A escola transformou-se num escape da sociedade, sem escapatória para quem ensina!
Boa semana
Texto tão importante de reflexão - tão importante que já o reencaminhei para a minha lista de professores...Beijo amigo
Afixado por amelia em novembro 20, 2007 10:53 AMA euforia economicista das sociedades ditas democráticas teima em esmagar valores que gerações antes conquistaram. O ensino é mais um sector a ser afectado por essa febre generalizada onde na fundamentação das decisões políticas o aspecto económico sobe ao topo da pirâmide e os valores humanos escorregam por aí abaixo. Claro que a habilidade na argumentação oculta essas intenções disfarçadas com a bandeira da "modernidade",sustentações "técnicas" e "ciêntificas" , e outras. Até quando?
Afixado por Carlos Rodrigues em novembro 20, 2007 12:29 PMSoledade, demorei uns dias a ler este texto com a atenção que ele merecia...
Ser professor nos dias de hoje é muito difícil, não é? As engrenagens devoram tudo aquilo em que acreditamos. Não podemos deixar que o sonho entre nessa engrenagem, senão morremos...
Um beijo
Já é mais do que um escape, São, é uma importante engrenagem do sistema. E quando procuramos entender o absurdo, a violência, as inconsistências, o divórcio entre objectivos expressos e ocultos, é aterrorizador, porque apesar de tudo parece haver um sentido, um propósito, só que esquizofrénico. Estou muito desanimada...
Afixado por soledade em novembro 22, 2007 08:36 PMAinda bem, Amélia. Não o traduzi todo nem tive muito tempo para uma revisão cuidada da tradução, mas está o essencial para contextualizar, fazer História. Para entendermos. Encontrarmos formas de resistir.
Tinha-te dito que isto era novo, que nem nos tempos da velha senhora, o controle, a standardização, a transformação do ensino em trabalho não qualificado, o cercear da liberdade intelectual... Tu sabes.
Beijo
Até quando, Carlos? Não sei. Recordo um texto de Bourdieu em que se referia à fundamentação do actual sistema como mera ficção matemática.Isto vai acabar mal...
Um abraço
Muito difícil, Graça. Formar "mão de obra" e "capital humano" em vez de pessoas... Primo Levi dizia que uma das mais terríveis formas de violência e opressão a que um ser humano pode ser sujeito é ver-se impedido de fazer aquilo em que se realiza, aquilo para que tem aptidão, capacidades e preparação. Manter o sonho vivo não é simples. E às vezes consome tanta da nossa energia...
Obrigada pelas palavras de incentivo
Um beijo
Não partilho dos receios acerca da continuidade da escola. Ainda há excelentes escolas onde o saber se faz no rigor e na exigência do ser, ainda acredito na absoluta necessidade de comunidades de aprendizagem.
Mas também é verdade que muitas (talvez a maior parte)das escolas públicas estão transformadas em infernos ou nos seus simulacros. A responsabilidade é tanto do economicismo como do utopismo acrítico.
cxara, eu não me refiro tanto às escolas como à instituição Escola. Ela sobreviverá, sim, a questão é para quê. Todas as escolas, em meu entender, são públicas - prestam, ou deveriam prestar, serviço público. As estatais enfrentam hoje em dia um ataque imoral e sem precedentes; mas as privadas podem ser tão infernais como as suas congéneres estatais. Estou em boa posição para o saber. O problema está a montante: na política educativa imposta.
O utopismo acrítico é filho do economicismo. É barato, politicamente correcto e serve admiravelmente os interesses do primeiro.
Tudo o que resta éa resistência individual e de pequenos grupos, ilhas, uma ou outra escola, segmentos mínimos. Em contra-ciclo.
Um abraço, cxara
Não quer alinhar na luta contra a violência de género em 25/11/2007? Espero-a!
Saudações!
Gostei muito da sua ideia de todas as escolas serem públicas. Entendo a Escola,tal como disse, como comunidade de aprendizagem, partilha de saberes, formação da "humanidade do homem".A política educativa actual tanto é a unidimensionalização dos alunos, quanto a promoção da ignorância (e da ignorância presumida), quanto um ataque patético e brutal aos professores.
Como é que o utopismo acrítico é filho do economicismo?
Um abraço; bom fim-de-semana;
obrigado pelo que escreve e pela relevância que dá aos seus leitores.
(Hoje de manhã, finalmente, havia brumas espreguiçando-se ao sol tímido. Viu-as?)
São, manifestei-me no Sapo, depois vi que o seu blogue estava agora no blogspot: http://saobanza.blogspot.com/
Claro que me junto ao protesto contra a violência doméstica, uma das insidiosas e camufladas formas de agredir.
Um abraço amigo
Cxara, estamos de acordo! Vejo o utopismo acrítico como filho do economicismo pelo que digo no minha réplica anterior ao seu comentário. Mas voltarei a isto. Agora vou colher a última réstea de sol do domingo.
Um abraço, boa semana!
Este ano, em especial , costumo dizer , por brincadeira (???!!!) que estou na Escola horas e horas e horas sem fim a tratar de papéis e, por acaso, dou uma aula de 90 minutos... nada mais que por acaso...
Não foi para isto...pois não??? Não devia ser esse o nosso "papel"...
Grande abraço...
Renda, quando conseguimos dar uma aula, é mesmo como dizes: nada mais que por acaso. Um inferno!
Haja forças...
Beijinho