O Tejo. O cheiro das castanhas assadas. O desalinho das ruas e das pessoas cheias de pressa. A noite. A solidão dos outros. A nossa solidão. Bonito postal ilustrado de Lisboa.
Um beijo Soledade.
Não é verdade que as imagens valem mais do que aspalavras ; como se pintaria/desenharia o "impulso vão" o "desaguar na tarde" o "cheiro do entardecer"...
Pessoalmente gosto de "pastorear" as minhas duas crianças no parque, enquanto eu "pasto" as cores do outono- mais as que imagino do que as que vejo.
um verdadeiro postal ilustrado, pleno de imagens pictóricas e humanas!
Afixado por maria m. em outubro 30, 2007 10:42 AMO olhar passeia por Lisboa que amas mais agora e onde te sentes mais em casa do que quando moravas lá. Adivinho os teus olhos rodarem à procura de... de quê? Impulsos vãos, como os sais da foz desejando o alto mar.
Saudades!
Que poesia tão bonita! Deixa-me assim mole, a olhar não sei para quê... É como se eu estivesse a olhar esta poesia dos vidros da minha antiga casa, da casa abandonada da minha infância, com os anos que hoje tenho... Não sei se dá para perceber, talvez dê. Fico-lhe agradecida por este momento.
Afixado por Violante del Cielo em outubro 30, 2007 01:35 PMSabes como gosto...
Afixado por amelia em outubro 30, 2007 07:37 PME é tão bom «desaguar» nestas tardes de Inverno em Lisboa e por fim chegar a casa e ter destes postais ilustrados à espera :-) Obrigada**
Afixado por whyme em outubro 30, 2007 09:41 PMUm postal onde todas as lisboas nossas cabem. Também me acontece ficar mais presa à cidade no entardecer...
E suponho que também preferia não saber "a que cheira o entardecer...", mas ele está aí, mesmo!
Ufff, poema mais bonito!
Esta poeta escreve um postalinho circunspecto e de nuvens pequenas, desloco o adjectivo só para não usar aspas ;-)
Lemo-lo e percebemos bem o que vai no céu e no chão. Mas, chega quase ao fim, e, sem mudar de lápis...: toma lá, desperta bem os sentidos, que há coisas que não cabem num postal ilustrado!
Beijinhos
Lisboa agora só de visita, Graça, Lisboa da minha saudade.
Um beijo
Concordo, cxara. A imagem mostra, a palavra diz. A polissemia da imagem, mesmo quando existe, é mais estrita (e estreita) que a das palavras, imperfeitas, dizem, matéria de equívoco. Mas não será por isso que nos fascinam?
Bons passeios com as tuas crianças! Belas cores de outono para a tua imaginação.
Contente por gostarem, maria, Amélia. Estava indecisa com este poema.
Bj
Olá, Alex. Valorizamos o que perdemos porque o perdemos. Parece que somos uns ases do desperdício.
Bj
Eu é que agradeço, Violante. Se o poema a leva à casa abandonada da sua infância, então escrevê-lo não foi um acto completamente fútil.
whyme, há uma forma de regressar a casa, vindos do bulício da cidade, que é tão doce! Deu-me para a nostalgia. Mas isto passa. Gosto de ter notícias tuas. De pensar que às vezes lês o que escrevo. Que ainda posso ler o que escreves.
Beijo grande!
Ana, temos de combinar e flanar a nossa melancolia e os nossos risos nos entardeceres alfacinhas. Dia destes :)
Beijinho
Zef, também desloquei o adjectivo: é o sítio dele, em posposição, como bem entendeu :)
Obrigada pelo olhar arguto ao que não cabe num postal.
Saudades suas, e da gente de Pasárgada. Espero que todos estejam bem.
Um beijo
Um postal ilustrado de Lisboa, onde se deixa parte de nós e de onde se traz memórias "dos céus", do cheiro do entardecer e do sabor das castanhas assadas que jamais se apagam. Poema bem pintado com uma tinta misturada de emoções.
Todos os dias, da outra margem vejo Lisboa como um postal, de dia de cores suavizadas pelo céu e o mar. De noite, como um constelação de luzes estonteante. Mas, o teu postal é pintado no interior, com outras emoções.
Carlos, os "exilados", como nós, têm talvez mais tendência para compor e fixar postais com o nolhar. Na outra margem, dizes? Sim, é belo contemplar Lisboa da banda de lá.
Um abraço