Bom compartilhar os nossos Brel à nous...Beijos, amiga!
Afixado por amélia em março 26, 2007 05:22 PMQuando já é de um ponto alto que se olha, mas mesmo daquele aonde já se chegou, é verdade, é-se rapazinho.
Gosto disto, Senhora! Do que diz e da maneira de dizer.
Beijos
Faço minhas as palavras da Amélia e do Zef :)
"...tudo às vezes é esquivança"...dá-me algum trabalho :)
Um beijo, Sol
gosto muito da marca que deixa em seus poemas, sempre ótimos - como esse, tão eloqüente. Beijo, Sol.
Afixado por adelaide em março 28, 2007 01:16 AMTem música resignada e bonita no encadear das palavras. Tem um título misterioso. Outra vez :-)
Afixado por ilia em março 28, 2007 09:58 AMSó agora aqui cheguei, Soledade! Tarde, mas valeu a pena! O Zef já disse o que eu teria gostado de ter dito; ainda bem!
E, dos muitos Brel à moi, um me saltou à memória, ao ler as suas quentes palavras. Aqui vamos recordá-lo, à nous :
«
A mon dernier repas
Je veux voir mes frères
Et mes chiens et mes chats
Et le bord de la mer
(…)
Et je veux qu'on y boive
En plus du vin de messe
De ce vin si joli
Qu'on buvait en Arbois
(…)
Puis je veux qu'on m'emmène
En haut de ma colline
Voir les arbres dormir
En refermant leurs bras
Et puis je veux encore
Lancer des pierres au ciel
En criant Dieu est mort
Une dernière fois
(…)
Après mon dernier repas
Je veux que l'on s'en aille
Qu'on finisse ripaille
Ailleurs que sous mon toit
Après mon dernier repas
Je veux que l'on m'installe
Assis seul comme un roi
Accueillant ses vestales
Dans ma pipe je brûlerai
Mes souvenirs d'enfance
Mes rêves inachevés
Mes restes d'espérance
Et je ne garderai
Pour habiller mon âme
Que l'idée d'un rosier
Et qu'un prénom de femme
Puis je regarderai
Le haut de ma colline
Qui danse qui se devine
Qui finit par sombrer
Et dans l'odeur des fleurs
Qui bientôt s'éteindra
Je sais que j'aurai peur
Une dernière fois. »
Amélia, Ana, percebi,quando víamos juntas o dvd de Brel, naquele dia, que chaqu'une avait bien son Brel à soi. E que isso era ao mesmo tempo partilhável e impartilhável, e que diferentemente nos comovíamos.
"Passou por ali uma hora"...
Um beijo às duas
A esquivança dá-nos trabalho a todos, Ana. As nossas esquivanças, as dos outros... Gosto da palavra. E não desgosto dos seres esquivos :)
bj
O difícil é permanecer no ponto alto: as miragens, os enganos, a nossa fraca natureza...
P.S.: Como vou agora retribuir esse galante vocativo, Zef? Assim não vale! :)
Um beijo
Se ganhámos uma impressão digital e chegamos imprimi-la e outros a percebem é extraordnariamente gratificante. Muito obrigada, Adelaide.
Um beijo amigo
ilia, obrigada. vamos deixar o título ali. que brel se reconheça. ou não :)
Afixado por soledade em março 29, 2007 01:08 PMCom "rapazinho", por exemplo....
:))
Fernanda, não chega tarde, de modo nenhum! E traz um Brel tão comovente, "seul comme un roi", verdadeiramente no ponto alto, de onde se pode olhar e dizer as coisas mais simples e pungentes, "mes souvenirs d'enfance", "mes rêves inachevés", "mes restes d'espérance"... E admitir que: «Je sais que j'aurai peur / Une dernière fois.» Como nós teremos também. Mas dizê-lo assim...
Gostei muito de a ter finalmente conhecido em pessoa. Foi engraçado como nos identificámos imediatamente, mesmo estando eu sem chapéu :) Fico à espera dessa prometida tarde de conversa.
Um beijo
Zef, fez-me dar uma boa gargalhada! Não me atreveria a chamar-lhe rapazinho, mas não pense que alguma vez me enganou: sei bem que aí na sua tranquila Pasárgada, cultivando a sua horaciana arte de bem viver, é de facto um rapazinho. E "levado", como se diz no Brasil; ... da breca, como cá se diz :)
Senhora está muito bem dito, e assenta-lhe como uma luva. O poema é bem bonito, e assenta-lhe tal e qual também :)
Afixado por m. e. em março 30, 2007 02:30 AMMaravilhoso!!!
Afixado por rendadebilros em março 31, 2007 05:40 PMMuito obrigada, m.e.
E eu que tinha a ilusão de que, tal como o Zef... :-)
Muito obrigada, minha amiga rendadebilros.
Bom descanso, boa Páscoa!
Passei por aqui.
Já estava tudo dito ... como eu não seria capaz.
Afixado por Dores em abril 3, 2007 12:23 AMIl est, parait-il, des terres brulées, donnant plus de blé qu'un meilluer Avril...
(de cor, espero q sem erros, de uma das canções da minha vida, a frase mais linda)
Idalina
Muito obrigada, Dores :)
Afixado por soledade em abril 8, 2007 02:34 PMIdalina, partilhamos essa canção, e a comoção perante esse mesmo verso que afirma a inesgotável capacidade genesíaca do amor: "terra" que o incêndio e a dor devastaram está pronta para novo esplendor. Brel comove-nos de uma maneira!...
Obrigada pela visita. Vi que somos colegas. Assim que regresse a casa vou conhecer melhor a sua Paideia.
Boa Páscoa.
fantástico post poeta...
por favor participe em www.luso-poemas.net. é um cantinho de literatura onde todos podem mostrar o seu dom, conversar com artistas com o mesmo gosto, trocar ideias e assim contribuir para que a chama fantastica da nossa cultura se mantenha em cada um de nós.
de uma visita e se quiser participar, seria uma honra para nos ter tremendo artista no nosso cantinho.
grande abraço. luso poemas