Comentários: Bilhete Postal

Gosto deste teu poema - não sei se já o teria lido antes(tenho a vaga sensação de que não me é estranho...mas posso estar enganada)

De qualquer forma- e como digo - é mais um dos teus poemas quase feito dos nadas, das pequenas coisas do quotidiano - aquelas em que pode, talvez, arranjar-se consolo...se se souber dar por elas ou procurá-las.

Afixado por amélia em julho 6, 2007 12:11 AM

Ui ! Soledade! tanta coisa bela dita em tão poucas palavras, só as essenciais e muito "palavras". E mais não acrescento às verdades já ditas pela Amélia.
Bjs.

Afixado por fernanda s.m. em julho 6, 2007 01:53 AM

Os "pequenos nadas" estão ao alcance da mão, mas só alguns olhos os vêem e os mostram: quem não gostaria de saber as palavras para recados assim?
Eu dava os chocolates todos...
Beijos

Afixado por zef em julho 6, 2007 10:03 AM

:)
Já há mais "sol", está a ver!
Beijinho e saudades

Afixado por ana assunção em julho 6, 2007 04:54 PM

Será que este chocolate representa já um alívio das "grilhetas" ministeriais/burocráticas ?

Afixado por fernanda s.m. em julho 6, 2007 05:54 PM

Hoje está sol e o dia quente, como é esperado no Verão... e o teu poema belo na sua singeleza cabe aqui perfeitamnete e ainda por cima com chocolate...
Beijos e bom fim de semana.

Afixado por rendadebilros em julho 6, 2007 07:27 PM

Sentia falta deste sítio de bons poemas e palavras lúcidas - a seu modo, também pequenos consolos. Beijo e bom fim de semana, Sol.

Afixado por adelaide em julho 6, 2007 10:52 PM

Procurar ser feliz com pequenas coisas, com o quotidiano que nos rodeia e sensibiliza... Não estará aí o segredo? O poema é de uma delicadeza comovente. Um beijo Soledade.

Afixado por Graça Pires em julho 7, 2007 05:50 PM

ai =) que bom de bonito,o consolo de dar, para o consolo do chocolate, que especialmente tanta magia me faz e a quem devo uns sorrisos e umas lagrimas evitadas =) ai! . . .feliz por isso
bj :D*

Afixado por ruben =) em julho 8, 2007 12:53 PM

que poema bonito

Afixado por droggo em julho 8, 2007 07:09 PM

Obrigada a todos por embarcarem comigo neste poema de pequenos nadas como bem diz a Amélia e concorda a Fernanda.
Talvez eu é que não devesse dizer isto, mas sinto por esta meia dúzia de versos uma enorme ternura, a que presidiu à sua escrita e à determinação de recuperar um estar, um respirar - uma aceitação nas pequenas coisas. Esse é "o segredo": tem razão, Graça, obrigada! E à Anita que recorda haver agora mais sol. É verdade ;) Ao Zef permito-me dizer que vai dar os chocolates que tem guardados, e que os vai dar com as palavras certas. Droggo, meu amigo, tenho tantas coisas a dizer-lhe sobre a nossa última conversa que, como outras, ficou suspensa por minha culpa e das "grades ministeriais". Obrigada pela sua gentileza, por me visitar.
Adelaide, "bons poemas e palavras lúcidas" e uma generosa humanidade - esse é o consolo da convivência consigo. Em boa horas se juntou ao grupo da letras.
Rúben, tu e as tuas magias :) Eu sei que gostas muito de chocolates. No próximo ano vai haver um poema especial - de Álvaro de Campos - com chocolates lá dentro. Mas só poderás saboreá-los se leres o poema!

Obrigada a todos. Uma boa noite

Afixado por soledade em julho 9, 2007 01:23 AM

A poeta surpreende?... Não, porque nos vai habituando a este dizer tão lírico. Este poema, em especial, é de um dizer simples, mas a complexa realidade está lá e visita-nos como uma luz diáfona.Vem ter connosco e interpela-nos. É a palavra do outro que se abre e que só pode ser escutada. E a reacção do leitor é deixar-se tomar por essa palavra. O poema assim só pode ser a luz diáfona que a poeta oferece à convivência dos outros entes que se envolvem na convivência.Intercomunicação, partilha, despertar e tantas outras sensações que o poema abre. Lembrei-me de Pessoa, quando referencia :"come chocolates...", mas aí é profundamente irónico. A Soledade aqui, não sei se está com Pessoa, se com Eugénio de Andrade, poeta tão do seu gosto. Este, sim, esforçava-se por dar ao poema a forma simples, a palavra descoberta, a metáfora inventada, mas num gesto de muito labor e nunca de improviso espontâneo. E a Soledade também persegue essa forma de dizer simples e quase "perfeito".
Gostei. Obsevar assim o real, as coisas simples, é estar lá dentro, e muito mergulhada nesse mesmo real. Um beijo. Ismael

Afixado por ismael em julho 9, 2007 02:20 AM

podemos dizer muito em poucas palavras, Soledade.

nestes contidos versos, abarcaste de forma lírica um universo de realidades, lembrando o valor das pequenas grandes coisas da vida (ocorreu-me de imediato, pelo contraste, um título de Stig Dagerman «A nossa necessidade de consolo é impossível de satisfazer»)

Afixado por maria m. em julho 10, 2007 09:38 AM

Li este poema há uns dias atrás e não o comentei devido a uma crescente inépcia da minha parte no que diz respeito a comentários escritos em blogues. Mas gostava de lhe dizer que, apesar da sua aparente simplicidade, o poema me diz muita coisa. Para além do consolo retirado de pequenas coisas do quotidiano, fala-me da distância desse alguém que tem o mesmo nome do rapaz dos chocolates... Uma certa alegria triste ao lê-lo, portanto.

Espero que tenha aproveitado da melhor forma a visita à cidade das arcadas e das aparições :)

Afixado por astrophil em julho 10, 2007 10:34 PM

No seguimento da citação da maria m., gostava também de aconselhar a leitura do excerto de Se isto é um Homem, de Primo Levi, em http://atravessandooinverno.blogspot.com/2007/07/hoje-um-bom-dia.html

Afixado por Astrophil em julho 10, 2007 10:49 PM

Ismael, não sei como lhe hei-de agradecer a gentileza que assiste aos seus comentários. Partilhar assim uma leitura é um acto que nos revela, pois "sentir sinta quem lê". Ser simples é muito difícil, sim, a questão é que a simplicidade signifique, vá além do circunstancial. Se na sua opinião consegui, fico muito satisfeita.
Um beijo
P.S.:Voltarei ao que me diz na entrada anterior, hoje não há tempo para um diálogo mais construído.

Afixado por soledade em julho 12, 2007 02:18 PM

maria m., no fundo, partilho do ponto de vista de Daggerman. Nunca obteremos consolo no que é essencial. Mas a vida é esta sucessão de instantes e em alguns deles podemos talvez construir (porque é disso que me parece tratar-se) pequenas alegrias, aceitando o que vem na espuma dos dias. Nem sempre é fácil.
Obrigada pela tua visita :)

Afixado por soledade em julho 12, 2007 02:27 PM

Astrophil, claro que tens razão: há um fundo de melancolia no poema, algo falta e a falta custa muito - o consolo é relativo.
Espero que estejas bem. Na cidade das arcadas confirmei que «If you want to be free you just/ have to be born as a bird. /Or to think like one.» ;)
Beijo, saudades

Afixado por soledade em julho 12, 2007 02:56 PM

Paulo, obrigada pela referência a essa passagem de Primo Levi. De facto, quem sobreviveu a um campo de concentração tem de ter uma perspectiva bem nítida dos diversos graus de satisfação/insatisfação. Ainda asim, ele não contradiz exactamente Daggerman:
«mais que de uma incapacidade humana para um estado de bem-estar absoluto, trata-se de um conhecimento sempre insuficiente da natureza complexa do estado de infelicidade»
Beijo

Afixado por soledade em julho 12, 2007 03:10 PM

Isto é muito "bonito" ... quer o postal mas muito mais o poema!

Afixado por Jorge Rego em julho 25, 2007 12:45 AM

Jorge, tenho um grande fascínio pelo poeta francês René Char. Ele fascinou também alguns pintores seus contemporâneos como Braque, Picasso e Matisse que fizeram ilustrações para livros de Char e se inspiraram em poemas dele para pintar. É o caso desta aguarela de Nicholas de Stael de que também gosto muito. Char é o indizível, o inatingível, o cume que almejamos e cujo brilho tanto nos guia nas trevas como nos ofusca de paixão.
Obrigada pela apreciação ao poema.
Um abraço
Soledade

Afixado por soledade em julho 25, 2007 01:33 AM