são fantasmas
Dito por kay no dia 30 de outubro 2003, às 12h27Pertence sem dúvida a outro mundo, este Poeta sem par. Só esta imgagem : "há pelo menos a da perpétua novidade da sensação liberta"!!! Quem mais se lembraria de descrever esta sensação, e desta forma? Fantástico.
Dito por Frederico no dia 30 de outubro 2003, às 13h24Sei que isto não vem muito a propósito, mas o último parágrafo fez-me lembrar uma citação do Vergílio Ferreira:
"Um casal de velhos têm o mesmo sexo" ;)
Dito por Paulo Silva no dia 30 de outubro 2003, às 15h12:))))
Dito por dolphin.s no dia 30 de outubro 2003, às 20h03O que me ocorre a propósito deste texto!
a "perpétua novidade da sensação liberta" não parece de quem afirma "dormimos a vida"...
a percepção do real, a sensação, a reflexão, todo esse percurso parece o de quem está acordado para a vida; quererá ele excluir-se dos que dormem a vida? as últimas frases sugerem uma de distanciamento, de observação do(s) outro(s).
E, no entanto, ele dorme a vida, a sua vida! porque as suas sensações parecem estar libertas apenas para a observação dos outros, apenas para a racionalização de vidas que não são a sua.
"Tudo o que dorme é criança de novo."
Sim, o que dorme não pode fazer mal a ninguém, senão a si mesmo às vezes. Digo eu. Há o acto natural de dormir como consequência natural do cansaço e do sono; e é-se criança de novo, até quando há pesadelos. Mas há outras formas de dormir, digo eu, para quem às vezes dormir é a única forma de não viver sem morrer. E há outras formas de dormir, diz o Bernardo Soares, e está certíssimo. Só não generalizaria, como ele...