Bom seria que os sindicatos procedessem a análises e propostas destas, em vez de pensarem exclusivamente em não negociar e fazer, logo para começar, uma greve -que. a meu ver,lesará mais do que adiantará...a não ser aos cofres do
estado.Nunca entendi greves como 1ºpasso de luta, mas como último - e aí não de um só dia...Fizeste bem em colocar aqui esta proposta.
Concordo inteiramente com a Amélia. Estas greves de nada nos servem e, em muitos casos, acabam por prejudicar ainda mais (se é que isso ainda é possível!) a nossa imagem.
No que respeita à Proposta de Revisão do Estatuto da Carreira Docente, limito-me a dizer que as mentes brilhantes das quais brotaram semelhantes barbaridades deveriam dar, pelo menos, uma semana de aulas numa qualquer escola de um meio como, por exemplo, Celorico de Basto. E, reparem, aqui nem sequer há casos graves de indisciplina. Refiro-me, por exemplo, às razões de haver um tão grande número de alunos a ficar retido e a acabar por abandonar a escola, aos 17 anos, depois de ter frequentado 3!!! vezes o 8ºano de escolaridade.
Haveria tanto para dizer!
Desta vez o sindicato nem respondeu ao meu email, Amélia. E viste o mimo de texto do pré-aviso de greve. Assim, que os deuses me livrem dos meus inimigos, porque os que se dizem meus amigos...
Lena, havia tanto a dizer, mas é difícil fazermo-nos entender. Pergunto-me, em momentos de ironia, se não havíamos de ficar felizes por tanto se esperar de nós, ao mesmo tempo que tão pouco reconhecimento nos concedem. Seremos, como diz Saramago, os heróis do nosso tempo, e herói é aquele que sai das normas, que rompe e transforma. Claro que paga o preço: o herói padece e quase sempre perece. Andei a estudar isto com os meus alunos do Memorial, diverte-me aplicá-lo a nós. Como exercício de auto-estima :)
Enfim, amigas, como diz a canção, "atrás do tempo vêm tempos e outros tempos virão.»
Um beijo às duas.