Também acho!
Afixado por amélia em junho 10, 2007 10:31 AM:-)
Afixado por whyme em junho 10, 2007 03:08 PMSoledade, talvez este povo que somos precise de seguir o conselho do Profeta... Acomodados na rotina diária vamos aceitando tudo, mais ou menos serenamente. E como gosto de lembrar Torga! "Que povo este... Fazem-lhe tudo, tiram-lhe tudo e ainda ajoelha quando passa a procissão".
Um beijo.
Agir. Urge.
Afixado por Lis em junho 10, 2007 07:52 PMEsta citação podemos percebê-la na perspectiva da filosofia Oriental. O fundamento da acção é a não acção, é o não desejar o desejo, um modo tão contrário à mundividência axiológica do Ocidente.
É uma sabedoria proverbial, assente em aforismos que sabem a conraditório, mas que radicam numa outra postura da vida humana.
AO imbuirmo-nos desta perspectiva, a pessoa atinge um estádio de superação e alcança a Nirvana que conduz a formas de felicidade.
Lembro Krisamurti, uma perspectiva de entender o cristianismo pelo ponto de vista da filosofia Oriental. Cristo seria um estádio de elevação e menos uma figura de visão histórica. Apenas hipóteses hermenêuticas.
[risos]
Tem toda a razão. O profeta e o post. :)
Beijos,
Ricardo
Estava eu a sair devagar do seu poema , pensando que o Zef tinha feito uma pergunta/reflexão interessante e ... lá se foi a pose zen!
Ah, sim, definitivamente, "ira", no sentido de ira mesmo, irra!
Boa semana (quand même :))
Bjo
A ira e a paciência como contraditório será uma gestão ocidental...! de acordo Ismael, até porque o "0" e o "1", o sim e o não, sempre foram a base da cultura ocidental e parece, deu-nos supremacia. Mas o nim parece que existe em certas culturas como no Japão, ao ponto de os próximos computadores ficarem confusos e responderem indecisos (aparentemente indecisos). Claro que as teorias quânticas apoiam estas teses. Para resumir: estou de acordo com a sua análise mas teremos que reconsiderar este modelo actual porque no futuro (ando muito adivinho) a humanidade terá que considerar a terceira hipótese e dentro dessa nova mundividência os estádios elevados de consciência serão mais valorizados.
Afixado por Paulo Costa em junho 12, 2007 12:16 PMPaulo, obrigado pela tua achega, pois pensei que tinha bloqueado o blog. Está longe da minha vontade. Sou pela intervenção, sem dogmas, nem verdades feitas. A "verdade" será sempre partilha, fruto da interrelacção, confronto de opiniões, palavra dada, palavra recebida. A afirmação e a pergunta são dis modos procurar a verdade. Quando alguém pergunta quer instaurar o diálogo. Quando alguém responde quer dar continuidade e progredir no mesmo e diferente diálogo.
Paulo, a lógica formal e matemática apoiam-se na díade v(verdade) falsidade (f). A dedução nada descobre, é tautológica. Na indução há descoberta, porque há 25% de verdade. Isto para concluirmos que o conceito de verdade não é "plano", mas talvez oblíquo. o formalismo matemático de Hilbert teve o contraponto no intuicionismo de Whithead.
Deste modo, temos de continuar a apoiar os poetas, porque são eles os guarda do ser e que estão mais próximos de o tocar com a sua imagem, a sua metáfora criativa.
Um grande abraço.Ismael
Não, Ismael, não bloqueou o blogue. Estejam à vontade - eu volto assim que puder, quem sabe amanhã ou depois?
Um abraço a todos
Afixado por soledade em junho 13, 2007 01:53 AMTambém assim penso, Graça, este nosso povo vergado, submisso sob o látego e ainda ajoelhando quando passa a procissão e aplaudindo o "circo", que pão já vai tendo pouco. É muito triste...
Um beijo para si
Escuto o tom assertivo da Amélia e da Lis, a exclamação "irada" da Anita. Concordamos. Mas penso também no que vou ouvindo nos locais onde vou por força do dia-a-dia, a praça, a mercearia do bairro, o cafezinho da esquina: o discurso do descontentamento e mesmo o da aflição, mas raramente o da indignação. O baixar de braços...
Afixado por soledade em junho 14, 2007 11:28 AME vocês riem - sei que é também de mim, Whyme e Ricardo :) Há coisas que parece que nunca mudam, meninos. Até que um dia acabam.
Beijo aos dois.
por estar atrasado, peço ainda paciência - tenho pouca...
bj, Soledade
Ismael, Paulo, o poema é um apelo à acção, com ressonâncias bíblicas, o que lhe confere um tom tremendo e apocalíptico, invertendo os termos habituais do Antigo Testamento, em que o Profeta admoesta o povo, o incentiva à mansidão e o adverte contra a ira do senhor. Tudo isto incorporámos na nossa cultura ocidental - mas bebêmo-lo numa súmula de culturais orientais que a Bíblia sintetiza. A via da não acção enforma sobretudo a mundividência oriental, mas também os estóicos gregos postularam a inutilidade do esforço humano. E já que estamos em ambiente de poesia, lembro Antero, esse grande lutador derrotado que tentou a via de Buda. Mas quando a sede de absoluto é tão imensa, talvez só ache resposta na morte. Ou Ricardo Reis, o poeta do epicurismo triste e de quem tentei tomar a máxima: ser feliz é nada desejar. Concordo com isto, claro, mas tenho então de aceitar que a felicidade se reduz à condição de ausência de sofrimento. E tenho de desistir do esplendor, pois para tudo há umna contrapartida - o sentido do equilíbrio universal de que as filosofias orientais têm uma percepção tão acurada - e não há acção sem risco, ânsia sem frustração, amor sem dor, projecto sem decepção...
Quanto a Cristo, independentemente da sua existência histórica ou não, julgo que representa de facto um estádio superior da consciência humana. Como Buda, Shiva (que me é particularmente caro pela dádiva do Yoga) ganhou a força que Pessoa atribui ao mito: a de fecundar o real e de, podendo ser nada, ser tudo (isto será suficientemente "nin", Paulo?)
Mas para lá da busca da felicidade e da ausência de dor, que é sobretudo uma questão individual, há a da indignação moral. Não mudaremos o mundo, já não acredito nisso, mas há imperativos morais que se sobrepõem à questão individual, mesmo que à partida os saibamos fúteis. Seja a justa ira.
Obrigada, Paulo e Ismael pela interessante troca de ideias.
Um abraço aos dois
Carlos, és empre bem-vindo, no tempo e com o tempo que tiveres. Paciência? Aqui também não há muita, como vês.
Um beijo
Embora atrasada, junto-me à Amélia e à Ana : É A HORA !!!
A Hora... Não sei é que Hora será. Às vezes penso que o 5º Império já chegou, pervertido, como acontece sempre aos sonhos: em vez de ecumenismo, de fraternidade universal... globalização. O papel de Portugal nisso? Nenhum, parece-me. Nunca mais partiremos à procura da Índia que não há.
Bj, Fernanda