Comentários: Vista

Belíssima foto!

Afixado por amélia em dezembro 10, 2006 10:46 PM

Dezembro cinzento...quem o virá colorir ?

Imagem forte !

Afixado por fernanda s.m. em dezembro 10, 2006 11:24 PM

As máquinas digitais viciam-nos. O nosso olhar é às vezes assim desolado como essa manhã de tempestade. Hoje está frio, há sol. Uma bela (de outra beleza) manhã de inverno.
Bom dia a ambas.

Afixado por soledade em dezembro 11, 2006 10:35 AM

Que bela foto... concordo contigo, que estas novas máquinas são mesmo viciantes, mas, muitas vezes, conseguem-se "momentos" inigualáveis...e únicos: nunca mais ninguém vai registar esse lugar nesse momento...
Quanto ao teu mais recente post, sabes que decobri que fico com dores de cabeça só de pensar no assunto? Mas vou ler, sem comentar...
Boa semana. Bon courage! Nestes dias, é sempre preciso!

Afixado por rendadebilros em dezembro 11, 2006 04:16 PM

rendadebilros, fiquei a pensar no que disseste: "ninguém mais vai registar esse lugar nesse momento". Nem eu. Tudo é irrepetível. é uma ideia triste...
Deixa agora a tlebs, mantém-te quentinha à lareira. Aqui também esfriou, tenho trabalho da escola em mãos, pus uma musiquita, um chá branco e cheiroso, vou trabalhar. Mas o que me apeteceia era pegar nos apontamentos de uma das formções tlébicas que fiz (saimos todos entontecidos do seminário sobre os advérbios)e comparar as notas que tirei com as tiradas do João Peres. Apetece-me, sim. Ele foi meu prof de Sociolinguística na faculdade. Não tinha feitio fácil. E eu também não. Enfim, parece que a tlebs também vicia :)
Beijinho

Afixado por soledade em dezembro 11, 2006 05:30 PM

Vou ser sincera..que foto é essa? amadora =P hehehe Tou a brincar...para o que é está giro, e já agora bela vista :)
Beijinhos..amanha vou ouvir a campainha, já tenho saudades :)

Afixado por Sílvia Lopes em dezembro 11, 2006 07:31 PM

Claro que é de amadora, Sílvia. Podia pedir-te ajuda, agora esta é a tua área de estudo. Mas deixa-me ficar com as minhas fotos casuais e com o meu olhar incerto.
Então se vais à campainha, talvez te veja, embora amanhã seja um dia daqueles!
Um beijito

Afixado por soledade em dezembro 11, 2006 08:02 PM

Eu também sou amadora :) Estava apenas a brincar, também tenho fotos assim, à chuva, apenas para recordar um dia.

Inthé amanhã, lá a procuro, vou mostrar a escola ao meu mais que tudo, lol...

Beijinhos fofos

Afixado por Sílvia Lopes em dezembro 11, 2006 08:17 PM

Dizes: «Tudo é irrepetível. é uma ideia triste...
»
Não sei,não : o bom e desejável seria ver que nunca as coisas são iguais, sempre diferentes -como diria o olhar que se queria nítido como um girassol - e de criança quando nasce - de mestre Caeiro.A fotografia fixa o momento irrepetível -tão só. E belo.

Afixado por amélia em dezembro 12, 2006 02:30 PM

Mas onde esse pasmo essencial que a criança experimentaria se ao nascer soubesse que estava nascendo? Tão pouco volta a ser inaugural. E raramente o meu olhar é nítido como um girassol. Antes: "Imagens que passais pela retina/Dos meus olhos, porque não vos fixais? / Que passais como a água cristalina /Por uma fonte para nunca mais" - este é o *meu* poema, lembras-te?

Afixado por soledade em dezembro 12, 2006 02:45 PM

Lembro, claro.Esse é o lado triste -trágico? - da nossa condição...Nem Caeiro o conseguiu, esse olhar nítido...akém de que temos consciência, pelo menso desde Heraclito, de que é imposs+ivel regressar ao lugar de partida (e maravilhamento?)
de que se partiu -a água do rio não passa duas vezes pelo mesmo leito...

Mas lembro também os meus passeios à beira-árvores que repetidamente fotografei: e nunca, nunca, as mesmas árvores eram iguais...resta disso o espanto maravilhado, a memória cá dentro, e...o registo fotográfico.

Afixado por amélia em dezembro 13, 2006 12:49 PM

"A chuva na janela, dissolvendo
os montes a que logo à noite
o carro subirá, num retorno sem fim
ao sítio onde houve risos
e onde os ponteiros já pararam
na hora da minha morte,
ao sítio onde o abeto se levanta,
sucedâneo de Deus sem paganismo
em sua eternidade vegetal."

Afixado por Mário de Sá em dezembro 18, 2006 08:11 PM

Obrigada pelo poema, Mário, pela melancolia das palavras que acodem à do olhar.

Afixado por soledade em dezembro 19, 2006 12:58 AM