Tatuagem – símbolo de identificação, com potencial mágico e místico – tem, como é sabido, em linguagem simbólica, duplo sentido. Também aqui, nestes versos, porque é, afinal, de uma outra tatuagem – a da «na memória» – que se trata, a duplicidade, enfatizada pelo itálico do quase refrão, está presente.
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O final, verdadeira chave de ouro, clímax em belas palavras consubstanciadas nas perfeitas imagens de sóbria, elegante, contida, mas crescente, erotização do poema.
Em síntese, um belíssimo texto.
            tatuagem