"Que faço em dia de tranquilas inspirações,
dia de brumas cálidas e horizonte próximo?"
Lindos versos que fazem refletir...se eu tomo um copo de café e me ponho a escrever loucamente, ou debulho notas avulsas no piano velho da minha casa...(seus versos sao inspiradores!!)
Gostaria muito que comentasse também sobre os meus versos desconexos em meu blog...
Iniciantes estão sempre loucos atrás de críticas!
Abraço!
SEMPRE GOSTEI MUITO DESTE TEU POEMA -TÃO PESSANHIANO...E TÃO BEM RE-SENTIDO POR TI, VELADAMENTE...
Afixado por AMELIA em junho 8, 2007 10:52 AM...
Ecoando-me em silêncio, a noite escura
Baixou-me assim na queda sem remédio;
Eu próprio me traguei na profundura,
Me sequei todo, endureci de tédio
...
Mário de Sá Carneiro
Afixado por Paulo Costa em junho 8, 2007 02:40 PMO eco...que nos traz de volta a voz que queremos atirar longe. O eco que nos devolve o pensamento. O eco que nos agita as consciências.
Um abraço.
Afixado por João Norte em junho 9, 2007 02:15 PMParafraseando Simone de Beauvoir « o presente não é um passado em potência, ele é o momento da tranquilidade das escolhas»
Abraço
Vou tentar ir ao seu blogue, Thiago. Fez-me sorrir a sua frontalidade entusiasta. E quem sabe se não oiço os meus versos no piano da sua casa? :)
Afixado por soledade em junho 10, 2007 01:47 AMPessanha... Às vezes penso que se tivesse de escolher um só poema: http://nocturnocomgatos.weblog.com.pt/arquivo/2006_03.html#228183
beijo
Afixado por soledade em junho 10, 2007 01:50 AMPaulo, obrigada pela lembrança, a citação, a precisão.
Um abraço
João, obrigada pela tua visita, pelo olhar ao poema. Até breve, um abraço
Afixado por soledade em junho 10, 2007 01:56 AMGosto da definição da Beauvoir, A.S. Sem dúvida o presente é o tempo das escolhas. Que seja em serenidade não é líquido, mas é desejável.
Um abraço.
Soledade, ao ler o seu poema invade-me um sentimento de inveja: o de não poder escrever estes versos. Mas, obrigado pela oferta, pela generosidade, como é apanágio dos artistas. Ao menos tenho o dom de senti-los, a este propósito se referia L.FEUERBACH - se sentes a poesia, a músia, então também é uma forma de seres poeta ou músico...
Gosto do contraste das imagens: "tranquilas inspirações" com "brumas cálidas"; "manhã côncava" com "manhã plana"; ou a semelhaça de imagens: "beleza das agonias" com verões extintos".
É um poema de maturidade, manifesta a posse de um estilo. Para o artista chegar a este ponto já pagou o "obolo ao barqueiro". O artista prova que já viveu e vive a vida na incessante recolha do ser que há nas coisas, nas sensações delas, intuindo a metáfora, a imagem, o símbolo que melhor absorve, incorpora e depura. É Pessanha, como refere a Amélia, claro, mas também a Soledade a superar-se, a descobrir e a realizar a alquimia do seu cristal. Ah! Pessanha, um poeta de referência:"Esvelta surge do imo da folhagem/ Vem alvinitente";" Eis o que resta do idílio passado"; "Imagens que passais por mim na retina"; Cito de cor. São as minhas lembranças da Clepsidra. Mas A. O'Neill ironiza as influência: bocagiei-me, tolentei-me...
De modo que temos poeta e façamos "jus" ao artefacto e ao artista.
Esta "Quietação" põe-me a dar muitas voltas. Até "ansia côncava" assimilei a navio de quilha embotada, pelo que não "singra" como o de Pessanha, mas leva "a distância sem fim..." "entre a mão e o objecto".
Mas por que razão levo um mar de tempo a ler alguns poemas vossos, Senhora?
Áspero e macio que sabe tão bem ler, que se vê, que se sente. Beijinhos**
Afixado por whyme em junho 10, 2007 03:14 PMNão sei palavras para falar deste teu poema...se se levantarem as brumas-algodão doce saboreia-se o sol quente-bola amarela ...
Beijos.
Ismael, obrigada pelo seu comentário e pela apreciação tão generosa ao meu poema. Hoje, com um bocadinho de melancolia, fico a pensar em quantos óbulos o barqueiro nos vai cobrando antes do último, para que a própria vida (e não só a poesia) ganhe "espessura". Concordo em absoluto consigo quando cita FEUERBACH - "se sentes a poesia, a músia, então também é uma forma de seres poeta ou músico." Num tempo em que corremos acossados pelo próprio tempo, ler assim vai sendo raro. Agradeço-lhe também por isso.
Um abraço
Zef, correndo o risco de parecer presunçosa, espero que seja por se sentir se sentir bem no mar das palavras :)
Whyme, gosto que tu gostes e vejas. E nós, quando nos vemos?
beijinhos
Renda, coração colorido, tu trazes sempre imagens reconfortantes.
Beijinho
Poema de uma sensibilidade e delicadeza raras. Dá-nos imagens, mas de uma forma tão suave como a transparencia de uma teia de aranha num dia de frio.
Lindo.
Gosto muito de ténis de facto!
Obrigado, umas boas férias também para si :)
Bjinhos
Afixado por Rita J em junho 15, 2007 06:05 PMGosto muito das tuas metáforas, Rita. Apetece roubá-las :)
Beijinho, boas férias para ti que as minhas vêm looonge...