O país está em crise, o Estado agoniza e o povo sofre. A crise é simultânea porque todos os sectores da vida pública estão contaminados pelo vírus da incompetência, pela febre da incapacidade, pela total impunidade dos políticos que tudo esbanjam na gestão dos próprios interesses, gastando de forma irresponsável o dinheiro que o país não tem.
Depois vêm os grupos rapinantes a coberto da globalização e o resultado é o que se vê: a instalação de uma economia de saque.
Verifica-se a instrumentalização da crise como apanágio escatológico por parte de um Governo que se intitula o "Salvador da Pátria", ao mesmo tempo que pretende acabar com o Estado.
Mas o pior da crise é a indiferença de todos nós e a passividade com que encaramos o descalabro.