Comentários: Allégeance

Obrigada por esta prenda: a voz do próprio poeta!

Afixado por L. em abril 1, 2007 01:48 PM

Que bom ter aberto o teiu nocturno.Não consigo é ficar copm o poema dito, como de costume...
Beijos.Posso ouvi-lo, creio...

Afixado por amelia em abril 1, 2007 02:30 PM

Daqui saltei para "Trocar de Rosa" de Eugénio de Andrade. Onde Y.Centeno põe "Consolação" Eugénio prefere "Fidelidade".
Por mim, li ambos; agora vou, a correr (os deuses expliquem, se souberem), ler o Cântico dos Cânticos. Vou ganhar a tarde.
Beijos
Boa tarde

Afixado por zef em abril 1, 2007 04:43 PM

Olá, L. Também foi uma prenda para mim. É uma voz nodosa, como a imaginávamos, não é? Lembra-me um pouco, pela ressonância e pelo modo de dizer, Jean Gabin.
Bj, boa Páscoa

Afixado por soledade em abril 1, 2007 05:05 PM

Parece-me normal, como sempre, Amélia. Quando de regresso, posso enviar-te o ficheiro.
Bj e não comas muitas amêndoas ;)

Afixado por soledade em abril 1, 2007 05:07 PM

É verdade, Zef, e onde Eugénio diz "Fidelidade", Valle do Gato diz "Juramento de Fidelidade". É tão difícil traduzir o Char! Estive para pôr a tradução do Eugénio, mas por fim gostei mais desta, embora o título me tenha feito hesitar. Mas, pensando bem, qualquer dos três títulos é uma interpretação: "alléger" é alijar a carga, libertar, mitigar - consolar, enfim; mas verbera no arcaico "serment d'allégeance" - prestar preito, juramento de fidelidade ao suserano. Qual dos sentidos escolher? O que se passa no poema? "Pouco me importa onde vá, no tempo dividido, já não é o meu amor"; mas este amor leviano, que não se lembra de quem ao certo o amou, é ainda iluminado de longe, para que não caia, pelo amador que vive, "à son issu", dentro dele, como um feliz destroço. O poema é inesgotável... e nada fácil.
Ocorre-me agora que quando me refiro informalmente ao poema, nunca digo o "allégeance", mas sempre "le temps divisé". Talvez fosse este o título que eu lhe daria em tradução, trocando completamente de rosa.
Vá sim, Zef, vá ler o Cântico dos Cânticos, que é alimento de beleza e de alegria. E se os deuses passarem pela voz da romãzeira explicarão sem dificuldades de maior a associação :)
Saudades a todos, um beijo, uma boa Páscoa!

Afixado por soledade em abril 1, 2007 05:30 PM

Infelizmente, o meu computador não permite ouvir a voz.
Mas este é um dos poemas da minha vida.
Fico comovido.

Afixado por Heitor em abril 1, 2007 07:54 PM

Heitor, é um simples ficheiro mp3, audível no windows media player. O que me faz pensar que também experimentei alguns problemas há tempos, até ter feito o update para o windows media player7. Arrisco dizer que se passa algo semelhante com o teu computador. E penaliza-me que logo tu não ouças - este é também um dos poemas da minha vida.
Um beijo

Afixado por soledade em abril 1, 2007 08:08 PM

Gostei de ouvir a voz do Char com uma muito peculiar maneira de pronunciar as vogais à "Haute Provence". Gosto também muito do poema e gostei de ler a sua resposta ao Zef.
Tem a sua utilidade chegar aqui um pouco mais tarde...:)
Descanse!
Beijinhos

Afixado por ana assunçao em abril 2, 2007 02:34 PM

Assim vou descobrindo (vai-me descobrindo)Char.
Obrigada.
Boa Páscoa.

Afixado por Dores em abril 3, 2007 02:09 PM

Por aqui está a chover muito. E nas ruas dessa cidade?...

Afixado por zef em abril 8, 2007 12:42 PM

Aqui chovem pétalas de flores e lembranças sopram no vento. A chuva foi breve, durante a noite.
Beijos para a gente de Pasárgada :)

Afixado por soledade em abril 8, 2007 02:21 PM

Ele era da Provença, Ana, esse gigante da nossa imaginação.
Bom descanso e um beijinho :)

Afixado por soledade em abril 8, 2007 02:23 PM

Dores, fico "encabulada" quando me diz isso. Mas se vindo por aqui, Char a cativa, fico mesmo muito contente. Egoisticamente contente, que é uma imensa alegria partilhar a nossa roda de amigos e as paixões poéticas - é como um quente agasalho neste tempo agreste à poesia e à genuinidade.
Beijinho, bom domingo de Páscoa

Afixado por soledade em abril 8, 2007 02:27 PM

Depois de domingo de Páscoa, cheio, mas acabado, com clã partindo por essas estradas de Portugal rumo às suas casas com os meus netos, Sozinha, no remanso da recordação ainda breve e das cogitações que se seguem, que bem me fez vir aqui ler e ouvir René Char neste poema tão belo ! Quente,forte, na sua nostalgia. Voz provençal, sim, Ana, explorando bem todos os ecos da alma !
Um abraço por estas "amêndoas" tão saborosas,Soledade!

Afixado por fernanda s.m. em abril 9, 2007 01:43 AM

Olá, Fernanda, acabo de ler a crónica das suas aventurosas férias da Páscoa :) Agora um bem merecido repouso! Partilhemos, pois, tranquilamente, a voz do poeta a quem queremos bem.
Um beijo, boa noite

Afixado por soledade em abril 10, 2007 01:02 AM
Afixe um comentário









Lembrar-me da sua informação pessoal?