Gosto deste teu poema - não sei se já o teria lido antes(tenho a vaga sensação de que não me é estranho...mas posso estar enganada)
De qualquer forma- e como digo - é mais um dos teus poemas quase feito dos nadas, das pequenas coisas do quotidiano - aquelas em que pode, talvez, arranjar-se consolo...se se souber dar por elas ou procurá-las.
Ui ! Soledade! tanta coisa bela dita em tão poucas palavras, só as essenciais e muito "palavras". E mais não acrescento às verdades já ditas pela Amélia.
Bjs.
Os "pequenos nadas" estão ao alcance da mão, mas só alguns olhos os vêem e os mostram: quem não gostaria de saber as palavras para recados assim?
Eu dava os chocolates todos...
Beijos
:)
Já há mais "sol", está a ver!
Beijinho e saudades
Será que este chocolate representa já um alívio das "grilhetas" ministeriais/burocráticas ?
Hoje está sol e o dia quente, como é esperado no Verão... e o teu poema belo na sua singeleza cabe aqui perfeitamnete e ainda por cima com chocolate...
Beijos e bom fim de semana.
Sentia falta deste sítio de bons poemas e palavras lúcidas - a seu modo, também pequenos consolos. Beijo e bom fim de semana, Sol.
Afixado por adelaide em julho 6, 2007 10:52 PMProcurar ser feliz com pequenas coisas, com o quotidiano que nos rodeia e sensibiliza... Não estará aí o segredo? O poema é de uma delicadeza comovente. Um beijo Soledade.
Afixado por Graça Pires em julho 7, 2007 05:50 PMai =) que bom de bonito,o consolo de dar, para o consolo do chocolate, que especialmente tanta magia me faz e a quem devo uns sorrisos e umas lagrimas evitadas =) ai! . . .feliz por isso
bj :D*
que poema bonito
Afixado por droggo em julho 8, 2007 07:09 PMObrigada a todos por embarcarem comigo neste poema de pequenos nadas como bem diz a Amélia e concorda a Fernanda.
Talvez eu é que não devesse dizer isto, mas sinto por esta meia dúzia de versos uma enorme ternura, a que presidiu à sua escrita e à determinação de recuperar um estar, um respirar - uma aceitação nas pequenas coisas. Esse é "o segredo": tem razão, Graça, obrigada! E à Anita que recorda haver agora mais sol. É verdade ;) Ao Zef permito-me dizer que vai dar os chocolates que tem guardados, e que os vai dar com as palavras certas. Droggo, meu amigo, tenho tantas coisas a dizer-lhe sobre a nossa última conversa que, como outras, ficou suspensa por minha culpa e das "grades ministeriais". Obrigada pela sua gentileza, por me visitar.
Adelaide, "bons poemas e palavras lúcidas" e uma generosa humanidade - esse é o consolo da convivência consigo. Em boa horas se juntou ao grupo da letras.
Rúben, tu e as tuas magias :) Eu sei que gostas muito de chocolates. No próximo ano vai haver um poema especial - de Álvaro de Campos - com chocolates lá dentro. Mas só poderás saboreá-los se leres o poema!
Obrigada a todos. Uma boa noite
A poeta surpreende?... Não, porque nos vai habituando a este dizer tão lírico. Este poema, em especial, é de um dizer simples, mas a complexa realidade está lá e visita-nos como uma luz diáfona.Vem ter connosco e interpela-nos. É a palavra do outro que se abre e que só pode ser escutada. E a reacção do leitor é deixar-se tomar por essa palavra. O poema assim só pode ser a luz diáfona que a poeta oferece à convivência dos outros entes que se envolvem na convivência.Intercomunicação, partilha, despertar e tantas outras sensações que o poema abre. Lembrei-me de Pessoa, quando referencia :"come chocolates...", mas aí é profundamente irónico. A Soledade aqui, não sei se está com Pessoa, se com Eugénio de Andrade, poeta tão do seu gosto. Este, sim, esforçava-se por dar ao poema a forma simples, a palavra descoberta, a metáfora inventada, mas num gesto de muito labor e nunca de improviso espontâneo. E a Soledade também persegue essa forma de dizer simples e quase "perfeito".
Gostei. Obsevar assim o real, as coisas simples, é estar lá dentro, e muito mergulhada nesse mesmo real. Um beijo. Ismael
podemos dizer muito em poucas palavras, Soledade.
nestes contidos versos, abarcaste de forma lírica um universo de realidades, lembrando o valor das pequenas grandes coisas da vida (ocorreu-me de imediato, pelo contraste, um título de Stig Dagerman «A nossa necessidade de consolo é impossível de satisfazer»)
Afixado por maria m. em julho 10, 2007 09:38 AMLi este poema há uns dias atrás e não o comentei devido a uma crescente inépcia da minha parte no que diz respeito a comentários escritos em blogues. Mas gostava de lhe dizer que, apesar da sua aparente simplicidade, o poema me diz muita coisa. Para além do consolo retirado de pequenas coisas do quotidiano, fala-me da distância desse alguém que tem o mesmo nome do rapaz dos chocolates... Uma certa alegria triste ao lê-lo, portanto.
Espero que tenha aproveitado da melhor forma a visita à cidade das arcadas e das aparições :)
Afixado por astrophil em julho 10, 2007 10:34 PMNo seguimento da citação da maria m., gostava também de aconselhar a leitura do excerto de Se isto é um Homem, de Primo Levi, em http://atravessandooinverno.blogspot.com/2007/07/hoje-um-bom-dia.html
Afixado por Astrophil em julho 10, 2007 10:49 PMIsmael, não sei como lhe hei-de agradecer a gentileza que assiste aos seus comentários. Partilhar assim uma leitura é um acto que nos revela, pois "sentir sinta quem lê". Ser simples é muito difícil, sim, a questão é que a simplicidade signifique, vá além do circunstancial. Se na sua opinião consegui, fico muito satisfeita.
Um beijo
P.S.:Voltarei ao que me diz na entrada anterior, hoje não há tempo para um diálogo mais construído.
maria m., no fundo, partilho do ponto de vista de Daggerman. Nunca obteremos consolo no que é essencial. Mas a vida é esta sucessão de instantes e em alguns deles podemos talvez construir (porque é disso que me parece tratar-se) pequenas alegrias, aceitando o que vem na espuma dos dias. Nem sempre é fácil.
Obrigada pela tua visita :)
Astrophil, claro que tens razão: há um fundo de melancolia no poema, algo falta e a falta custa muito - o consolo é relativo.
Espero que estejas bem. Na cidade das arcadas confirmei que «If you want to be free you just/ have to be born as a bird. /Or to think like one.» ;)
Beijo, saudades
Paulo, obrigada pela referência a essa passagem de Primo Levi. De facto, quem sobreviveu a um campo de concentração tem de ter uma perspectiva bem nítida dos diversos graus de satisfação/insatisfação. Ainda asim, ele não contradiz exactamente Daggerman:
«mais que de uma incapacidade humana para um estado de bem-estar absoluto, trata-se de um conhecimento sempre insuficiente da natureza complexa do estado de infelicidade»
Beijo
Isto é muito "bonito" ... quer o postal mas muito mais o poema!
Afixado por Jorge Rego em julho 25, 2007 12:45 AMJorge, tenho um grande fascínio pelo poeta francês René Char. Ele fascinou também alguns pintores seus contemporâneos como Braque, Picasso e Matisse que fizeram ilustrações para livros de Char e se inspiraram em poemas dele para pintar. É o caso desta aguarela de Nicholas de Stael de que também gosto muito. Char é o indizível, o inatingível, o cume que almejamos e cujo brilho tanto nos guia nas trevas como nos ofusca de paixão.
Obrigada pela apreciação ao poema.
Um abraço
Soledade