O texto é comprido, mais comprida terá sido a espera. Não está desfocado. No fundo trata-se de Falta de Educação" se fosse com um professor caía o Carmo, mas com médicos "srs drs. o povo cala-se.
Comigo já aconteceu pior. Resunidamente; fui às uregências com intoxicação alimentar, como eram 2h da manhã o médico de serviço deu-me um calmante e mandou-me para um canto escuro. Já quase sem forças agarrei-me a quem passou porque me sentia a morrer, lá houve então outro médico que, urgentemente, me tratou. escapei! reclamei, a resposta foi " « que não podiam apressar o acto médico» e pronto!
Amigo André tive a sorte de ter sido bem atendida duas vezes no hospital de Faro, uma nas urgências e mandaram-me para a tal sala 10.
Como eu estava mesmo mal fui logo atendida, mas se tivesse de esperar 3 horas...
Claro que pedia o livro de reclamações.
Uma vez tive de pedir o famoso livro no Centro de Saúde de Castro Verde.
Não é que fui para lá às 10h da manhã e só fui atendida às 13.30? A essa hora a funcionária passou-me a justificação para a escola com a hora - 13.30.
Pois se eu tinha faltado a vários tempos da manhã como justificaria as faltas ao meu trabalho?
Começou um diálogo surrealista:
- Não pode ser porque o meu computador só põe a hora do atendimento.
- Ai sim então dê-me o livro de reclamações que eu escrevo e peço uma cópia para justificar as faltas.
- Não é preciso, vai à minha colega lá de dentro que o computador dela está preparado para isso, ela coloca-lhe a hora de chegada e a hora de atendimento.
- Já podia ter dito.
De facto, Olinda, dificilmente poderia ter havido um diálogo tão surreal... Apesar de haver problemas nos serviços, a verdade é que muitas das situações caricatas que vivemos não são responsabilidade de toda uma instituição mas sim de indivíduos que aí encontramos. É da responsabilidade da instituição o procedimento de cada um dos indivíduos que a compõe, mas se não houvesse pessoas tão ridiculamente pouco profissionais e tão preguiçosas, nem os responsáveis pelas instituições teriam de perder tempo precioso a resolver os problemas por elas criados, nem, sobretudo, os utentes teriam de viver pedaços de romances kafkianos... Profissionais destes deveram ser estudados pois, por mais que reflicta, não os consigo compreender. A falta de brio profissional e respeito pelo próximo ultrapassa os limites do compreensível.
Afixado por andrepacheco em novembro 22, 2007 10:42 AME, quanto a consequências, nada, como sempre...
Miséria de serviços públicos que temos no nosso país. E, ainda por cima, Portugal é dos países com maior taxa de funcinalismo público da UE. A qualidade da dita é que é pior...
Será justo informar que os responsáveis pelo serviço de defesa dos utentes do hospital já me contactaram e foram muito cordiais e preocupados. Esperemos que o seu esforço produza os resultados pretendidos de modo a que todos ganhemos com esse facto.
Afixado por andrepacheco em dezembro 19, 2007 06:31 PMNo privado também acontece coisas semelhantes e conheço cidadãos defensores de gestão privada e com seguros de saúde mas que saltimbancam à vontade nos dois sistemas, para quando a coisa entorta...
O português manso e inactivo abunda...ou entope-se os processos nos tribunais...e prescrevem...Mais vale estar vivo e com saúde...
seria interessante analisar tmabém as condições de trabalho dos médicos do SNS. Os horários desumanos, o trabalho não reconhecido, o controle absurdo sobre a QUANTIDADE de "actos médicos", a obrigatoriedade de "pôr o dedo" nas entradas e saídas de hospitais...etc.etc. s médicos também são humanos. E acreditemq ue se os professores se queixam com razão eles também têm as suas razões de queixa.Que são muitas...
Afixado por Navegante em abril 11, 2008 01:36 PM