Comentários: “Inventem-se novos pais XII – Por fim…”

tem toda a razão. só queria deixar aqui uma situação a que assisti(entre milhares) e outra que me contaram, que acho que ilustra bem essa "impotência" dos pais. Estava um "menino" na paragem de autocarro a berrar, a chamar nomes à mãe (estúpida e outros) e...a mordê-la (SIM!!), porque a mãe prometera comprar-lhe não sei o quê e não o fez. De tal forma a criancinha devia estar a comportar-se, que as pessoas começaram a dizer à mãe que devia, entre tantas coisas, dar-lhe uma palmada. A mãe, perante isto diz: "Não, não há nada a fazer. Ele já nasceu assim...É feitio. Pode ser que com a idade mude". Não sei se a criança mudará com a idade (só se for para pior, possivelmente), mas na viagem, pelo menos, não mudou nada, e foi a viagem toda a insultar a mãe e todas as pessoas que se insurgiram (com alguns "cala-te, estúpido!"), mordendo e torcendo o braço à impotente progenitora. E com a idade mudará?
Tive um professor (pediatra)que contou que, há muitos anos, ia ao seu consultório uma criança que tinha a "mania" de lhe atirar as coisas da secretária para o chão. Sempre que lá ia, repetia a gracinha e por isso, um dia, já farto daquilo, o meu professor decidiu dar-lhe uma palmada na mão (funcionou). A mãe insurgiu-se logo, pelo que o meu professor lhe terá dito que se o deixasse fazer tudo, um dia, quando ele tivesse corpinho, arrepender-se-ia. Uns anos mais tarde, encontrou esta mãe na clínica. Tinha ido levar o filho ao psicólogo, pois este até já batia nos pais...

Afixado por marta em outubro 18, 2006 03:52 PM

Cara Marta, agradeço a partilha destas histórias que infelizmente se repetem diariamente. Como professor posso-lhe dizer que recebo anualmente um número considerável de jovens que não sabem lidar com a autoridade porque nunca lhes foram impostos quaisquer limites ou regras. São adolescentes infelizes que pura e simplesmente não conseguem adaptar-se à escola ao nível académico, afectivo ou social. E, para mim, não nascem assim, por muito que o factor genético seja importante. Não poderia compreender melhor o seu choque perante situações destas. Só por curiosidade contar-lhe-ei uma história: quando das matrículas há uns três anos atrás, em que vêm os pais com os filhos à escola, enquanto tratava da matrícula de uma aluna minha, com quem nunca tive qualquer problema, fui ficando cada vez mais incomodado com os modos com que a minha aluna tratava a sua mãe, com um desrespeito impressionante. A verdade é que esse comportamento só cessou quando eu intervi, pois não conseguia ver mais aquele comportamento asqueroso em relação à senhora. A mãe nunca reagiu, fosse relativamente ao comportamento da sua filha, fosse relativamente à minha intervenção. No entanto, foi manifesto o conforto sentido pela mãe face à modificação de postura da sua filha. É triste...

Afixado por andrepacheco em outubro 22, 2006 12:29 PM

Eu acho que deviam colocar aqui regras para as crianças lerem , porque elas depois sabem como se temem que comportar.

Afixado por sofia perreira dos santos em novembro 30, 2007 05:22 PM

Eu acho que deviam colocar aqui regras para as crianças lerem , porque elas depois sabem como se temem que comportar.

Afixado por sofia perreira dos santos em novembro 30, 2007 05:23 PM

Cara Sofia, infelizmente, ou não, os leitores deste sítio são mais pais que crianças. Mas a sugestão fica registada e agradeço pela mesma. Bastará somente criar esse conjunto de regras de que falas, pois não sei se serão aceites por todos. Poderás começar a fazê-lo, que prometo colocar neste espaço para discussão.

Afixado por andrepacheco em dezembro 19, 2007 06:40 PM
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