Comentários: O Professor Titular

Completamente de acordo! Só acho também que esta proposta tem como objectivo principal
" retirar " do bolso dos professores uma quantia enorme de euros... que servirão talvez para a concretização doutros objectivos não explicitados, como sejam...

Afixado por Diamantino Mendes em agosto 10, 2006 12:08 PM

meu caro. Compreeendo o seu ponto de vista, e gostei particularmente da abordagem correcta que fez do problema. Mas quere-me parecer, que os que ocupam "tais lugares" têm competência e conhecimento da matéria acerca da qual legislam. Prova disso, é a proposta que você mesmo critica (18 anos para...). O seu racocinio é até este ponto certo. Mas você aqui, não sei talvez fruto do cansaço da reflexão anterior, espalha-se completamente, quer no raciocinio quer na forma como coloca o problema.
1 - É certo que idade não é sinónimo de competência.
2 - Para se ser professor titular o requisito não é apenas 18 anos de actividade
3 - O professor titular é designado por um juri
4 - Os candidatos a professores titulares estão sujeitos a uma avaliação.
Considerando estes 4 pontos, chegamos à conclusão, que a sua observação é uma verdadeira aberração, e a barbaridade ao que parece também o atinje. Eu gostaria de saber, até que ponto irá a coragem profissional de um professor, com um ano de experiência, para avaliar outros professores com 20 e mais anos de experiência?
Se é notório para os alunos a inexperiência e a relutância dos professores recém licenciados como será possível, alguém ter o discernimento de pensar em, colocar esses mesmo professores como elementos avaliadores do desempenho dos outros?
Quando se apresenta determinado problema deve-se saber sempre expor os dois lados da questão, não se pode dar a conhecer uma visão parcial do assunto. É necessário, conhecer a questão e apresentar os prós e contras de cada ponto que se invoca. O que o Sr. tentou fazer é claramente uma falácia. Iniciou o seu discurso com um tom imparcial, somando uma boa reflexão, de modo a induzir no leitor uma perspectiva neutral e democrática, que depois verificamos que não existe, e que você apenas usou tal "artificio" com a intenção de cair nas boas graças do leitor de modo a que, a sua opinião final "entranhar-se" no espirito do leitor com uma força e um crédito de outra forma impossíveis de impor e transmitir.
Porque argumentar é uma arte, na qual o sr. tenta ser artista, mas faz arte para leigos.
Obrigado

Afixado por Highleft em setembro 7, 2006 12:15 AM

Concordo em grande parte com tudo o que escreveu, no entanto, devo dizer-lhe que não tentei fazer uma falácia. Longe de mim tal objectivo. Agradeço a contra argumentação, visto ser com perspectivas diferentes que aprendemos algo. Admito de algum modo ter dado a conhecer uma visão parcial do assunto. A sua apresentação do pólo oposto foi convincente. No entanto, continuo a afirmar que considero 18 anos exagerados, tal como somente 1 ou 2 anos, pelas razões por si apontadas, mas só no que concerne à questão da avaliação do desempenho de outros docentes. Aliás, o que mais critico nesta questão não é o facto de só estes professores terem parte da responsabilidade pela avaliação do desempenho de outros, mas sim o facto de os cargos de natureza pedagógica, tão bem desempenhados por muitos professores de 5, 10 ou 15 anos de serviço, serem igualmente exercidos pelos professores titulares. Mais: já este ano, sem qualquer tipo de enquadramento legal, as escolas foram aconselhadas a atribuir tais cargos a professores com tais anos de experiência. Pessoalmente, permita-me afirmar que, provavelmente, a principal razão para este facto não é de cariz pedagógico mas sim económico. Isto porque os professores com mais anos de serviço têm redução de componente lectiva, portanto, uma maior componente não lectiva. Deste modo, estes cargos são um bom modo de preencher a componente não lectiva de trabalho na escola de tais professores, visto que a exígua componente não lectiva para trabalho de estabelecimento dos professores com menos de 40 anos não permitirá aos mesmos ter tais cargos, sob o risco de os mesmos terem direito a horas extraordinárias por tais serviços.

Afixado por andrepacheco em setembro 7, 2006 12:25 PM

Caro André Pacheco, obrigado pela forma democrata e correcta como abordou o meu comentário. Acrescento ainda, na mesma ordem de ideias, que a avaliação não está dependente apenas do professor titular, mas também dos próprios encarregados de educação e até dos resultados obtidos pelos alunos(este ponto considero-o eu um pouco relutante e subjectivo)
Não querendo divagar muito mais, compreendo o seu ponto de vista. Mais, sou obrigado a acreditar que algumas destas alterações têm como pano de fundo a contenção orçamental. Mas, meu amigo, acho que é algo inevitável este tipo de alterações e contenções, e se o preço pagar, para conseguir o equilibrio das contas públicas, for apenas este tipo de injustiças estamos todos nós bem. Este é um preço ainda baixo. Dadas as dificuldades económicas que atravessamos. Injustiças maiores acontecem ao nível da segurança social e outros serviços do género. Porque afinal de contas, é justo que os sacrificios sejam repartidos por todos.

Afixado por Highleft em setembro 7, 2006 09:34 PM
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