Comentários: postal ilustrado

O Tejo. O cheiro das castanhas assadas. O desalinho das ruas e das pessoas cheias de pressa. A noite. A solidão dos outros. A nossa solidão. Bonito postal ilustrado de Lisboa.
Um beijo Soledade.

Afixado por Graça Pires em outubro 29, 2007 09:43 PM

Não é verdade que as imagens valem mais do que aspalavras ; como se pintaria/desenharia o "impulso vão" o "desaguar na tarde" o "cheiro do entardecer"...
Pessoalmente gosto de "pastorear" as minhas duas crianças no parque, enquanto eu "pasto" as cores do outono- mais as que imagino do que as que vejo.

Afixado por cxara em outubro 29, 2007 10:58 PM

um verdadeiro postal ilustrado, pleno de imagens pictóricas e humanas!

Afixado por maria m. em outubro 30, 2007 10:42 AM

O olhar passeia por Lisboa que amas mais agora e onde te sentes mais em casa do que quando moravas lá. Adivinho os teus olhos rodarem à procura de... de quê? Impulsos vãos, como os sais da foz desejando o alto mar.
Saudades!

Afixado por alex em outubro 30, 2007 01:13 PM

Que poesia tão bonita! Deixa-me assim mole, a olhar não sei para quê... É como se eu estivesse a olhar esta poesia dos vidros da minha antiga casa, da casa abandonada da minha infância, com os anos que hoje tenho... Não sei se dá para perceber, talvez dê. Fico-lhe agradecida por este momento.

Afixado por Violante del Cielo em outubro 30, 2007 01:35 PM

Sabes como gosto...

Afixado por amelia em outubro 30, 2007 07:37 PM

E é tão bom «desaguar» nestas tardes de Inverno em Lisboa e por fim chegar a casa e ter destes postais ilustrados à espera :-) Obrigada**

Afixado por whyme em outubro 30, 2007 09:41 PM

Um postal onde todas as lisboas nossas cabem. Também me acontece ficar mais presa à cidade no entardecer...
E suponho que também preferia não saber "a que cheira o entardecer...", mas ele está aí, mesmo!
Ufff, poema mais bonito!

Afixado por ana assunção em outubro 30, 2007 10:32 PM

Esta poeta escreve um postalinho circunspecto e de nuvens pequenas, desloco o adjectivo só para não usar aspas ;-)
Lemo-lo e percebemos bem o que vai no céu e no chão. Mas, chega quase ao fim, e, sem mudar de lápis...: toma lá, desperta bem os sentidos, que há coisas que não cabem num postal ilustrado!
Beijinhos

Afixado por zef em novembro 1, 2007 11:04 AM

Lisboa agora só de visita, Graça, Lisboa da minha saudade.
Um beijo

Afixado por soledade em novembro 1, 2007 08:57 PM

Concordo, cxara. A imagem mostra, a palavra diz. A polissemia da imagem, mesmo quando existe, é mais estrita (e estreita) que a das palavras, imperfeitas, dizem, matéria de equívoco. Mas não será por isso que nos fascinam?
Bons passeios com as tuas crianças! Belas cores de outono para a tua imaginação.

Afixado por soledade em novembro 1, 2007 09:03 PM

Contente por gostarem, maria, Amélia. Estava indecisa com este poema.
Bj

Afixado por soledade em novembro 1, 2007 09:07 PM

Olá, Alex. Valorizamos o que perdemos porque o perdemos. Parece que somos uns ases do desperdício.
Bj

Afixado por soledade em novembro 1, 2007 09:10 PM

Eu é que agradeço, Violante. Se o poema a leva à casa abandonada da sua infância, então escrevê-lo não foi um acto completamente fútil.

Afixado por soledade em novembro 1, 2007 09:16 PM

whyme, há uma forma de regressar a casa, vindos do bulício da cidade, que é tão doce! Deu-me para a nostalgia. Mas isto passa. Gosto de ter notícias tuas. De pensar que às vezes lês o que escrevo. Que ainda posso ler o que escreves.
Beijo grande!

Afixado por soledade em novembro 1, 2007 09:30 PM

Ana, temos de combinar e flanar a nossa melancolia e os nossos risos nos entardeceres alfacinhas. Dia destes :)
Beijinho

Afixado por soledade em novembro 1, 2007 09:51 PM

Zef, também desloquei o adjectivo: é o sítio dele, em posposição, como bem entendeu :)
Obrigada pelo olhar arguto ao que não cabe num postal.
Saudades suas, e da gente de Pasárgada. Espero que todos estejam bem.
Um beijo

Afixado por soledade em novembro 1, 2007 09:56 PM

Um postal ilustrado de Lisboa, onde se deixa parte de nós e de onde se traz memórias "dos céus", do cheiro do entardecer e do sabor das castanhas assadas que jamais se apagam. Poema bem pintado com uma tinta misturada de emoções.
Todos os dias, da outra margem vejo Lisboa como um postal, de dia de cores suavizadas pelo céu e o mar. De noite, como um constelação de luzes estonteante. Mas, o teu postal é pintado no interior, com outras emoções.

Afixado por Carlos Rodrigues em novembro 2, 2007 03:23 PM

Carlos, os "exilados", como nós, têm talvez mais tendência para compor e fixar postais com o nolhar. Na outra margem, dizes? Sim, é belo contemplar Lisboa da banda de lá.
Um abraço

Afixado por soledade em novembro 5, 2007 07:55 PM