...é isso: -Como a personagem de Roth, parece restar-nos só «o medo e o espanto mas agora escondidos por detrás do nada.» Mas...
- como enfrentar o absurdo, o medo, o espanto? - Como afrontá-lo,digo melhor («quando a desordem se torna ordem uma atitude se impõe: afrontamento»-dizia E.Mounier há seguramente mais de 50 anos.Ou como ter a atitude de revolta camusiana?
A descrença mina-nos. Como chegámos aqui? Como sair daqui? Honestamente...
Entretanto, «Só é meu/O país que trago dentro da alma».
Isto está tudo muito sem jeito, não está?
« Isto está tudo muito sem jeito, não está? »
Será que é a desordem a transformar-se em ordem ? Será que é daí que vem o medo ou, na melhor das hipóteses, o mal estar que sentimos sem lhe conhecer a causar ?
Afixado por fernanda s.m. em outubro 2, 2006 01:55 PMConsidero essa possibilidade, Fernanda, a inadaptação aos novos tempos como consequência do envelhecimento, a incapacidade de me integrar numa nova ordem. Mas se esta é a nova ordem, receio-a e repudio-a.
Não sinto ordem, pertença, sentido. Sinto a aparência de ordem. Mais do que teorias da conspiração, assusta-me o vácuo, descobrir que tudo desertou. Enfim... E agora deserto eu, voltando ao trabalho.
Um beijo, Fernanda
Mounier(pensador da minha mesinha de cabeceira como da de muita gente já crescidinha nos anos 60...)foi aqui convocado pela Amélia. Anexo àquele "afrontamento" isto: "Uma pessoa só atinge a plena maturidade no momento em que opta por fidelidades que valem mais do que a vida" e " A ruptura, a reviravolta, são categorias essenciais da pessoa"("O Personalismo", em trad. de J.Bénard da Costa).
A esta distância, ainda estou convicto de que as coisas se mudam em resultado das nossas revoltas.
Beijos e noite descansada
viver o nosso interior (aminhaverdadeiranatureza?) - comunicar só com os vasos comunicantes - estou velho demais para passar o meu rascunho de revolta a limpo! bj c.
Sou muito menos optimista, Zef, mas agradeço as palavras. Talvez, como hoje me dizia uma amiga, haja vários presentes e vários futuros.
Um beijo, uma noite descansada para todos em Pasárgada
Estás agora velho demais! É o teu lado Zen. Eu também preciso de respirar mais e melhor.
Um beijo, Carlos