Olá outra vez, Soledade.
Como desculpa por apenas me aproximar quando me convém: esta vida é dura e não deixa tempo senão para lutas que, como esta, são vitais.
Comentário, breve como a sua selecção: merece análise detalhada, linguística de preferência e no campo da análise do discurso, o despudor e a ignorância do que é a língua - e do que para ela é a literatura.
Não os deixemos trabalhar num lugar que não é o deles.
Ah!, e mais: se a coisa não funciona, a culpa é dos professores, porque a eles caberia, putativamente (palavra por demais adequada) saber o que fazer com o produto do trabalho dos linguistas...
Afixado por paula lago em novembro 30, 2006 03:34 PMPaula, ela sabe muito bem o que é a língua. E sabe muito sobre a língua. O problema é a auto-suficiência arrogante, beirando a má-criação, isso que a leva a dizer, como o outro dizia há uns anos: "Deixem-nos trabalhar!" Como se só eles... E como se todos os outros fossem crianças ignorantes que perturbam as herméticas e altas lucubrações dos iluminados de onde emana o saber puro. É uma postura perigosa, autoritária. De facto, isto não pode ser, como dizia a Alzira Seixo e agora repete a Helena Buescu, coutada privada de uns quantos tecnocratas. Isto afecta-nos a todos. É lamentável, toda esta guerra é absurda. O desastre que isto já constitui, quando a tlebs podia ser uma riquíssima ferramenta de trabalho. Mas não deste modo. Enfim...
Bom fim de semana, Paula!
Claro: se as coisas derem (estão a dar) para o torto, os responsáveis já foram escolhidos e estão prontos a ser servidos: os professores do Básico e Secundário. Ainda me lembro do tom de mofa da Inês Duarte numa das acções de formação que frequentei no ano passado!
Outra coisa que me inquieta é esta guerrilha dentro das universidades de Letras, que estão a passar um mau bocado.
Soledade,
Não sei te interessa o próximo programa "Um certo olhar" este Domingo, 3 de Dezembro às 10h00 na Antena 2. Entre outras questões, penso que vão abordar a TLEBS. Bjs
O problema é a auto-suficiência arrogante, beirando a má-criação,....
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Fruta da época, cara soledade
Hum, Um excelente tema para o programa da Revolta dos Pastéis de Nata, até já estou a imaginar as curtas-metragens: a ministra numa aula,o Camões a discutir com Fernando Pessoa, e este com o Dantas...seria uma coisa engraçada... resumindo uma grande treta... como essa do TLEBS e da nova gramática :S É mau dizer isto, mas ainda bem que não apanhei esse maldito programa :S
Um grande mimo
Este debate tem-se pautado por doses muito grandes de demagogia e irreflexão e até desinformação.
Descobri este site excelente:
semrede.blogs.sapo.pt
Recomendo vivamente a leitura dos textos que o colega tem escrito.
Afixado por Pedro Mendes em dezembro 2, 2006 12:22 AM« Este debate tem-se pautado por doses muito grandes de demagogia e irreflexão e até desinformação.
Descobri este site excelente:
semrede.blogs.sapo.pt
Recomendo vivamente a leitura dos textos que o colega tem escrito. »
Estranho ... ou azar o meu ! Procurei este site e encontrei-o... Mas o que me preocupou é que não encontrei nele UM ÚNICO indício da identidade do "colega"... Trata-se de um blogue "cego" ou "anónimo" ? ou... será que caí num dos muitos erros do servidor ? Quem assina o Blogue ? Gostaria de saber ...
oi, Soledade,
tomei a liberdade de publicar um (dentre tantos tão lindos) poema seu em Letra de Corpo, viu?
espero que vc goste...
estou deixando meu email. qualquer probl entre em contato, ok?
um beijo
Afixado por listoducto em dezembro 2, 2006 08:30 PMo end de lá é: http://letradecorpo.cristalpoesia.net/
Afixado por listoducto em dezembro 2, 2006 08:31 PMJá tinha 'descoberto' o tal blogue... pois este benevolente colega tem deixado o link em todo o lado.
Assim como já fui ver os foruns do 'gramatica'.
NÃO HÁ demagogia, irreflexão nem desinformação. Há MUITA preocupação pela forma atabalhoada como todo este processo foi conduzido, pelas incongruências, erros e lacunas presentes num instrumento disponibilizado oficialmente. O cd é em si prova de um mau trabalho. Falta analisá-lo, corrigi-lo, compatibilizar o que é incompatível e DEPOIS aplicar (se assim se decidir) esta nova TL GRADUALMENTE.
A arrogância está na moda.
Afixado por emn em dezembro 2, 2006 08:39 PMMas de quem será a maior arrogância?
O que se tem visto na imprensa é um ataque cerrado aos linguistas, como se fossem responsáveis pelos males do ensino. Alguns exemplos do que chamo de demagogia ou irreflexão:
- O editorial de um jornal escandalizado por agora se falar de conjunções coordenativas copulativas.
- Maria Alzira Seixo a dizer que ensinar gramática é ensinar as crianças a decorar um termo.
- O advérbio "provavelmente" classificado como advérbio de modo.
- Inúmeros artigos a falar de termos que não aparecem na TLEBS.
- O argumento de que os pais não vão conseguir acompanhar o estudo dos filhos (será que conseguem noutras áreas? será que o fazem de facto?)
- A ideia de que só se vai ensinar gramática e de que tudo mudou.
- O esquecimento "inocente" de que os programas não mudaram.
Também acho que a implementação não foi feliz. Aliás, a primeira pessoa que eu ouvi queixar-se da forma de implementação foi Inês Duarte, que defendeu publicamente que devia ser feita a partir do 1º ciclo.
Mas a implementação não é o que tem sido criticado nos jornais. Tem sido criticado o conteúdo de forma muito irresponsável e escondendo a verdadeira motivação: uma suposta separação entre ensino de gramática e de literatura ou um equilíbrio entre treino para a literacia e treino para a literatura. Para mim, como professor, este debate não faz sentido. Há tempo, em 12 anos de escolaridade, para dar a conhecer a nossa literatura e para treinar o uso da língua em todas as suas vertentes. Mas não podemos tapar o sol com a peneira. Isto não tem sido feito na maior parte das escolas. Os nossos alunos têm tido 90% de treino em leitura e aulas compactadas nos outros domínios.
Assisti em acções de formação a dúvidas de colegas sobre questões básicas de gramática. Acho muito bem que as coloquem e as esclareçam, mas isto é evidência de que não havia estudo sobre esta área do português há muito tempo.
As responsabilidades estão, portanto, em todo o lado. Também em nós, professores. É por isso que este debate todo me tem deixado um pouco... desculpem a expressão... enojado. Saem uns quantos senhores para os jornais a atacar um produto que foi feito para nos ajudar (que base de dados tínhamos de apoio à nomenclatura gramatical de 67?) e estão a criar uma opinião generalizada contra os linguistas, contra o ensino da gramática, chamando-nos de incompetentes que não conseguimos estudar nada de novo. Esquecem-se de dizer o essencial: que o peso da gramática na sala de aula não mudou, porque os programas não mudaram.
Quando dizem que nós devemos escolher os termos de forma a articulá-los com os conteúdos do programa, isto parece-me certo. Para ensinar a pontuar, eu ensino funções sintácticas, mas só vou até onde é preciso e só explicito até onde faz falta. Estudei coesão e coerência para ajudar os meus alunos a construir texto, mas não preciso de os pôr a definir coesão e coerência. E isto é apenas seguir as recomendações dos documentos orientadores.
Aborrece-me este debate. Mais uma vez, passamos por relapsos, porque não somos capazes de estudar, porque é tudo muito difícil para nós, porque coitadinhos dos professores. Estou farto destes intelectuais que bombardeiam os jornais diariamente, acusando-nos de tudo e mais alguma coisa.
Afixado por Pedro Mendes em dezembro 3, 2006 04:42 PMLuísa, sim, teria interessado, se eu estivesse em local onde pudesse ter ouvido. Obrigada pela lembrança. Alguém há-de ter ouvido e contar-me-á.
Bj
Caro José Melícias, estou em dívida consigo, interrompi abruptamente a correspondência: meteram-se as férias, depois começou este ano lectivo cheio de novidades estranhas e o quotidiano escolar transformado numa correria insana. Tenho de lhe escrever. Entretanto: tem razão, isto é mesmo fruta da época. Que dias ásperos e absurdos nos aguardavam :(
Um abraço
E outro mimo para ti, Silvia, que foste aluna do Básico e Secundário em tempos mais felizes. Vai pela sombra, menina. Do sol ou outra :)
Beijinho e até breve
A pergunta que a Fernanda fez também a fiz a mim mesma.
Ah, Fernanda, ainda agora cheguei e já vi que o multi lhe pregou outra vez partida. Fez-me sorrir o seu aborrecimento. Sem maldade.
Um bj, boa semana
Li, gostei muito. Você escolheu "Lento" e formatou-o com a sua arte habital. É uma alegria figurar em "Letra de Corpo" junto de tantos que admiro e, muito particularmente, junto do meu querido amigo Adair. Muito obrigada :)
Um beijo
Só uma correcção, para o Pedro Mendes - e há muita coisa que eu não sei, também, mas esta sei-a: os programas mudaram TODOS, e alguns deles, como é o caso do do 12º ano, a meio de um ciclo - o programa homologado entrou em vigor um ano mais cedo que o previsto; esse programa já tinha a TLEBS, muito antes de ela ser publicada, muito antes de ser feita a "experiência pedagógica", muito antes de essa experiência ser avaliada e de se pensar seriamente sobre a sua pertinência. Não é estranho? No ano passado, venderam-se muitas gramáticas e livros de exercícios...
Afixado por paula lago em dezembro 3, 2006 07:48 PMQuerida amiga
Passei o fim de semana "gordinho" longe dessas (já pouco) novidades com uma varanda virada para o mar. Amanhã vou "ler-te" com MUITA atenção e depois falo contigo outra vez. Mas já sabes a minha opinião... agora até nos chegam alunos ao 2º ciclo aos quais temos que ensinar a pronunciar as palavras!? Vou lá ter tempo para essas modernices!!! Boa semana ... outra vez curtinha ...
«Este debate tem-se pautado por doses muito grandes de demagogia e irreflexão e até desinformação.»
Sim, Pedro, é verdade. Mas sabe, antes desta ofensiva contra a TLEBS, foram os prosélitos da TLEBS que agrediram todos os outros professores sem dar lugar a contraditório. Prefiro esta polémica nem sempre serena do que ruído nenhum: o silêncio que amortalha a menor voz discordante é assustador, e foi isso que tivemos durante quase dois anos. Mergulhe nos arquivos do Nocturno ou nos do Canseiras, da emn (que é uma das colegas mais informadas sobre questões de funcionamento da língua que conheço) e verá o que quero dizer. A TLEBS ergueu-se no horizonte escolar qual nec plus ultra, e ai de quem levantasse a menor objecção. Caía-nos em cima uma verdadeira legião, e o insulto mais macio que ouvi foi o de professora acomodada. Também fui pejorativamente chamada "amante da literatura". Não considera isto inquietante?! O estudo da língua e o estudo da literatura complementam-se, *não se excluem*. Nem são propriedade de 4 ou 5 iluminados. Esta simples proposição, do mais elementar bom senso, é isto que a Alzira Seixo tem defendido, assim como a Helena Buescu. Agora note o que diz Álvaro Gomes - ele próprio linguista: vem na mesma linha da A. Seixo e da H. Buescu. Não lhe parecem sensatos? O que é que o enoja nas posições deles?!
Também Vasco Graça Moura tem manifestado, há vários anos, a sua discordância quanto aos novos programas de Português - que mudaram, sim!, como recorda a Paula Lago, mudaram no Secundário e aguardam-se há muito novos programas de Língua Portuguesa no Básico; mas, mesmo sem novos programas, aplica-se a TLEBS. E esta aplicação não é tão límipda quanto querem fazer crer, nem a vigência do anterior programa constitui efectiva salvaguarda: veja o tal recurso produzido pelas colegas de Portalegre para o 9º Ano e que tanta tinta fez correr. E que tem o Pedro a dizer sobre essa aberração apresentada como modelo de abordagem didáctica d'Os Lusíadas e que o Vasco Graça Moura disseca em "A Autópsia do Tioneu"? Acha aquilo admissível?! Acha que serve algum bem?! Acha que é assim que se desenvolvem competências - mesmo a do conhecimento explícito da língua - em crianças de 14, 15 anos?! Aquilo é atroz! E tem a chancela do min-edu!
Concordo consigo quando afirma que alguns comentadores e fazedores de opinião têm dito muitos disparates. Mas é fácil dizê-los, quando a Terminologia envereda por uma gíria técnica e esotérica que se dissocia tanto do discurso corrente. Há um texto muito interessante do José Cardoso Pires sobre as relações entre hermetismo, autoritarismo e discursos do poder. Está por aqui, também, nas fundações do Nocturno. E notou que o site de apoio à generalização da TLEBS foi fechado, no DIGDC? Agora só entra quem tem password. Então não era uma plataforma de apoio para todos os professores?! E isto não o inquieta?!
O problema da TLEBS, Pedro, não é a Linguística do Texto. Há anos que trabalho a Pragmática, a coerência e a coesão - desde o meu estágio, e fiz a profissionalização em exercício há duas décadas. E há décadas que recorro ao célebre "Curso de Redacção" do Esteves Rei e mais ainda ao excelente livrinho da Maria Teresa Serafini, "Saber Estudar e Aprender"; a obras como "Les Écrits dans l'Apprentissage", a trabalhos do espanhol Lomas e outros. Veja a bibliografia e o material de apoio publicado aquando da anterior Reforma, no início da década de 90: pouca coisa de novo debaixo do céu. Um dos meus livros de referência, nas dificuldades que enfrento no que se refere ao Funcionamento da Língua, é ainda a gramática de Celso e Cintra, complementada pelos livrinhos das publicações Colibri e pelo "Áreas Críticas da Língua Portuguesa". Esporadicamente, recorro à Gramática da Mira Mateus, de que tenho a 1ª edição e a última; e aos apontamentos de aula (imagine!), do tempo em que ela foi minha professora. O estudo não me assusta e não receio a mudança - mas assiste-me o direito de perguntar: para onde e para quê. E voltando atrás: o problema da TLEBS não está nos domínios que parecem mais estranhas aos leigos, a Pragmática e a Semântica Frásica. Está nas áreas mais estruturantes, aquelas que afectam os alunos dos níveis etários mais baixos: as classes gramaticais (claro que epiceno é um termo antiquíssimo que se aprendia antigamente na primária - mas veja, por exemplo, os quantificadores e respectivas subclasses); a morfologia - explique claramente a uma criança do 5º Ano a diferença entre compostos morfológicos e morfossintácticos e depois a formação do plural desses compostos; e a sintaxe. É aí que as coisas estão escusadamente complicadas. E, segundo dizem outros linguistas, muitos conceitos encontram-se ainda em gestação e não foram discutidos em grupo alargado nem se logrou reunir consenso da comunidade científica. Então: estamos todos doidos, ou quê?!
E por favor não venha com o falacioso argumento de que os professores têm latitude para tomar decisões - não têm, embora tenham tido de as tomar - e que a TLEBS é para os professores, não para os alunos. Isso é uma desculpa esfarrapada! Os exames de 9º Ano e de 12º Ano também são para os professores?!
Queira ou não queira, este processo da TLEBS foi no mínimo estranho. Veja, por exemplo, no educaçãocorderosa:
http://educacaocor-de-rosa.blogspot.com/2006/11/os-materiais-de-apoio-tlebs_23.html
Alguma mentira no que aqui se diz?! Não creio. Se eu fosse a Inês Duarte, também não estaria contente. O trabalho que ela e a sua equipa fizeram, bom ou mau, corre o risco de se perder. E isso lamento-o, já o disse aqui, mas vai ser muito difícil salvar alguma coisa deste naufrágio.
Para concluir esta longuíssima respopsta: se a TLEBS caiu no domínio público, foi porque se pôs a jeito. E ainda bem que caiu no domínio público, onde o cidadão, pelo menos por enquanto, pode manifestar-se, pode troçar, estranhar, ironizar. Basta de autoritarismos! Basta de tiradas como esta: "Deixem trabalhar quem sabe das coisas e não se metam onde não são chamados". Eu digo que TODOS SÃO CHAMADOS! A democracia é isso. E se a TLEBS é essa maravilha fatal da nossa idade dada ao mundo por Deus que todo mande, para do mundo a Deus dar parte grande (e desculpe lá a ironia), não sairá beliscada do debate público e das paródias. Se não é, que os responsáveis ponham mãos à obra e tratem de a rever antes de a vazarem nas escolas.
Passarei a frequentar o blogue que indica, Pedro - pareceu-me sério. Bom seria, como diz a Fernanda, que o autor se indentificasse. Não tem nada a perder nem a recear, acho eu, só a ganhar: o respeito dos outros.
Afixado por soledade em dezembro 3, 2006 09:56 PMAcabo de descobrir que, por aqui, continuamos a aceder aos recursos do GramaTICª:
http://www.dgidc.min-edu.pt/TLEBS/CDMateriaisDidacticos/Home-tlebs.htm
Afixado por soledade em dezembro 3, 2006 10:36 PMOlá, minha amiga rendadebilros
Também eu me afastei neste fim de semana.
Uma varanda sobre o mar - parece-me excelente! :)Que tenhas descansado.
Um beijo, boa semana
Li tudo "direitinho", fui ao blogue SEMREDE - Quem é o autor? encomendaram-lhe algum sermão? Pertence à dita equipa? Enfim, mesmo assim, achei interessante, mas fiquei com a pulga atrás da orelha - ainda se usa esta expressão? como estive o fim de semana fora, pode ter havido alguma mudança - estou muito engraçada, não estou?
Mas, se queres que te diga , ando a ficar cansada com tanta opinião e politiquice...E tu? Depois, resolvi pensar - já é efeito do próximo fim de semana looongo- " se os meus alunos , no sexto ano garantem e têm o desplante de me dizer que eu, no quinto, não falei de determinados assuntos , estou salva!!! por agora... Aprendem depois tudo embrulhadinho de novo, como se nada tivesse acontecido!!! Ou nem por isso?
Afinal, segue ou suspende-se... este assunto?
Continuação de boa semana.
Não sei, rendadebilros. Não sei mesmo se a "experiência" segue ou aborta. Vamos ver.
O autor do semrede identificou-se, consegue-se conversar com ele, não é proselitante, apenas defende o seu ponto de vista.
Ainda estou na escola, e já lá vão 12h, achas isto normal?!
O fim de semana ficou distante...
Beijinho