Bela escolha, a dos amantes de Braque.
A legitimidade funda-se apenas na lei e há leis iníquas.
A memória é inteligente:serve-se de estratagemas para invocar o amor, ainda que fingido; reconhece a sua assepsia quando ele está ausente.
Como vai apresentar o menino? Despidinho, em fato de baptizado, de macacão ou de lenço branco debruado a sangue?
(gostaria de estar lá)
Felicidades
diz q sim, q tens de passar lá por casa para levantar o prémio :)
Afixado por vague em novembro 30, 2007 08:02 AMExcelente tradução de um poema belíssimo.Bjos
Afixado por amélia em novembro 30, 2007 12:56 PM"Aqueles que partilham lembranças
regressam à solidão, mal o silêncio se instala."
Gosto muito deste poema. Gosto muito de René Char.
Um beijo.
tão verdade!
gostei muito do poema.
Um tanto ou quanto sentimental, optimo para esta época :)
Beijoes
Afixado por Silvia em dezembro 2, 2007 12:46 AMMuito bom para a escolha e para a traução!
Boa semana!
E , na sequência do meu comentário sobre o teu post acerca de papelada, acrescento que era tão mais bonito e útil vir aqui só ler os teus preciosos poemas...
Beijos.
cxara, uma leitura da imagem e do poema tão convergente à minha conforta-me! Poderá dizer-se que afinal o poema é simples (se algum, e então de Char! o pode ser), mas não é, e a tradução que encontrei numa editora de referência indignou-me de tal modo, que me levou a fazer a minha própria troca de rosa.
Quanto ao menino, foi apresentado despidinho - com a ternura e o respeito e a procura de rigor que o livro e o menino e a autora merecem. Mas sem rendas! E estávamos entre amigos, alguns vieram de longe. E fez-se a festa que a Amélia merece :)
Um grande abraço
Ai, vague, a ti não posso dizer que não, mas sabes o que eu acho? Andam a tiranizar-nos com estas coisas!:) Passo na tua Marée Haute à noite, está bem? Agora estou em hora de almoço, a seguir trabalho,
Até logo!
Ainda bem que gostas, Amélia :) Tinhas visto as versões intermédias e opinado, tal como a Anita Assunção, mas não conhecias a versão final. Ao fim de um ano ou dois (já nem sei, só sei que não poderia ganhar a vida como tradutora) ficou assim. Traduzir é sempre trair, de facto, mas...
Afixado por soledade em dezembro 3, 2007 12:22 PMGraça, não há tanta gente assim a gostar de Char (ou a conhecê-lo), fico sempre feliz quando me encontro em boa compainha.
Um beijo
Maria, São, acho que o poema é muito verdade, sim. Não há afinal grande defesa contra o silêncio, a ausência, a distância. A memória - e as memórias construídas - não passam de estratagemas. Ainda que inteligentes, ciomo diz o cxara.
Um beijo às duas.
Sentimental, Sílvia? :) Não tinha pensado nisso.
Um beijinho, até breve
Renda, obrigada pela tua gentileza.Qualquer coisa será mais bonita do que a infindável papelada. Poupa-te. Não vai melhorar tão cedo.
Beijinho
A memória é inteligente mas o silêncio é implacável e como diz a Soledad, não há grande defesa para ele. Nem os ardis da memória.
A propósito de memória. Felicito o aniversário deste blog ao qual eu cheguei há pouco tempo por mero acaso. Feliz acaso.
Carlos, ando a ler uma antologia de poemas femininos japoneses dos séculos IX-XII. E em tantos desses poemas o silêncio têm esse carácter implacável contra o qual nada se pode, que fiquei impressionada. Talvez por isso me ocorreu publicar este "Fim" de Yao Feng, um poeta chinês contemporâneo que conheci há pouquinho.
Obrigada pelos parabéns :)
Um abraço