O conceito de liderança aplicado ao aumento dos impostos, é um conceito abstracto porque liderar implica relações humanas. Só existe liderança se houver seguidores, em vez de pessoas obrigadas a um determinado fim.
Um dia, alguém disse que " só lidera quem é seguido com naturalidade, não quem manda hierarquicamente".
Liderar, mandar e impôr, sempre foram as funções mais cobiçadas pelo poder, ao arrepio da inteligência emocional e do comportamento organizacional.
As qualidades de liderança são inatas e não se aprendem. Liderar será sempre no sentido de exemplo a seguir.
O aumento dos impostos e o facto de sermos líderes nessa matéria, só poderá compreender-se à luz da polissemia do conceito, que sai dos padrões formalmente estabelecidos, para se precipitar numa utilização recorrente que implica apenas o sentido de ultrapassar o razoável e conduzir eficazmente o país para a bancarrota.
Nós, portugueses, pagamos e não bufamos e o pagamento de impostos são o único resultado que o Estado, como líder prepotente, espera obter de nós.