...é sempre bom lutar contra o esquecimento.
Beijo
OBRIGADA POR RELEMBRAR A QUEM CONHECE E DAR A CONHECER A QUEM ...
BJS,
FSM
Setenta anos não é muito, em termos de História, e ainda há testemunhas vivas. E no entanto esqueceu-se, omitiu-se ou branqueou-se muita coisa. Não deve ser fácil para um país arcar com a memória de uma guerra civil. Talvez seja preciso maior distância temporal para se fazer o "trabalho do luto". E como a História a fazem sempre os vencedores... Mas os netos dos vencidos associam-se um pouco por toda a Espanha e tentam recuperar a memória. Acredito que é sempre melhor lancetar do que encapsular o facto traumático.
Afixado por Soledade em julho 20, 2006 02:30 PMJá agora (devia vir no corpo da entrada, mas fica aqui)um excerto da lei que declara o ano 2006 como Ano da Memória:
«1. Con motivo del 75.º aniversario de la proclamación de la Segunda República en España, se declara el año 2006 como Año de la Memoria Histórica, en homenaje y reconocimiento de todos los hombres y mujeres que fueron víctimas de la guerra civil, o posteriormente de la represión de la dictadura franquista, por su defensa de los principios y valores democráticos, así como de quienes, con su esfuerzo a favor de los derechos fundamentales, de la defensa de las libertades públicas y de la reconciliación entre los españoles, hicieron posible el régimen democrático instaurado con la Constitución de 1978.
[...]
Madrid, 7 de julio de 2006.
JUAN CARLOS R.
El Presidente del Gobierno,
JOSÉ LUIS RODRÍGUEZ ZAPATERO»
Não deve ser fácil mesmo e ao ler os jornais espanhóis temos disso a prova; mas é corajoso, sim, o texto deste artigo da lei expondo claramente as motivações.
Afixado por ana assunção em julho 20, 2006 09:47 PMDonde se conclui, Ana, que os provérbios e o senso comum nem sempre traduzem a verdade, pois as águas passadas continuam a mover moinhos.
Bj
A Guerra Civil Espanhola foi um dos fatos mais marcantes do século passado. Mais que uma construção histórica material, ela se tornou uma construção mental, a referência da luta contra a tirania, a congregação do sentimento solidário do mundo esclarecido. Ela instou a que homens de letras trocassem a pena pelo fuzil, e sobrevive eternamente em obras fantásticas como "Por quem os sinos dobram".
Afixado por José Malveira em julho 21, 2006 10:53 PMTem razão, José, a guerra civil de Espanha permanece como «referência da luta contra a tirania, a congregação do sentimento solidário do mundo esclarecido». E é bom não esquecermos esse legado, particularmente nestes tempos vazios de ideologia. Foram cerca de 60.000 os voluntários de todo o mundo que se alistaram nas Brigadas Internacionais, incluindo nomes tão prestigiosos como Malraux, Orwell, Hemingway. Mas talvez agora se possa ir além, e apurar e revelar factos históricos que permanecem ocultos, a História, de facto desse terrível comflito.
Afixado por Soledade em julho 22, 2006 10:32 PM« Mas talvez agora se possa ir além, e apurar e revelar factos históricos que permanecem ocultos, a História, de facto desse terrível comflito. »
Também me parece que sim ! creio que há muita coisa por explicar, numa catástrofe tão extensa que deixou um povo exaurido. As cicatrizes ainda não fecharam completamente.
Afixado por fernanda s.m. em julho 23, 2006 07:29 PMFernanda, para além da História com maiúscula, e a um nível estritamente pessoal, eu gostaria de saber quem são os meus ascendentes maternos, perdidos na trama desta guerra. A gente gosta de saber de onde provém.
Um beijo
...um dos portugueses que estiveram também do lado republicano na Guerra de Espanha foi Emídio Guerreiro - esse homem irrequieto e lúcido em luta contra todas as tiranias.
Convém não esquecer também, no lado oposto, as brigadas de apoio a Franco a mando de Salazar -os Viriatos.E o modo como as autoridades portuguesas recambiavam para espanha os republicanos que aqui vinham procurar refúgio...