Somos então bons alunos. Um campo de experiências para as manobras de financeiros e de economistas. Um triste povo sem espinha nem lucidez.
O artigo do Nóvoa é interessante. Um dia escreveste que os professores são os prometeus falhados da Tragédia dos tempos modernos. Sabes bem que não adianta aos trágicos tentar ludibriar o destino. Jogas no lugar do morto e tens as mãos atadas. Pooupa-te!
Não te preocupes por não me visitares... não há problema nenhum... sei que tens sempre a vida muito ocupada, em particular, ofereces-nos belos poemas e pões-nos ao corrente do que se vai passando por esse nosso território do Ensino, o que não é pouco...
Engraçado, engraçado é associares-me à TLEBS... eu já me esqueci dessa "coisa", mas não tenho meninos para exame...e isso faz toda a diferença...
Beijos.
Que queres que te diga? Parece que somos uma espécie de Guernica do Livre Mercado, o que não me deixa exactamente feliz.
De resto estou bem, não te preocupes. Obrigada, L.
Mas eu gosto das tuas fotografias, do que escreves, gosto da alegria da menina de trancinhas. Quanto à tlebs, ela vai abranger todos os ciclos de ensino, por isso vai dizer-te diz-te respeito, sim, rendadebilros. E a didactização (ao menos no GramaTICª) não está a ser pacífica. E viste as recomendações do CNE e do GAAIRES? Não é só o ECD. Os planos curriculares, os programas, tudo está em ebulição.
Mas enfim. Boa semana! E obrigada pela tua gentileza.
Agradeço-lhe o alerta para este interessante artigo de António Nóvoa. Li algo, sobre esse mesmo “triângulo”, numa obra recente da Porto Editora (Á. Gomes, A Escola, 2004). Aí se mostra, por exemplo, como a focalização em cada pólo desse triângulo pode gerar diferentes tipos de professor e ocasionar distintos modelos comunicativos e, portanto, educativos. Mas consideram alguns que estas são, hoje, bizantinices, perante as ameaças que se adivinham no horizonte. Aguardemos os turcos otomanos...
Afixado por Efe em março 12, 2007 11:36 AMEfe, eu gostaria de ver uma escola em que se ensinasse e se instruisse, se desenvolvessem competências e se educasse. Uma escola em que o saber também tivesse lugar. Em que se repensasse (não que se riscasse do mapa) a questão do construtivismo e do aluno no centro do processo de ensino-aprendizagem. Detesto a revisão curricular (a que os defensores de eufemismos teimam em não chamar reforma) e discordo da orientação que o sistema de ensino tem sofrido. Não significa isto que desejo (ou acredito sequer na possibilidade de) voltar ao passado. Pensar a escola, as suas possibilidades e impossibilidades, reflectir sobre os meios e os processos, avaliá-los e adequá-los, definir com clareza objectivos a perseguir. Nada disto é bizantinice e precisava de ser feito de modo mais sistemático. Não aprende o pedreiro a erguer paredes? Onde aprende o professor a ensinar (isto supondo que se pretenda que ele ensine, do que amargamente duvido)? Recorremos à memória dos bons professores que tivemos; à nossa formação pedagógica inicial, boa ou má (os estágios estão um desastre); ao capital de experiência que vamos acumulando; às leituras, às trocas de experiências e à discussão profícua com os colegas (para as quais vamos tendo cada vez menos tempo); à formação contínua... Tudo isto cabe nas ciências da educação e não é bizantinice. O problema é que fomos longe demais num extremo. E extremar as coisas é correr o risco de desejar depois esticá-las em excesso para o lado oposto. Veja o que acontece com a TLEBS - precisávamos de uniformizar a terminologia e de a modernizar, tal como de incrementar a reflexão sobre o funcionamento da língua. Mas o que se fez foi de tal forma grotesco e violento, que só criou revolta e resistências, obscurecendo as áreas em que a Terminologia representa um excelente contributo.
Obrigada pela visita, Efe. Entretanto deixe-me só que diga: os bárbaros já chegaram.
Cheguei a este seu blog, através de mão amiga. E tenho podido verificar que, afinal, num tempo de contratempos, as “lâmpadas de Aladino”, os “tapetes mágicos” ou os “abre-te, sésamo” são mesmo uma realidade escancarando-nos as portas do tesouro. Descobri uma professora que conjuga e harmoniza as razões e as emoções com tal mestria e sensibilidade, que consegue fazer-nos esquecer o tempo dos vampiros, cujos dentes, ávidos, pretendem exaurir o espaço educativo, que eu vejo (sempre vi), como um espaço e um tempo de trabalho, de suor, mas de rara felicidade.
O seu comentário ao meu pequeno texto apenas revela a fibra desses professores de excepção, que, contrariamente ao que alguns crêem, não são “excepção” em Portugal. Mas nos corredores alcatifados dos Ministérios parece não haver olhos, só abrolhos.
Mas quem revela a sua força interior não tem o direito de desanimar. Milhares de jovens esperam por si, para poderem beneficiar do seu saber e da sua sabedoria.
Por mim, humildemente, creia, acompanho-a na sua digníssima l(ab)uta e na sua viagem. “É preciso acreditar” que os bárbaros também aprendem e acaso pouparão, se de atalaia estivermos, as nossas contantinoplas.
Efe, agradeço-lhe o julgamento generoso que faz a meu respeito. Gostaria de o merecer.
Diz que sempre encarou «o espaço educativo como um tempo de trabalho, de suor, mas de rara felicidade.» Concordo em absoluto. O trabalho bem feito é uma das maiores fontes de alegria do ser humano; e ser-se professor representa (lembremo-lo nestes tempos negros) um privilégio: o de lidar com jovens e trilhar com eles o caminho da descoberta. Ensinar é um acto de amor. Que nos é devolvido multiplicado. Tenho a certeza de que sabe do que estou a falar. Mas hoje é muito difícil. «Tenho saudades», escrevia há tempos a alguns antigos alunos, «do tempo em que estávamos todos juntos e a escola era um lugar feliz». E tenho mesmo. Hoje actuam forças sombrias. Competir e já não colaborar. Os alunos não mudaram tanto quanto se quer fazer crer. Mas manipulados e maltratados, também eles, pelos mesmos que nos maltratam e injustiçam, mereciam muito mais do que conseguimos dar-lhes.
Obrigada pelas suas palavras. Ajudaram-me. Porque há dias particularmente adversos.
pois eu gostaria duma escola ke ajudasse a desaprender td akilo com ke nos frmatam acabeça, keria uma escola ke ajudasse a pensar a kestionar, a inventar, a sentir melhor as coisas ke nos vão acontecendo, uma escola ke formasse seres humanos livres e criativos com sentido critico e estético, uma escola nova ke nos livrasse deste cinzentismo no kual tamos submersos, nesta inercia inane e podre, keria uma escola pra romper pra inventar, pra subverter a ordem das coisas o status quo, pra viver mas esta escola ke temos só serve pra nos xatear...e pra nos dizer: n armem mta confusão é assim e mais nada
Afixado por susana em abril 6, 2007 10:55 PMe atenção este n é o meu nome nem o meu mail, nem o meu nome e mail interessam pra nada foi apenas um ke inventei pra desabafo...pk o sistema educativo sucks...e nós é ke fazemos o sistema educativo, nós somos parte integrante dessa mákina ke n ajuda a pensar e apenas exige ke aceitemos td acriticamente, vamos reproduzindo desigualdades sociais assim, vamos empobrecendo-nos a todos...cada vez axo mais ke esta escola n presta, podem mudar os curriculos à vontade ke eles continuam e continuarão extensos e obtusos...pk educar é ajudar a descobrir, é despertar sensibilidades n é isto...irra tou farta da escola e ds abutres velhos ke lá andam, kualker dia pego fogo à sala dos profes, vai ser uma santa inkisição ao contrário, vou keimar a fonte de toda a ignorancia!!!e dps fugir e pegar fogo aos manuais escolares no fim deesta purga toda vamos todos comer gelados e escrever nos muros da cidade (akeles devolutos) ke a revolução tá na rua pra kem a kiser ver
Afixado por susana em abril 6, 2007 11:21 PMolá, "susana", vamos então a isso? o programa já existe (refiro-me ao da pequena revolução burguesa) pelo menos desde a década de 60 do século passado - é só pô-lo de novo em marcha, a ver se ainda funciona.
boa páscoa