a tua poesia a servir espaços que me são caros - lisboa com um rio, áfrica com um presente cinzento!
belos versos bj c.
É tocante como no teu poema sentimos a cidade fluir com os sentimentos ou estes serem possuídos pela doçura e nostalgia que Lisboa tantas vezes nos transmite.
O título só podia ser LENTO porque é um adagio o que tu nos fazes escutar.
«E eu escutava
a clara humanidade
que povoa o teu olhar».
Belíssimo.
...e eu que direi, poeta? Sabes bem como leio e gosto do quyee screves.Beijos e obrigada por mais este.
Afixado por amélia em outubro 17, 2006 01:51 PMEra um poema devido, Carlos.
Um beijo e que esteja sol nessa Lisboa onde eu desejaria estar - as coisas começam a mover-se, a mover-se...
Heitor, oiço os sons da cavalaria de guerra e o rolar do trovão: Ílion não ficará incólume e nenhum de nós escapará ao destino que se fez. Entretanto, as palavras querem-se doces e lentas contra a fúria de Cronos.
Obrigada por teres vindo :)
Um beijo
Obrigada eu, Amélia.
Bj, hoje é dia de luta!
Estou ainda a aprender a entender a poesia que escreves. Só a tua, porque não me parece possível compreender qualquer poema, sem conhecer o poeta. Posso dizer -a medo- que gostei da fluência e da cadência das palavras, para além das imagens que elas fizeram surgir diante de mim. Acho que já é qualquer coisa...
(Obrigado pela força. Festinhas à Jade).
Afixado por Ricardo Garcia em outubro 17, 2006 03:20 PMRicardo, agradeço-te a atenção - porque é uma forma de atenção muito especial, a da leitura. E aqui não digas nada a medo porque, por enquanto, o nocturno e seus gatos são bravos e livres. Como o teu Capitão. Festinhas para ele e
um beijo para ti.
Gostei tanto deste poema!
Gostei muito.
E também dos comentários :)
Em especial o do Heitor que diz: «É tocante como no teu poema sentimos a cidade fluir com os sentimentos ou estes serem possuídos pela doçura e nostalgia que Lisboa tantas vezes nos transmite.»
E da tua resposta «Entretanto, as palavras querem-se doces e lentas contra a fúria de Cronos.»
Eu é que fiquei sem palavras...
Tens de publicar. Está visto :O)
Sob o trovão que agora mesmo rebentou e a forte bátega de água que se seguiu, leio, de varanda aberta para o tempo, pois frio não sinto e sabe-me bem sentir e ouvir, finalmente o som da natureza que desperta e age. E tudo se mistura e me tira de uma quase inércia. O sentir contido e profundo dos versos que escreve e o tecer dos vários comentários e respostas. "as coisas começam a mover-se, a mover-se..." em dia de luta, até a natureza fala,
«E eu escutava
a clara humanidade
que povoa o teu olhar».
Foi bom passar agora por aqui.
Um abraço grande e grata pela partilha.
Ia dizer que este poema me tinha como que pegado pela mão para dar as voltas que cada um de nós tem de dar nesta cidade , voltas à sua própria história e à vida, voltas que se confundem por vezes e outras não.
Depois lembrei-me que alguém, algures tinha dito uma coisa tão simples, assim como: "este poema tem o seu cunho, a sua marca" é isso, tal como os do Eugénio. E , de pensar que o que escreve até pode ter para si, autora, (tem) mil outras histórias coladas, escondidas atrás de cada palavra, mas o que leio, sinto, vejo já não é só seu e basta!... Será mais simples dizer que gosto, mas que raio, os seus poemas nunca dão para só dizer que se gosta:) Entretanto, vive la Liberté de parole !( soyons réalistes, demandons l'impossible).Ílion não ficará incólume, até porque, por este andar, ficará molhada :) Boa noite Sol
Assim de manhã, este poema começou a trazer-me à memória outro, que li há dias e que agora não sei localizar. Diz:
Um poema deve ser calado
como o voo dos pássaros.
Também não sei se a lembrança vem do poema da Soledade, se de ainda ser manhã...
Beijos
Se eu pudesse dizer coisas assim...
Afixado por mariazinha em outubro 18, 2006 10:51 AM"..os seus poemas nunca dão para só dizer que se gosta", diz a Ana Assunção e com que força!
Mas eu vou apenas dizer: gosto, gosto, gosto :)
Tanto tempo sem tempo de vir aqui ( aliás, de ir a qualquer local virtual) e vejo quanto ando perdendo.
Belo demais, Sol.
Um beijo.
Passo por aqui às vezes, anónima. Sento-me num cantinho,e só de aqui estar me sinto aquecida. Doces palavras as suas Soledade. Bem haja
Afixado por ana em outubro 18, 2006 10:29 PMLuísa, tens um enigma para mim? Gosto de enigmas. E também gosto dos comentários dos amigos. Há dias em que... bom :) Vou ver que novas gotasdeágua colorida aconteceram nos teus sítios.
Bj
Fernanda, também aqui tivemos uma gloriosa tempestade, como se os elementos se associassem a este sentimento de iminência. As palavras e os poemas desgarram-se no vendaval, mas eis que chegam os amigos, são eles quem se interpõe entre nós e o caos. Sim, é tempo de afrontamento.
Um beijo
Anita, pouco importa na verdade de que acidentes biográficos descolou o poema: é bom saber-vos a fazer vossos os trilhos da "minha" cidade.
Que raio, digo eu! Vocês estão todos muito mais poéticos que o poema :)
Ílion ficou molhada, pois, e bem trovejou, mas os cavalos de Posídon ainda não levaram a melhor! Ouai! Demandons l'impossible!
Bons concertos e cuidado com os maus encontros, que segundo consta a inominável também gosta de ir à Gulbenkian.
Um beijo
Zef, e esses dois versos, assim tranquilos e belos pela manhã, não terão saído de um certo caderninho que teima em manter-se reservado? ;) Ah, e aquela metáfora dos "olhos cor de céu vadio"?! Perfeita!
Beijos para todos e saudades a Pasárgada
Mariazinha, também não sei o que hei-de dizer. Fico sem jeito.
Bj
Ana, acho que os meus amigos (e, no caso, conterrâneos) me mimam em excesso. Admito que sabe bem :)
Até breve, espero, um beijinho
Márcia, faz tanto tempo! Como tem passado você? Também eu ando neste círculo, nesta vida que se estreitou a vários níveis, e poucas vezes saio dela.
Obrigada pela visita, um beijo
Anabela, junte-se ao grupo, é muito bem vinda. Somos quase todos amigos, e alguns conhecemo-nos aqui mesmo, no Nocturno. Deixe o anonimato e junte-se ao grupo :)
Obrigada pelas suas palavras gentis.
Esperando que não seja tarde, devo dizer que aqueles dois versinhos que pus lá atrás ("um poema deve ser calado...")são de Archibald MacLeish. De facto, estavam em certo caderninho, sem mais indicação, mas encontrei-lhes a pertença...
Por aqui, o tempo está húmido, pesado, sem graça! Mesmo assim, beijos de todos.
Nunca é tarde para si, Zef. Obrigada pela nota bibliográfica. Em todo o caso, o tal caderninho continua a tantalizar-me :)
Por aqui também vai húmido, fechado e "flat". Coma umas castanhas por mim, sim? Não posso ir aos Santos, a meio da semana...
Beijos e saudades para todos.