passo ...
não consigo ler com os 2 olhos
apesar de ter gostado do texto estou em desacordo com o autor quando parece defender a resolução 184 da ONU na qual os estados europeus mais os américas, vencedores da guerra, autorizaram que os judeus criassem o seu estado na Palestina, esquecendo arrogantemente que esse local era habitado por um povo que sempre aí tinha vivido. Terá sido porque esse povo era árabe e pobre? Se os europeus queriam expiar as suas culpas pela maneira como durante séculos tinham tratado os judeus porque é que não seguiram a opinião sensata do rei da arábia saudita, Saud, quando afirmou que até concordava que os judeus deveriam ter direito à sua pátria, mas uma vez que tinham sido os alemães que tinham cometido os crimes hediondos durante a guerra, teriam que ser estes a ceder uma parte do seu território para a fundação desse estado.
Como é sabido esta sugestão não teve acolhimento, nem poderia ter tido já que os nazis tinham feito um favor a esses estados - polónia, alemanha, frança, austria, hungria - ao terem eliminado fisicamente durante a guerra significativas comunidades judaicas que aí viviam. Está claro que nunca puderiam ter consentido na criação de um estado judaico no coração da europa.Quanto mais lonje da porta melhor.
Gostava que a Esther Mucznik tivesse lido o texto, mas como deve estar de férias em Israel deve-lhe ter passado ao lado.
apesar de ter gostado do texto estou em desacordo com o autor quando parece defender a resolução 184 da ONU na qual os estados europeus mais os américas, vencedores da guerra, autorizaram que os judeus criassem o seu estado na Palestina, esquecendo arrogantemente que esse local era habitado por um povo que sempre aí tinha vivido. Terá sido porque esse povo era árabe e pobre? Se os europeus queriam expiar as suas culpas pela maneira como durante séculos tinham tratado os judeus porque é que não seguiram a opinião sensata do rei da arábia saudita, Saud, quando afirmou que até concordava que os judeus deveriam ter direito à sua pátria, mas uma vez que tinham sido os alemães que tinham cometido os crimes hediondos durante a guerra, teriam que ser estes a ceder uma parte do seu território para a fundação desse estado.
Como é sabido esta sugestão não teve acolhimento, nem poderia ter tido já que os nazis tinham feito um favor a esses estados - polónia, alemanha, frança, austria, hungria - ao terem eliminado fisicamente durante a guerra significativas comunidades judaicas que aí viviam. Está claro que nunca puderiam ter consentido na criação de um estado judaico no coração da europa.Quanto mais lonje da porta melhor.
Gostava que a Esther Mucznik tivesse lido o texto, mas como deve estar de férias em Israel deve-lhe ter passado ao lado.
Escapa-me a razão porque - havendo disponibilidade de dados das Nações Unidas - ninguém diga a verdade como ela era no terreno em 1947/48.
É pura e simplesmente mentira que a resolução 181 (II) dava um território aos judeus e outro aos palestinianos.
O Plano de Partilha de 1947, de facto dividia a Palestina num estado Árabe, outro Judaico e na Cidade Internacional de Jerusalém (incluindo Belém). Mas nem o Estado Árabe ficava só para Árabes, nem o Estado Judaico ficava só para Judeus, nem a Cidade Internacional de Jerusalém ficava só para Árabes ou Judeus. Todos as etnias ficavam a viver lado a lado, exactamente onde estavam.
Dados tirados da Resolução 181 (II)
O Estado Árabe (amarelo no mapa) era partilhado por todos os seus 735.000 habitantes, sendo 725.000 Árabes e 10.000 Judeus. Todos com a mesma cidadania e direitos iguais.
O Estado Judaico (rosa no mapa) era partilhado por todos os seus 905.000 habitantes, sendo 498.000 Judeus e 407.000 Árabes.
A Cidade Internacional de Jerusalém (branco no mapa) era partilhada por todos os seus 205.000 habitantes, sendo 105.000 Árabes e 100.000 Judeus.
A totalidade da população da Palestina em 1947 era de 1.890.000 habitantes, divididos em 1.237.000 Árabes e 608.000 Judeus.
Os Judeus aceitaram o Plano de Partilha da ONU, os Árabes não aceitaram, partindo para a primeira guerra árabo-israelita, sendo esta a base do conflito que viria a degenerar noutras complicações.