Que belo hino de amor!
Afixado por hfm em novembro 2, 2007 10:36 AMno 2º livro:
será, sem dúvida, o primeiro, entre os primeiríssimos!
rosinh@
Estes versos estão mesmo um primor. Reserva d’ouro! O mulherio que sabe das letras tem dito cada palavrão sobre eles, e olhe que não são só as da casa, não senhor. As mulheres de alguns amigos também e até uma de um cliente!Coisa simples cá para mim e sem nomes arrevezados : o meu tenente um oficial de cavalaria não deixa créditos por mão alheia, essa é qu’é essa!
Sigo o seu conselho, meu Tenente, com Vintage. À sua saúde, meu Amigo!
Tacão direito batido, cumprimentos respeitosos, ao seu dispor,
semprecheiodenovehoras
Nosso Cabo! Meu bom Amigo!
As notícias que me trazes são sempre de agrado. Ou tens o povo comprado, ou abro na tua terra o primeiro clube de fãs.
Para este tipo de leituras é preciso à partida que o/a leitora esteja receptiva a fazer algum exercício de interpretação de frases que no seu conjunto podem querer dizer mais do que o sentido imediato das palavras!
E há quem se recuse a fazê-lo por preconceito ou sorna! Para amanhã formar na Parada a tempo, tenho de agora Recolher!
Um abraço cpfeio
Cá pra mim, o meu Tenente não se lembra quem eu sou, otodocheiodenovehoras, da outra vez confundiu-me com o complicadinho e com o sempre disponível, outras vezes parece-me que me está a trocar por aquele outro, de que não me lembra a alcunha mas era qualquer coisa de igreja, aí do sul. Se estiver bem lembrado aqui do novehoras sabe que sempre fui homem dado ao respeito e respeitador. Escrevo mal e cometo os meus erros por falta de prática e não porque as ideias me faltem, meu Tenente, peco por não esperar pela correcção das raparigas. Gosto de escrever o que me vai n’alma, meu Tenente e elas põem-me nervoso com aquelas coisas da correcção, do isso não se diz, aquilo não se escreve, aqueloutro parece mal. Meu Tenente, entendi muito bem os seus versos e gostei dos seus versos que me pareceram do gabarito de um oficial de nossa Cavalaria só não lhe soube escrever as palavras lindas que ouvi durante a discussão que a minha boa Maria começou, com esta mania do teu tenente pra cá, o teu tenente pra lá, não vejo a hora de conhecer o teu tenente, etc, etc. As filhas bem lhe fizeram sinais, mas ela moita! A minha Maria é uma mulher pacata, cheia de genica mas pouco faladora e os convidados ao verem tanto calor, tanto entusiasmo, por delicadeza começaram a interessar-se e acabaram mesmo interessados e quiseram ver as suas obras. Nem queira saber o gasto de papel e de tinta! Não que me esteja a queixar, foi um prazer, meu Tenente, imprimir os seus versos para uns e para outros. Foi neste ambiente de alegria honesta que os seus versos foram apreciados e comentados, meu tenente. Até houve momentos de comoção. A dada altura, uma senhora muito distinta, de muito bom gosto, mulher dum velho cliente das Américas, levantou-se e até (como depois me segredou a minha Maria que é muito observadora) um pouco alterada propôs um brinde à boa continuação dos seus planos, ao êxito dos seus versos, do seu livro e dos seus futuros livros, às suas exposições de desenhos e de pinturas, e de retratos. Os restantes mesmo sem a entenderem a imitaram com prontidão e os copos bateram e as bocas saborearam, meu tenente, um muito especial cá da casa, um néctar!, e repetiram: aos planos, aos versos, aos desenhos, aos retratos, à sua vinda cá à quinta para a homenagem, à saúde do senhor tenente que é tão bem apessoado e isto até aos galos cantarem, meu Tenente. Todos muito alegres. Tudo muito feliz. Graças a si, meu Amigo.
Já se foram embora. Ficou a família. Foram uns belos dias estes, casa cheia, muita animação, alguns negócios fechados. Autênticas férias, meu Tenente! Mas agora preciso de ir ver os meus animais e falar com eles que eles gostam e ressentem-se quando a gente os põe de lado e caminhar por este rio abaixo e palmilhar encostas e sentir a terra e ouvir as águas e os pássaros e as vozes e as conversas simples das minhas gentes simples. Sem precisar de estar com a canseira de vasculhar outros nomes para dar ao que os bois têm na cabeça.
Botas calçadas, tacão batido, cumprimentos deste praça que muito O admira e respeita,
cnh
            perdi-me