...de melancolia, do evocar de esplendores de palavras e imagens passadas,e a amargura de as saber já perdidas, gastas,silenciadas - por detrás das pálpebras baixas.Desta vez a melancolia não é doce, mas amarga e desassossegada.Porque se fechou inexoravelmente o círculo dourado do esplendor ? Quando recuperaremos «o esplendor na relva, a glória na flor?Quando a HORA?
Afixado por amélia em fevereiro 6, 2007 09:12 PMSó vês cruzes onde antes vias sobreiros? :(
Mas a música inconfundível da tua poesia...
Um arrepio - o do limite para lá da neblina, das palavras fechadas por trás das pálpebras baixas. E a memória que não pára: e as saudades que mordem sempre ! E as olheiras que nos ficam no lugar do esplendor !
Um grande abraço, Soledade.
Evocações e limites andam quase sempre juntos, não é mesmo? Lindo poema, Sol. Um beijo.
Afixado por adelaide em fevereiro 8, 2007 02:07 AMObrigada, António. Bons "olhos" o vejam :)
Afixado por Soledade em fevereiro 8, 2007 12:52 PMBom, L., os olhos vêem o que há para ver. Nem sempre se consegue "couvrir de soleil la laideur des faubourgs". Um bj
Afixado por Soledade em fevereiro 8, 2007 12:56 PMAmélia, Fernanda, Adelaide, respondo-vos em conjunto porque encontro nas vossas leituras a mesma nostalgia desencantada que, eventualmente, está também no poema.
Beijo às três, obrigada!
Como os olhos soltam ou represam memórias; ou são as palavras?
"Mas fechadas nada lhes dá corpo", é o que me leva a ficar mais tempo no poema. E gosto disto.
Beijos e bom fim de semana
Quem sabe se o poema não havia de terminar aí, Zef? Tenho considerado a possibilidae.
Bom entrudo e um beijo para todos em Pasárgada
Afixado por soledade em fevereiro 17, 2007 07:54 PM