"Nas antigas comunidades o estrangeiro era tido como perigosa ameaça."
J.D.M, Os Mestres e as Criaturas Novas
Que bela foto!
O estrangeiro será sempre estrangeiro... ou não?
Beijos e boa semana.
Que pertinente recordação dos doors! Não conhecia o fotógrafo, mas a foto tem muita poesia lá dentro, há tanta coisa a dizer por detrás de um silêncio de metal, não é?
Já vinha aqui bastantes vezes, sorrateiramente como os gatos, mas nunca tinha comentado. Até amanhã
Perturbadoramente eloquaz, esta foto, tanto mais acompanhada por "esta" música. Grande sensibilidade, Soledade !
Bjo
O aforismo do Jim Morrison vem mesmo a propósito, ilia: ser diferente/estranho/estrangeiro era - e é - muito perigoso. E essa ideia está muito presente neste 2º LP da banda.
Afixado por soledade em junho 26, 2007 12:07 AMOlá, renda (ainda estou em dívida contigo, tenho de arranjar um meme muito bom!).
Não sei responder à tua pergunta, mas creio que alguns serão sempre estrangeiros, outsiders, 5ª roda da carruagem; outros serão zeligs; e outros serão gente saudavelmente adaptável. Digo eu...
beijinho
P.S.: Tive saudades de casa quando vi as tuas fotos do Jarmelo
Valter, passares sorrateiro como um gato não tem graça, é como uma janela num só sentido. Obrigada por teres dito "estou aqui"; e pela sensibilidade do teu comentário. O fotógrafo chamou à fotografia "The loneliness", acho a tua interpretação mais poética e mais dura - "um silêncio de metal" - certamente mais de acordo com a minha intenção nesta entrada.
Foi um prazer, Valter, até amanhã.
P.S.: Na próxima reunião, em vez de discutirmos falácias, talvez possamos falar dos Doors ;)
Vindo de si, Fernanda, com a qualidade das suas fotografias, é um grande elogio que faz a esta minha entrada, obrigada.
Os tempos vão estranhos. E há a nossa estranheza de seres singulares... Pensava no comentário anterior, do meu colega, acerca dos silêncios de metal; pensava em conversas que tive no fim de semana. Um mundo de chumbo, janelas e espíritos atrás de grades de silêncio.
Uma boa noite, um beijo
Boa sugestão!
A propósito do "estou aqui", faz-me lembrar da expressão "me voilá!" que o Heidegger sugeriu ao seu tradutor francês para que se traduzisse do alemão o difícil termo "Dasein".
Valter, não sei alemão, mas agrada-me - e muito -o carácter mostrativo do "me voilà". Mais do que "estou aqui", é um "eis-me aqui". Interessantes as subtilezas das línguas.
Até amanhã :)