"A leitura do oral, do escrito, do icónico... como espinha dorsal e estruturante das outras competências" - foi isso que defendeste na última discussão que houve sobre os programas. Esta linguista parece-me que concorda contigo. E outro dos teus cavalos de batalha: não há texto fora do contexto. Lá descobres estas coisas :P
Afixado por vfl em maio 23, 2007 10:31 PM«Sem hábito de leitura, é muito mais difícil.»
Sem este, não há gramática que resulte.
A minha filhoca mais nova, tem problemas de expressão oral e escrita. Com a leitura de livros e respectivos resumos (que lhe pago, pois não a consigo motivar de outra forma) tem vindo a melhorar a olhos vistos. O primeiro que me entregou (uma página A4 em computador) era quase incompreensível, tantos os erros ortográficos e de coesão, para não falar da desarticulação estrutural das ideias. Depois de ter de corrigir tudo o que lhe sublinhava (quase tudo), o «cuidado» é outro. Começou a interiorizar regras, sem as saber ainda identificar. Isto começou há um ano. Hoje numa página A4 já só tenho de sublinhar umas 10 vezes e estes resumos já fazem sentido, o que não acontecia...
Infelizmente aos alunos, não posso pagar este tipo de trabalho. Ia à falência.
Afixado por emn em maio 24, 2007 01:07 AMOra aí está...não é o que vínhamos pensando?
Afixado por AMELIA em maio 24, 2007 09:04 AMSim, sabemos, mas quem somos nós? O modo como as competências estão hierarquizadas nos programas (pese embora o facto de se dizer que não estão) é absurdo. Certo que se fala de gramática funcional e de conhecimento em acção, mas que acção, sem a rede de relações que só a leitura do mundo e a leitura em sentido estrito podem proporcionar? E a internet, a grande rede da informação? Sou uma grande adepta da sua utilização como recurso pedagógico, mas tenho poucas ilusões. É muito mal usada. Chupeta pedagógica.
Sorri foi com a tua estratégia de motivação, emn. Ias à falência, e se calhar ingloriamente. Mas fica-se a pensar. E é triste o que pensamos.
Beijo às três e o maior sucesso à tua pequenita, Eliana.
Afixado por soledade em maio 24, 2007 10:09 PMUm dia destes, sentei-me ao lado de um aluno com pouca motivação para a leitura, a ouvi-lo ler. A princípio, com ar de frete, depois começou a entusiarmar-se um bocadinho... No dia seguinte, disse que já lera mais umas páginas ( será???), mas o problema é que não é ele o único aluno e a sementinha, às vezes... basta uma trovoada maluca para levar a motivação outra vez de enxurrada para bem longe... Uma pessoa vai tentando...e todas as sugestões são boas!
Interessante entrevista!
Bom fim de semana.
Vamos tentando, é isso, amiga, e se algumas poucas sementes germinarem, já terá valido a pena. Porque há uns tipos que são, eles próprios, a enxurrada corrosiva, erosiva, incessante. Sobre nós, sobre os miúdos, sobre toda a gente que vai vivendo na adversidade e procurando fazer o melhor possível.
Boa semana!