatura brasileira, mas tenho de aceitar que a poesia de Manuel Bandeira cabe nas minhas simpatias literárias.
Agora, destes quadros tenho de gostar. Não só pelo que me dizem e fazem recordar, mas também pela surpresa que me causou saber que a vila onde cresci está a ser tão bem tratada por amadores da pintura
Outro sabugalense! Que bom! Saímos da nossa terra, António; mas a terra não sai de nós.
EStou cheia cheia de curiosidade de saber quem será "António Antão" :)
Nem sempre mesmo o passado é um país estrangeiro mas a minha infância não é de um sítio só. Dirão que é uma sorte, talvez, mas bem que eu teria gostado de provar esse sentimento de pertença mesmo ilusório,mas a vida sempre vai tecendo laços...
Não sei escolher um dos postais, gosto de todos.
Beijo
Concordo plenamente com o poema....
Custa romper com os laços que a vida cria ao longo do tempo, mas muitas das vezes esses laços devem ser rompidos para que possamos viver o nosso proprio ser como deve ser...
(Vou voltar para a Benedita, um laço que pelos vistos nunca vou abandonar e que faz parte do meu ser :P...para o ano tento outra vez :S... )
Beijoes e inthe***
Afixado por Silvia Lopes em maio 3, 2006 11:40 PMAna, lembra-se do Steiner em "Errata - Revisões de uma Vida"? Pode ser uma vantagem, como foi para ele, o facto de a infância e a(s) língua(s) em que pensamos serem de vários sítios. A Ana multiplica por dois, pelo menos, fica a ganhar:) Além disso, a caeirana imagem do "rio da minha aldeia" pode ocultar um sufocante provincianismo. Mas a pertença é importante, sim, ainda bem que vamos criando laços. Os da infância e outros. Há por aqui uns sobreiros, por exemplo, estas "estrangeiras árvores", como lhes chamei um dia... :)
Beijinho, boa noite
É verdade, Sílvia, há laços que devem ser, se não quebrados, pelo menos revistos, para que possamos voar e construir o nosso projecto. E nós somos o mais importante dos nossos projectos. Lembras-te de falarmos disso?
Vais voltar. Dizes isso com simplicidade, o que me alegra. Inquieta-me é o resto. Mas também dizes que não desistes, que tentarás de novo. Confio em ti. Cá te esperamos.
Beijinho
Gostei muito de ver especialmente do segundo.
Afixado por hfm em maio 4, 2006 01:12 PMO 2º, sim. Os artistas reconhecem-se uns aos outro, certo, Helena? :)
Afixado por Soledade em maio 5, 2006 01:26 PMGostei das novas paisagens que aqui encontrei. (Com fundo azul, claro... :-))) )
E o poema, pois... É assim mesmo.
...bonitos!...mas não visitei por isso...foi para dar parabéns! bj c.
Afixado por peresfeio em maio 5, 2006 11:25 PMManuela, lamento o fundo azul. O problema é do template e do weblog, como sabe. Está na na hora de mudar tudo, mas tudo leva tempo e... Entretanto, um amigo que tb não usa o I.Explorer e tb só conseguia ver em fundo azul, indicou-me o seguinte método: "abrir o disco C, colar no browser o endereço, e abri-lo." Diz que depois vê bem.
Obrigada pela visita :-)
Obrigada, Carlos. Mas diz baixinho, sim? :-)
Um beijo para ti e melhoras rápidas.
É verdade, sussurou-me um passarinho primaveril que houve razão para comemoração no dia 5 ... É uma data assinalada cá por casa, também. Maio quase já não tem dias que cheguem para a minha família...Para si, desejo muitos e bons anos com inspiração, sempre !
bjs,
fsm
Fernanda, Maio também tem poucos dias "livres" no meu calendário familiar. Obrigada pelos votos, que retribuo aí para casa :)
Bj