Que segredos se esconderão dentro das gavetas e em cada risco das cómodas velhas das avós? Onde tiraste a fotografia?
Afixado por L. em dezembro 19, 2006 12:48 PMCómodas, arcas velhas com segredos de vidas e mistérios escondidos... Dava para escrever um conto... Já passaste por http://contolivre.blogspot.com ???
Vê se te inspiras...
Beijos.
... das avós, das tias-avós...
Tirei-a num local onde havia uma cómoda velha :-)
Dava sim, rendadebilros, e talvez aceite o teu repto. Obrigada pelo link.
Estava aqui a pensar: estas cómodas são móveis femininos, os locais onde se depositaram, entre enxovais e o essencial de uma casa, os segredos irrisórios que as mulheres gostavam de guardar. Quando havia uma arca, uma cómoda e pouco mais.
Debaixo do jornal que forrava a gaveta da cómoda, em pequenito de escola, escondi um papel que dizia: "…, gosto dos teus olhos" (não me lembro do nome dela…). O papel não lhe chegou aos olhos (…a minha irmã mais velha ainda hoje diz que não foi ela – lá em casa dizia-se que eu ia para padre…). Se calhar, foi bom assim. É que, uma vez, chamei-lhe cigana, por causa dos olhos e não das ancas (hoje sei que não era só pelos olhos); ela zangou-se e comecei a dar-me conta de que olhava para todos da mesma maneira!
Pois é, há cómodas assim…
Tenho na memória uma cómoda parecida com esta, em cujos gavetões depositei vários segredos. Alguns descobriu-os a minha mãe ... e eu que pensava que estavam tão protegidos! :))
Afixado por Ana Gil em dezembro 19, 2006 04:53 PMAh tantos segredos... davam para tantos contos ... animem-se!!! Que manancial!!!
Afixado por rendadebilros em dezembro 19, 2006 07:55 PMBem, com tudo o que, durante anos, esta comoda ouviu, viu ou guardou, não me admiro que fale, estale, se mova e até, quem sabe, se comova :)
Bjo
É verdade, Anita. E reparou na história do Zef? :) Temos de o convencer a contá-la, essa e as outras.
Rendadebilros, estás coberta de razão. E ccheiinha de frio, aposto! Subo em breve para esses lados. São também os lados da amiga Ana Gil - nós somos um clã, a gente da Beira, certo, Ana?:)
Zef, de olhos ciganos (ou cor de céu vadio), de olhos ou ancas e sonhos juvenis, quantas histórias nos poderia contar! Urge que eu trate da casa.
Beijos amigos aos quatro
Já outro dia por aqui passei, sem mais tempo do que para ler de soslaio e fiquei maravilhada e enleada. Adorei a história do Zef - vale a pena ouvir outras e mais. A da Ana gil fez-me sorrir ao lembrar-me outra infância... Tão curioso como uma cómoda antiga,ou não, faz a memória acordar . A casa da minha Avó era grande, muito grande, e havia muitos quartos com muitas cómodas - algumas estão agora aqui ao pé de mim - mas as que mais me encantavam pelo seu mistério inefável eram as que ficavam guardadas nos quartos do sótão, no enorme 3.º piso, porque eram MUUUIIITTOOO altas para mim, que sempre fui baixa. Não lhes chegava para as abrir e... que teriam lá dentro ?? Ainda hoje não sei! Depois, com o tempo, esqueci-me delas.Mas mistério maior, e respeito também, impunham-me as malas de porão... que tinham viajado com tios-avós e primos mais velhos ! Essas ...levavam-me vantagem !!!
Com que então... Beirões - o clube dos beirões ?!? A Ana Gil também é beirã, não sabia. A minha Beira é mais Central - Coimbra. Será que ainda é considerada Beira, ou já lhe retiraram esse estatuto?
Pois eu vou para o frio, mas do sul alentejano...
Boas Festas e paz, nas origens, a todos.
Fernanda, é imediatamente nomeada, designada beira-altina honorária :)
Ah, esta entrada era uma armadilha: vou publicar as vossas reminiscências!
Boa viagem para sul, Fernanda. Vai estar com os seus meninos todos?
Um beijo