Ei estou aqui pra conhecer seu blog
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Bjs
Direi: quem fala assim não é gago...Plenamente de acordo.Sabes o que vou pensando dessa tal de TLEBS.Quase nada sei dela, nem quero saber e quase tenho raiva de quem sabe - só não tenho porque sei de quem tanto tem sofrido com ela e respeito muito o esforço feito por grandes professores comno tu, a Eliana e certamente muitos outros que andam por aí penando -sem benefício para os alunos.E ainda por cima sendo diariamente enxovalhados em público por um qualquer bicho-careta ignorante e pedante do ME ou dos media.
A Maria Alzira Seixo pensa bem.Teve a coragem de, após, com o inenarrável EPC, ter divulgado tentado impor as análises estruturalistas «à la Genette» (imediatamente e um tanto acriticamente adoptadas por, por ex.Carlos Reis- este só em tempos mais recentes abandonou essa moda)as pôr em questão,dizendo que, a nível, pelo menos do ensino secundário, o rei ia nu e tais análises só levavam ao desencanto pelo texto em si- ver artigo antigo no DN,mais tarde recolhido num volume colectivo que reunia artigos de vários outros,intitulado, salvo erro,O Ensino do Português.
Quem já não tem filhos a estudar nem é professor de línguas quase se esqueceu disto no meio dos outros problemas que afligem o ensino. Eu só me "alembro" quando vos oiço a falar numa linguagem incompreensível (pobres alunos) e a discutir se tal ou tal coisa é um complemento assim ou assado. Nunca pensei ver professores de português discutirem tanto umas noções que dantes se sabiam sem discussão na 2ª classe.
Afixado por josé em outubro 30, 2006 10:03 AMIrei, Nancy. Boa gente, os mineiros :-)
Afixado por soledade em outubro 31, 2006 10:49 AMTambém gosto deste artigo. Sem o exacerbamento de outros que alimentaram a polémica, apresenta opiniões fundamentadas, concorde-se ou não com elas, como a de que é inadmissível que uma teoria não consensual entre a própria comunidade linguística tenha vindo a enformar uma determinação ministerial que a todos obriga, na Escola e fora dela. E tirem-se daqui as ilações que se quiser. Também acho muito arriscado passar da investigação pura à prática pedagógica, sem mais, ou afastar deste modo(sobretudo nos anos de escolaridade mais baixos) o referente da expressão referencial. E discordo profundamente duma abordagem da língua que faz tábua rasa de outras disciplinas, nomeadamente da Literatura.
Lamento profundamente que as coisas tenham sido feitas assim. Tenho-te dito, com alguma exasperação tua :-), que a tlebs traz contributos inestimáveis, mas tudo correu tão mal! Sobretudo desde as malfeitorias do Justino e daquele indescritível despacho de 24 de Dezembro de 2004 de que ainda estamos a pagar a factura. Entretanto, muita gente beneficiou e beneficia disso. Não os alunos.
Bom, José, há nisto uma vantagem: o secretismo. Um novo código que o grupo de Português usa entre si, sem ninguém o entender, quando para aí lhe dá! Ou achas que só os de Matemática tinham direito a linguagens esotéricas? :)
Em abono da verdade (tomando o exemplo da Alzira Seixo), nem todos os advérbios que a gramática tradicional incluía na subclasse dos adv. de modo se comportam como tal. Não me parece por isso nada mal distingui-los. E admito que reflectir sobre isto com os alunos é interessante e útil. Agora, disparar o jargão todo?! Advérbio disjunto restritivo da verdade da asserção (se for o caso)?! Dava-lhes uma travadinha! Haja bom senso!
Bom dia!
Entrei aqui ao procurar comentários à TLEBS,esse devaneio teórico que a minha amiga Maria Helena Mateus, sempre uma eterna sonhadora, patrocina sem se lembrar de áreas do saber tão importantes como a Pedagogia, a Psicologia, a Filosofia e... a Literatura.
Depois, a TLEBS, por todas as razões bem focadas neste seu artigo, e ainda por mais algumas que sempre poderemos encontrar, merece uns açoites valentes que, por exemplo, o Vasco Graça Moura ( com quem nem sempre concordo)se tem encarregado de lhe aplicar em artigos publicados no DN.
Junto-me, aqui e no meu "mundo" bloguístico - "O Sino da Aldeia - porque avisar é preciso" ao coro daqueles que, na prática, têm de ensinar nas escolas públicas, e a garotos de idades compreendidas entre os 9 e os 13/14 anos, os exercícios de recriação intelectual dos noveis "poetas" da Língua.
Para cúmulo, recebi hoje mesmo no meu artigo sobre o tema em causa, o comentário de alguém que se diz professor e que defende a TLEBS com o argumento de que há é professores relapsos que não se preocupam em evoluir, limitando-se a ensinar o que lhes foi ministrado hã muitos anos!
Assim vai o ensino no nosso país!
Obrigado pelo seu ensaio, honesto e esclarecedor.
Parabéns pela qualidade geral do seu "Nocturno com gatos", os meus bichos preferidos!
Aceite um abraço e o convite para dar uma espreitadela em qualquer um dos meus 7 "filhos".
Jorge Guedes - Professor e eterno estudante
www.osinodaaldeia.blogspot.com
Afixado por Jorge Guedes em novembro 4, 2006 08:55 AMJorge, reproduzi o artigo da Alzira Seixo porque justamente me pareceu de uma pertinência desapaixonada, que é o que falta a muitos artigos que Vasco Graça Moura e outros têm publicado sobre este assunto.
Sorri quando lhe ouvi chamar "devaneio teórico". Patrocinado pela Helena Mateus, que foi minha professora de Fonética e Fonologia do Português, disciplina de que ela muito sabia e de que eu muito gostei, e a quem nunca me ocorreria chamar "sonhadora" :) Mas promovida pela Inês Duarte. E nessa promoção não há, garantidamente, devaneio ou sonho. A "coisa" pesa, duramente.
Vamos lá a ver o que sairá disto tudo. Estou preocupada com o impacto dos novos programas, de que a tlebs é apenas o aspecto mais visivelmente controverso.
Uma passagem do seu comentário que me fez rir com gosto (desculpe, mas fez mesmo!) foi esta:
«Para cúmulo, recebi hoje mesmo no meu artigo sobre o tema em causa, o comentário de alguém que se diz professor e que defende a TLEBS com o argumento de que há é professores relapsos que não se preocupam em evoluir, limitando-se a ensinar o que lhes foi ministrado hã muitos anos.» Bem vindo ao clube dos relapsos :-) É que nestes dois anos, sempre que me atrevi a contestar - mesmo ao de leve - a terminologia, fosse aqui, no nocturno, fosse em blogues de colegas, ou nos foruns do ministério dedicados ao tema, apanhei, invariavelmente, com esse argumento. Invariavelmente! Há toda uma hoste tlébica que não suporta a mínima objecção. Vou ver que lhe disseram a si. Um abraço, obrigada pela visita.
Passei por aqui por causa da TLEBS. Já tinha lido este artigo na " Visão". Sou Professora de Português e, embora não receie dar as minhas opiniões sobre este assunto, quando as dou, pareço politicamente incorrecta, pois muita gente, embora não concorde com nada disto, finge adorar estas mudanças. Outros acham que sou uma ignorante , que não quero é actualizar-me. Se lhes coloco dúvidas, não me sabem responder. A terminologia do advérbio como " advérbio disjunto restritivo da verdade de asserção" , então, é uma pérola! Quer-me parecer que nem Lobo Antunes , nem Saramago, nem os finados e imortais Camões e Eça se importam com estas maravilhas... E, no entanto, como escrevem ... como escreviam...
Gostei deste blogue. "Espreite " o meu, se tiver disposição em www.queconversa.blogspot.com
Olá, Alexandrina, bem vinda. Tinha prometido a mim mesma não voltar aqui no Nocturno às entradas sobre a tlebs que me trouxeram alguns bate-bocas, mas não resisti ao artigo da Alzira Seixo. Levar-se roda de ignorante ou de acomodado quando se levanta a mais leve objecção à terminologia, mesmo se lhe reconhecemos vantagens, tem sido uma constante de norte a sul do país. É impressionante, sempre o mesmo padrão! Tal como ser-se olhado de lado quando se afirma a importância da literatura, como se estudar literatura fosse (e como poderia sê-lo?!)incompatível com o estudo da língua. Tem faltado ponderação e bom-senso.
Vou passar pelo "que conversa".
Um abraço
Olá de novo, Soledade
O artigo da Maria Alzira Seixo reavivou a questão, neste blogue como noutros.
Nem imagina as barbaridades a que os alunos estão a ser sujeitos...ou talvez as veja todos os dias, não sei...
É mais uma subida, o que importa é ter ido.
no comments :)
Afixado por emn em novembro 12, 2006 01:07 AMÉ verdade, Paula, com um atraso de anos, o assunto entrou também na ordem de trabalhos dos media. Veremos... o que houver para ver. E, cá para mim, não veremos nada de bom ou de bonito. Havia de ser esta questão a excepção no maravilhoso panorama nacional?!
Enfim, hoje estou num daqueles dias em que, parafraseando o poeta, nunca houve futuro.
Um abraço, Paula
Desalentada, emn.
Um beijo para ti