Comovente. Infinitamente triste.
Afixado por zé carlos em maio 28, 2007 01:44 PMDeuses! Que bonito!!!
beijos.
Ia dizê-lo -outros o disseram antes: tão bonito e triste (bonito poir ser triste?...)! Quanto eu não daria para escreviver (não é gralha, desta vez)assim...Beijos, poeta e amiga!
Afixado por amélia em maio 28, 2007 06:19 PMUma tempestade emocional, um cataclismo, um poema em ângulos ofegantes. Estou impressionada com a intensidade.
Afixado por L. em maio 28, 2007 10:06 PMValha-nos ao menos o facto de podermos olhar para o mar e podermos, quando quisermos, ler os teus poemas ou fugir para qualquer lado!!! ... ao fim de semana!
Beijos.
Dois belos momentos: o de Blade Runner - num dos mais belos momentos do filme - e, porque teu e original, a fractura em sentimentos exposta, nessa fala presa à vegetação desse teu lugar ...
Com um abraço
Morfeu
É doce e amargo.
Estou a dizer o que já está dito, mas não deve fazer mal.
Ainda me parece que o poema não acaba porque aquele "deixa/vai" soa um bocado a "espera um pouco" ainda...
Soledade, julgo que, no domingo, lhe passámos quase à porta. Tínhamos pressa, porque queríamos chegar com dia ao norte nevoento, que ainda nos faz alguns apelos...
Beijos
Pode ser triste, mas é belo e sentido. Também me estarei a repetir mas, como diz o Zef não deve fazer mal. Bjs.
Afixado por Ana Gil em maio 29, 2007 07:24 PMJá mo dissera hoje a Amélia ! “ Que belo poema publicou a Soledade, hoje! “ Só agora aqui cheguei e, como todos os que antes escreveram, fiquei emocionada.
Muito comovente, por uma tristeza suavizada. Maravilhosamente dita. Um beijo de compreensão amiga e pela partilha do belo.
Soledade, além de partilhar das opiniões que aqui lhe deixaram, venho expressamente para lhe agradecer todos os comentários de grande sensibilidade que tem deixado em "Ortografia" e também dizer que gosto muito deste seu espaço e vou ficar visita assídua. Um beijo.
Afixado por Graça Pires em maio 29, 2007 08:59 PMObrigada pela gentileza de todos, Zé Carlos, rendadebilros, Amélia, amigo Morfeu, Ana, Fernanda, L. Gostei dos ângulos ofegantes, L., e roubar-tos-ia se não mos tivesses tu roubado a mim :)
Zef, passaram-me à porta e não disseram nada? Também se calhar eu não estava, mas espero uma próxima vez.
Releio o seu comentário e reflicto se este poema fica de facto em aberto, se a sequência de verbos imperativos pode significar o oposto do que afirma. Lembrei-me do que escreveu na voz da romãzeira:
«põe na mesa os bocadinhos de trigo e sol
na casa que tens»
Assim consigamos preservar a ternura intacta, na casa que temos. Tal como a que vive nos seus diminutivos.
Um abraço amigo a todos
Graça, obrigada. Seja muito bem-vinda a esta casa precária e a esta roda de amigos.
Um beijo
Soledade, o título, aparentemente, parece definir toda a chave semântica do poema. E, de certo modo, há um fio de associação de vocábulos que vão nessa orientação de sentido.
Numa leitura rápida, o sentido do poema ilude-nos e parece conduzir-nos para um significado psssimista do ser da poetisa.Há um tom, uma vivência dramática do eu,um querer afastar outo eu que não corresponde às profundidades dramáticas do eu poético.
Inicia o poema com um verbo no imperativo -"espera",sentido positivo,a possibilidade do ser se doar, mas talvez, num tempo-outro. Este tempo, o agora do poema é "uma luz branca" que irrompe "dos olhos" e da qual a poetisa nada recolhe.
Gosto desta imagem da "luz braca dos olhos", acho-a lindíssima e de enormes conotações existenciais. Tal como a folha braca, tão cara a Ramos Rosa". Essa imagem onde o poeta pode depôr todas as virtualidades intersticiais do seu desejo corporal e metafísico.Porém, aqui, à nossa poetisa, a luz branca dos olhos que recolhe do outro nada lhe oferece, a não ser, que essa luz branca seja o voltar-se par si mesma, para a sua luz interior, a luz branca que permite a imergência em si mesma.
"Pouca me resta a dizet-te", porquê? Porque há uma vontade de olhar para dentro, procurar-se dentro de si, porque é lá, segundo a poetisa, que reside a chave da possível relação futura, caso haja lugar.
E continua -"espera", a meio do poema, com a delicadeza da alma poética a não querer uma despedida, porque deseja um tempo e, neste sentido "espera" tem mais a ver com o tempo necessário do que dar esperança à própria relação.
Para continuar com outros imperativos -"deixa", "vai", como percurso e vontade de peregrinação interior por dentro de si mesmo e, para isso, deseja, não a palavra comunicativa do diálogo, mas deter-se na sua palavra poética e envolver-se num deleite contemplativo junto da acolhedora vegetação que a deslumbra, a acolhe, a repousa, a preenche, porque é esse o seu desejo: de se encontrar junto da natureza "romântica" e poética.
Ismael, fiquei surpreendida com a extensão e a profundidade do seu comentário. Porque é uma leitura que vai além do que intuimos e entra na significância do poema e acaba por revelá-lo outro ao próprio criador, forçado assim a olhá-lo de fora. É um processo fascinante (e com seu quê de inquietante), para quem escreve, seguir os caminhos de quem lê, vendo colher pistas que ao poeta pareciam indetectáveis, e deparar-se com outras que ou foram absolutamente inconscientes, ou frutificaram na leitura.
Tocou-me muito que se desse a esse trabalho. E que desvendasse, eventualmente para mim também, esse outro eixo semântico do poema, o da peregrinação interior, sem a qual "a palavra comunicativa do diálogo" não tem espaço nem tempo de existir, como diz. Deu-me que pensar...
Muito obrigada!
Um abraço
Não acho triste....mas que força, que ritmo!!! Escrito com (as tripas?) garra!!!! Gosto imenso, até faltam palavras...
Mas "Instantâneo", de 2005, não lhe fica atrás.
O conjunto das poesias é impressionante.
Olá, Dimitrio, bem vindo! Talvez o poema não seja triste, mas é um poema de perda e de desistência. Em todo o caso, cada leitor sentirá. Fico satisfeita por se escutar o ritmo. Foi particularmente intencional, neste poema. E causou alguma estranheza, noutros sítios.
"Instantâneo" está lá nas fundações do blogue. Obrigada pela paciência de andar pelos arquivos :)
E além de um nick e de um mail não haverá um blogue que eu possa visitar?
Um abraço