Os condimentos da vida, assombro, mágoa e espanto. Mas há uma história pressentida no poema. Nada é simples, mesmo quando parece.
Afixado por ilia em setembro 19, 2007 11:11 PMah, o eterno retorno das coisas... lindo poema
Afixado por Missisipi em setembro 20, 2007 03:36 AMPor uma vez: que dizer quando se escreve assim:
«E voltaram mágoa, esperança, assombro.»?
na natureza, a humana também, tudo gira em círculos, tudo se repete, as histórias de vida, os sentimentos, o nascimento, as urgências de vida, a morte...
muito belo o que escreveste.
Afixado por maria m. em setembro 20, 2007 08:55 AMOlá, ilia, bom regresso. A eterna complicação das coisas ? :)
Um bj para ti
Mississipi, obrigada. É bom ter a sua visita no Nocturno.
Um beijo
Amélia, como a ilia, digo que essa é a substância da vida, sobretudo o assombro. E lembro alguém que o disse de uma forma tão mais bonita, o mestre Caeiro.
Um beijo nesta manhã sem brumas
Muito belo o que tu escreveste, maria. Obrigada :)
Afixado por soledade em setembro 20, 2007 09:28 AMSoledade, li e reli o poema e achei-o muito belo.
Tudo pode acontecer se as mulheres regressam para devolver o passado. São elas que rompem o equilíbrio, porque possuem um mundo de assombro em suas mãos.
... porque enfrentar a vida que encerra a "mágoa e a esperança" precisa da fortaleza das mulheres.
Beijos.
Graça e Renda, as mulheres têm um modo muito próprio de preservar memórias e afectos, de religar e transmitir testemunho. Elas trazem de facto esse mundo de assombro nas mãos e têm uma força que é diferente de todas as outras. Também assim penso. Mas há seres cuja simples chegada abalaria as muralhas de Jericó.
Um beijo às duas, agradecendo a visita, a gentileza
Por muitas razões, gosto deste poema "Imprevidência"...
Quem disse que o Nocturno andava silencioso e crepuscular! (cf. o que o cantinho do olho adivinha da próxima entrada:) )
Afixado por ana assunção em setembro 21, 2007 12:35 AMPasso tarde e tenho andado pouco por "aqui". Mas é um consolo chegar, ler e sentir. Vale pelos momentos de silêncio/ausência de quem publica e de quem lê. E sabe melhor.Já tudo foi dito nos comentários anteriores, mas partilho, sobretudo, o pensamento de maria m. E fico a meditar na imensidão da responsabilidade da mulher que chega com o assombro nas mãos,devolvendo o passado e rompendo o equilíbrio...E é isso mesmo Soledade! Mas que maneira bela de o dizer! É uma maneira de romper também o nosso equilíbrio,... instável.
Um grande beijo.
Uma espécie de gênesis?
(À margem ou talvez não: podiam ter chegado mais cedo, antes das colheitas: ainda podiam ter dado outro jeito aos campos!)
Beijos(também com atraso!)
Beijos
Pois é. O Poema tem qualidade como tal e como mensagem. As mulheres têm um papel muito peculiar na sociedade. Mas, tal como os homens, quando chegam ao poder ...
Afixado por Carlos Rodrigues em setembro 21, 2007 02:51 PMAna, o outono estimula-me. Gosto deste ar fresco e macio, gosto das luas de outono, uma prata que não há no verão. Tavez o nocturno se reanime :)
Fernanda, como cresceríamos se os equilíbrios não se rompessem? O melhor é nunca dar nada por adquirido e seguro manter os olhos - e o coração - abertos à "eterna novidade da vida" que aí está para nos surpreender a cada passo. E quando assim não for...
Um beijo, uma boa semana
Uma espécie de génesis, gosto dessa leitura, Zef. Quanto à oportunidade da chegada, não é a pedido. A terra dará o que tiver de dar. Abrolhos ou... romãs :) Não controlamos tudo, e ainda bem.
Um beijo, muitas coisas boas neste outono, e castanhas gordas entre elas.
Carlos, tens razão. Talvez aqui se tenha falado tanto no papel das mulheres por sermos bastantes a frequentar este blogue, tendo manifestamente consciência de um modo de ser/estar no feminino. E sem medo do politicamente incorrecto, acho que somos de facto diferentes, homens e mulheres, por imperativos biológicos e culturais. Não melhores nem piores, não inferiores nem superiores, apenas diferentes e acho que em geral se trata de uma saudável e agradável diversidade :)
É bem verdade aquilo que sugeres: muitas mulheres que alcançam lugares cimeiros na vida pública são péssimas. O poder deforma, gera ou reforça traços patológicos. E muita falta de vergonha na cara! Em homens e mulheres.
Uma boa semana para ti, obrigada por teres vindo :)