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LORIGA


40º 19' N 7º 41'O

Gentílico - Loricense ou loriguense
Concelho - Seia
Área - 36,52 km²
População - 1 367 hab. (2005)
Densidade - 37,51 hab./km²
Orago - Santa Maria Maior
Código postal - 6270

Apelidada de "Suíça Portuguesa", é a vila mais
alta de Portugal.

Loriga é uma vila e freguesia portuguesa do concelho de
Seia, distrito da
Guarda. Tem
36,52 km² de área, 1 367 habitantes (2005) e densidade
populacional de 37,51
hab/km². Tem uma
povoação anexa, o Fontão.
Loriga encontra-se a 20 km de Seia, 80km da Guarda e
300km de Lisboa. A vila
é directamente acessível
pela EN 231, e indirectamente pela EN338, e tem acesso
directo à Lagoa
Comprida, pela referida EN338,
estrada concluída em 2006, seguindo um traçado
pré-existente e
pré-projectado há mais de quarenta anos,
com um percurso de 9,2 km de paisagens deslumbrantes,
entre as cotas 960m
(Portela de Loriga,também
conhecida por Portela do Arão) e 1650m, junto à Lagoa
Comprida.

É conhecida há décadas como a "Suíça Portuguesa" devido
à sua extraordinária
localização geográfica. Está
situada a cerca de 770m de altitude,na sua parte urbana
mais baixa, rodeada
por montanhas, das quais se
destacam a Penha dos Abutres (1828m de altitude) e a
Penha do Gato (1771m),
e é abraçada por dois
cursos de água: a Ribeira de Loriga e a Ribeira de
S.Bento, que se unem
depois da E.T.A.R. para formarem
um dos maiores afluentes do Rio Alva.A montante da vila,
a Ribeira de Loriga
recebe também o Ribeiro da
Nave, um afluente que tem um curso extraordinário e
passa por uma das zonas
mais belas do Vale de
Loriga, incluíndo os famosos Bicarões, cascatas a alta
altitude junto das
quais se encontra uma conhecida
quinta.

A vila está dotada de uma ampla gama de infrastrutras
físicas e culturais,
que abrangem todas as àreas e
todos os grupos etários, das quais se destacam, por
exemplo, o Grupo
Desportivo Loriguense, fundado em
1934, a Sociedade Recreativa e Musical Loriguense,
fundada em 1905, os
Bombeiros Voluntários de
Loriga, criados em 1982, cujos serviços se desenvolvem
na àrea equivalente
ao antigo concelho de Loriga, a
Casa de Repouso Nª. Srª. da Guia, uma das últimas obras
sociais de relevo, e
a Escola C+S Dr. Reis
Leitão. Em Março de 2007 iniciaram-se as obras do novo
Quartel dos Bombeiros
Voluntários, edifício que se prevê concluído durante o
primeiro semestre de
2008.
Ao longo do ano celebram-se de maneira especial o Natal,
a Páscoa (com a
Amenta das Almas) e festas
em honra de Sto. António (durante o mês Junho) e S.
Sebastião (durante o mês
de Julho), com as
respectivas mordomias e procissões. Porém, o ponto mais
alto das
festividades religiosas é a festa dedicada
à padroeira dos emigrantes loricenses, Nª. Srª. da Guia,
que se realiza
todos os anos, no primeiro Domingo
de Agosto. No segundo Domingo, tem lugar a festa em
honra de Nª. Srª. da
Ajuda, no Fontão de Loriga.

Breve história

Fundada originalmente no alto de uma colina entre
ribeiras onde hoje existe
o centro histórico da vila. O
local foi escolhido há mais de dois mil e seiscentos
anos devido à
facilidade de defesa (uma colina entre
ribeiras), à abundância de água e de pastos, bem como ao
facto de a as
terras mais baixas providenciarem
alguma caça e condições mínimas para a prática da
agricultura. Desta forma
estavam garantidas as
condições mínimas de sobrevivência para uma população e
povoação com alguma
importância.

O nome veio da localização estratégica da povoação, do
seu protagonismo e
dos seus habitantes nos
Hermínios (actual Serra da Estrela) na resistência
lusitana, o que levou os
romanos a porem-lhe o nome de
Lorica (antiga couraça guerreira), de que derivou
Loriga, palavra que tem o
mesmo significado. Os
Hermínios eram o coração e a maior fortaleza da
Lusitânia. É um facto que os
romanos lhe deram o nome
de Lorica, e deste nome derivou Loriga (derivação
iniciada pelos Visigodos)
e que tem o mesmo significado.
É um caso raro, em Portugal, de um nome bi-milenar.
Situada na parte Sudoeste da Serra da Estrela, a sua
beleza paisagística é o
principal atractivo de
referência. Os socalcos e sua complexa rede de irrigação
são um dos grandes
ex-libris de Loriga, uma obra
gigantesca construída pelos loricenses ao longo de
muitas centenas de anos e
que transformou um vale belo
mas rochoso num vale fértil. É uma obra que ainda hoje
marca a paisagem do
belíssimo Vale de Loriga,
fazendo parte do património histórico da vila e é
demonstrativa do génio dos
seus habitantes.

Em termos de património histórico, destacam-se também a
ponte e a estrada
romanas (século I a.C.), uma
sepultura antropomórfica (século VI a.C.), a Igreja
Matriz (século XIII,
reconstruída), o Pelourinho (século
XIII,reconstruído), o Bairro de São Ginês (São Gens) com
origem anterior à
chegada dos romanos e a Rua
de Viriato. A Rua da Oliveira, pela sua peculiaridade,
situada na área mais
antiga do centro histórico da vila,
recorda algumas das características urbanas da época
medieval. A estrada
romana e uma das duas pontes (a
outra ruiu no século XVI após uma grande cheia na
Ribeira de S. Bento), com
as quais os romanos ligaram
Lorica, na Lusitânia, ao restante império, merecem
destaque. A tradição
local e diversos antigos documentos
apontam Loriga como berço de Viriato, e no início do
século XX existiu mesmo
um movimento loriguense
para lhe erigir um estátua na vila, o que não chegou a
concretizar-se.O
documento mais famoso,embora não
seja o mais antigo, que fala de Loriga como sendo
terra-natal de Viriato, é
o livro manuscrito História da
Lusitânia, escrito pelo Bispo Mor do Reino em 1580.A
actual Rua de Viriato,
na parte mais antiga do centro
histórico da vila, já tinha esse nome no século XII.

O Bairro de São Ginês (S.Gens) é um ex-libris de Loriga
e nele destaca-se a
capela de Nossa Senhora do
Carmo, construída no local de uma antiga ermida
visigótica precisamente
dedicada àquele santo ao qual os
loricenses passaram a chamar S.Ginês, talvêz por este
nome ser mais fácil de
pronunciar (aliás não existe
nenhum santo com o nome de Ginês).
Quando os romanos chegaram, a povoação estava dividida
em dois núcleos. O
maior, mais antigo e principal, situava-se na área onde
hoje existem a
Igreja Matriz e parte da
Rua de Viriato e estava fortificado com muralhas e
paliçada. No local do
actual Bairro de S.Ginês existiam
já algumas habitações encostadas ao promontório rochoso,
em cima do qual os
Visigodos construíram mais
tarde uma ermida dedicada àquele santo.

Loriga era uma paróquia pertencente à Vigariaria do
Padroado Real e a Igreja
Matriz foi mandada construir
em 1233 pelo rei D. Sancho II. Esta igreja, cujo orago
era já o de Santa
Maria Maior e que se mantém, foi
construída no local de outro antigo e pequeno templo, do
qual foi
aproveitada uma pedra com inscrições
visigóticas, que está colocada na porta lateral virada
para o adro. De
estilo românico, com três naves, e
traça exterior lembrando a Sé Velha de Coimbra, esta
igreja foi destruída
pelo sismo de 1755, dela restando
apenas partes das paredes laterais.
O sismo de 1755 provocou enormes estragos na vila, tendo
arruinado também a
residência paroquial e
aberto algumas fendas nas robustas e espessas paredes do
edifício da Câmara
Municipal construído no
século XIII. Um emissário do Marquês de Pombal esteve em
Loriga a avaliar os
estragos mas, ao contrário
do que aconteceu com a Covilhã (outra localidade serrana
muito afectada),
não chegou do governo de
Lisboa qualquer auxílio.

Loriga é uma vila industrial (têxtil) desde o início do
século XIX. Chegou a
ser uma das localidades mais
industrializadas da Beira Interior, e a actual sede de
concelho só conseguiu
suplantá-la quase em meados do
século XX. Tempos houve em que só a Covilhã ultrapassava
Loriga no número de
empresas. Nomes de
empresas, tais como: Regato, Redondinha, Fonte dos
Amores, Tapadas, Fândega,
Leitão & Irmãos,
Augusto Luis Mendes, Lamas, Nunes Brito, Moura Cabral,
Lorimalhas, etc,
fazem parte da rica história
industrial desta vila. A principal e maior avenida de
Loriga tem o nome de
Augusto Luís Mendes, o mais
destacado dos antigos industriais loricenses. Apesar de,
por exemplo, dos
maus acessos que se resumiam à
velhinha estrada romana de Lorica, com dois mil anos, o
facto é que os
loriguenses transformaram Loriga
numa vila industrial progressiva, o que confirma o seu
génio.

Mas, Loriga acabou por ser derrotada por um
inimigo político e administrativo, local e nacional,
contra o qual teve que
lutar desde o século XIX.
A história da vila de Loriga é, aliás, um exemplo das
consequências que os
confrontos de uma guerra civil
podem ter no futuro de uma localidade e de uma região.
Loriga tinha a
categoria de sede de concelho desde
o século XII, tendo recebido forais em 1136 (João
Rhânia, senhorio das
Terras de Loriga durante cerca de
duas décadas, no reinado de D.Afonso Henriques), 1249
(D.Afonso III ), 1474
( D.Afonso V ) e 1514 (
D.Manuel I ), mas, por ter apoiado os chamados
Absolutistas contra os
Liberais na guerra civil portuguesa,
teve o castigo de deixar de ser sede de concelho em
1855. A conspiração
movida por desejos
expansionistas da localidade que beneficiou com o facto,
precipitou os
acontecimentos. Tratou-se de um
grave erro político e administrativo; foi, no mínimo, um
caso de injusta
vingança política, numa época em que
não existia democracia e reinavam o compadrio e a
corrupção e assim, começou
o declínio de toda a região
de Loriga (antigo concelho de Loriga).
A área onde existem as actuais freguesias de Alvoco da
Serra, Cabeça, Sazes
da Beira, Teixeira, Valezim,
Vide, e as mais de trinta povoações anexas, pertenceu ao
Município
Loricense. A vila de Loriga situa-se a
vinte quilómetros da actual sede de concelho (Seia) e
algumas freguesias da
sua região, situam-se a uma
distância muito maior.
A Região de Loriga, área do antigo Município Loricense,
constitui também a
Associação de Freguesias da
Serra da Estrela, com sede na vila de Loriga.
Loriga e a sua região possuem enormes potencialidades
turísticas e as únicas
pistas e estância de esqui
existentes em Portugal estão localizadas na área da
freguesia da vila de
Loriga.
Se nada de verdadeiramente eficaz for feito, começando
pela vila de Loriga,
esta região estará desertificada
dentro de poucas décadas, o que, tal como em relação a
outras relevantes
terras históricas do interior do
país, será com certeza considerado como uma vergonha
nacional. Confirmaria
também a óbvia existência de
graves e sucessivos erros nas políticas de coesão,
administração e
ordenamento do território. Para evitar tal
situação, vergonhosa para o país, é necessário no mínimo
por em prática o
que já é reconhecido no papel:
desenvolver a vila de Loriga, pólo e centro da região.

A rua da Oliveira é uma rua situada no centro histórico
da vila. A sua
escadaria tem cerca de 100 degraus
em granito, o que lhe dá características peculiares.
Esta rua recorda muitas
das características urbanas
medievais do centro histórico da vila de Loriga.

O bairro de São Ginês é um bairro do centro histórico de
Loriga cujas
caracteristicas o tornam num dos
bairros mais conhecidos e típicos da vila. As melhores
festas de São João
eram feitas aqui. Curioso é o facto
de este bairro do centro histórico da vila dever o nome
a São Gens, um santo
de origem céltica matirizado
em Arles, na Gália, no tempo do imperador Diocleciano,
orago de uma ermida
visigótica situada na área.
Com o passar dos séculos os loricenses mudaram o nome do
santo para S.Ginês,
talvez por ser mais fácil
de pronunciar. Este núcleo da povoação, que já esteve
separado do principal
e mais antigo, situado mais
abaixo, é anterior à chegada dos romanos.

Loriga celebrou acordo de geminação com:
• A vila, actual cidade de Sacavém, no concelho de
Loures, em 1 de Junho de
1996.



Afixado por LORIGA em dezembro 4, 2007 05:42 PM

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Afixado por Super Bock em dezembro 6, 2007 12:18 PM

LORIGA - * LORICA LUSITANORUM CASTRUM EST - História concisa de Loriga

LORIGA - * LORICA LUSITANORUM CASTRUM EST - História concisa de
Loriga


Loriga é uma vila e freguesia portuguesa,situada
na Serra da Estrela, distrito da Guarda. Tem 36,52 km² de área, e
densidade populacional de 37,51 hab/km².
Loriga encontra-se a 80km da Guarda e 300km de Lisboa.
A vila é acessível pela EN 231, e tem acesso à Torre
pela EN 338, seguindo
um traçado projectado décadas atrás, com um percurso de 9.2
km de paisagens deslumbrantes, entre as cotas
960m (Portela de Loriga) e 1650m, junto à Lagoa
Comprida onde entronca com a EN 339.
A àrea urbana da vila encontra-se a uma altitude
que varia entre os 700m e os 900m.

Gentílico:Loricense ou loriguense
Orago:Santa Maria Maior
Código Postal:6270

Há décadas foi chamada a "Suíça Portuguesa" devido às
características da sua belíssima paisagem. Está
situada a partir de 700m de altitude, rodeada por
montanhas,todas com mais de 1500m de altitude
das quais se destacam a Penha dos
Abutres (1828m de altitude) e a Penha do Gato
(1771m), e é abraçada por dois cursos de água: a
Ribeira de Loriga e a Ribeira de S.Bento,as quais
se unem depois da E.T.A.R. da vila.A Ribeira de
Loriga é um dos afluentes do Rio Alva.

Vila
A vila está dotada de uma ampla gama de infrastrutras,como por exemplo,a
Escola C+S Dr.Reis Leitão,a
Banda de Música Filarmónica de Loriga, fundada em 1905, o corpo de
Bombeiros Voluntários de
Loriga, cujos serviços se desenvolvem na àrea do antigo Município
Loricense, a Casa de
Repouso Nª. Srª. da Guia, uma das últimas obras sociais de relevo,a
Associação Loricense de Apoio
à Terceira Idade,o Grupo Desportivo Loricense,fundado em 1934,Posto da
GNR,Correios,serviços bancários,
farmácia,Escola EB1 e pré-escolar, praia fluvial,estância de esqui (única
em Portugal),etc .
Ao longo do ano celebram-se de maneira especial o Natal, a Páscoa (com a
tradicional Amenta das Almas) e
festas em honra de S. António (durante o mês Junho) e S. Sebastião
(durante o mês de Julho), com as
respectivas mordomias e procissões. Porém, o ponto mais alto das
festividades religiosas é a festa
dedicada NªSrª da Guia, padroeira da diáspora loricense, que se realiza
todos os anos, no primeiro
Domingo de Agosto.

Acordos de geminação:
Loriga celebrou acordo de geminação com:
A vila, actual cidade de Sacavém, no concelho de Loures, em 1 de Junho de
1996.

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História concisa de Loriga
Lorica,foi o nome dado pelos Romanos a Lobriga, povoação que foi,nos
Hermínius(actual Serra da Estrêla),um forte bastião lusitano contra os
invasores romanos.Os Hermínius foram a maior fortaleza lusitana e Lorica
situada no coração dessa fortaleza,perto do ponto mais alto.Lorica,do
latim,é nome de antiga couraça guerreira,de que derivou Loriga,com o mesmo
significado.Os próprios soldados e legionários romanos usavam Lorica.Os
Romanos puseram-lhe tal nome,devido à sua posição estratégica na serra,e
ao seu protagonismo durante a guerra com os Lusitanos(* LORICA LUSITANORUM
CASTRUM EST).É um caso raro de um nome que se mantém praticamente
inalterado há dois mil anos,sendo altamente significativo da antiguidade e
da história da povoação(por isso,a couraça é a peça central e principal do
brasão histórico da vila).
A povoação foi fundada estratégicamente no alto de uma colina,entre duas
ribeiras,num belo vale de origem glaciar.Desconhece-se,como é evidente,a
longínqua data da sua fundação,mas sabe-se que a povoação existe há mais
de dois mil e seiscentos anos,e surgiu originalmente no mesmo local onde
hoje está o centro histórico da vila.No Vale de Loriga,onde a presença
humana é um facto há mais de cinco mil anos,existem actualmente,além da
vila,as aldeias de Cabeça,Muro,Casal do Rei,e Vide.
Da época pré- romana existe,por exemplo uma sepultura antropomórfica com
mais de dois mil anos,num local onde existiu um antigo santuário,numa
época em que o nome da povoação era Lobriga,etimologia de evidente origem
céltica.Lobriga,foi uma importante povoação fortificada,Celta e
Lusitana,na serra.
A tradição local,e diversos antigos documentos,apontam Loriga como tendo
sido berço de Viriato,que nasceu,sem dúvida,nos Hermínius,onde foi pastor
desde criança.É interessante a descrição existente no livro manuscrito
História da Luzitânia,do Bispo-Mor do Reino(1580):"...Sucedeu o pastor
Viriato,natural de Lobriga,hoje a villa de Loriga,no cimo da Serra da
Estrêla,Bispado de Coimbra,ao qual,aos quarenta annos de idade,aclamarão
Rey dos Luzitanos,e casou em Évora com huma nobre senhora no anno
147...".A rua principal, da àrea mais antiga do centro histórico da vila
de Loriga,tem o nome de Viriato,em sua homenagem.
Ainda hoje existem partes da estrada,e uma das duas pontes(século I
a.C.),com que os Romanos ligaram Lorica ao restante império.A ponte romana
ainda existente,sobre a Ribeira de Loriga,está em bom estado de
conservação,e é um bom exemplar da arquitectura da época.
A estrada romana ligava Lorica a Egitânia (Idanha-a-Velha),Talabara
(Alpedrinha),Sellium (Tomar),Scallabis (Santarém),Olisipo (Lisboa) e a
Longóbriga (Longroiva),Verurium (Viseu),Balatucelum (Bobadela),Conímbriga
(Condeixa-a-Velha)e Aeminium (Coimbra).
Quando os romanos chegaram,a povoação estava dividida em dois núcleos
separados por poucas centenas de metros.O maior,mais antigo e principal
situava-se na àrea onde hoje existem a Igreja Matriz e parte da Rua de
Viriato,sendo defendido por muros e paliçadas.O outro núcleo,constituído
apenas por algumas habitações,situava-se mais acima junto a um pequeno
promontório rochoso,em cima do qual mais tarde os Visigodos construíram
uma ermida dedicada a S.Gens.
Com o domínio romano,cresceu a importância de Lorica,uma povoação castreja
que recebeu populações de castros existentes noutros locais dos
Hermínius,e que entretanto foram abandonados.Isso aconteceu porque esses
castros estavam localizados em sítios onde a única vantagem existente era
a facilidade de defesa.Sítios que,ao contrário de Lorica,eram apenas um
local de refúgio,onde as habitações estavam afastadas dos recursos
necessários à sobrevivência,tais como àgua e solos aráveis.Um desses
castros abandonados,e cuja população se deslocou para Lorica,situava-se no
ainda conhecido Monte do Castelo,ou do Castro,perto da Portela de
Loriga.No século XVIII ainda eram visíveis as ruínas das fundações das
habitações que ali existiram,mas actualmente no local apenas se vêem
pedras soltas.
Loriga,foi também importante para os Visigodos,os quais deixaram uma
ermida dedicada a S.Gens,um santo de origem céltica,martirizado em
Arles,na Gália,no tempo do imperador Diocleciano.A ermida sofreu obras de
alteração e o orago foi substituído, passando a ser de Nossa Senhora do
Carmo.Com a passagem dos séculos,os loricenses passaram a conhecer o santo
por S.Ginês,hoje nome de bairro neste local do actual centro histórico da
vila.A actual derivação do nome romano,Loriga,começou a ser usada pelos
Visigodos.
A Igreja Matriz tem,numa das portas laterais,uma pedra com inscrições
visigóticas,aproveitada de um antigo pequeno templo existente no local
quando da construção datada de 1233.A antiga igreja,era um templo românico
com três naves,a traça exterior era semelhante à da Sé Velha de
Coimbra,tinha o tecto e abóbada pintados com frescos,e, quando foi
destruída pelo sismo de 1755,possuía nas paredes,quadros da escola de Grão
Vasco.Da primitiva igreja românica do século XIII restam partes das
paredes laterais.
Desde a reconquista cristã, que Loriga esteve sob a exclusiva influência
administrativa e eclesiástica de Coimbra,pertencendo também à Coroa e à
Vigariaria do Padroado Real,e foi o próprio rei(na época D.Sancho II)que
mandou construír a Igreja Matriz,cujo orago era,tal como hoje,de Santa
Maria Maior.Na segunda metade do século XII já existia a paróquia de
Loriga,e os fieis dos então poucos e pequenos lugares ou "casais" dos
arredores,vinham à vila assistir aos serviços religiosos.Alguns desses
lugares,hoje freguesias,foram,a partir do século XVI,adquirindo alguma
autonomia religiosa,começando por Alvoco,e seguindo-se Vide,Cabeça e
Teixeira.
A vila de Loriga,recebeu forais de João Rhânia(senhorio das Terras de
Loriga durante cerca de duas décadas,no tempo de D.Afonso Henriques)em
1136,de D.Afonso III em 1249,de D.Afonso V em 1474,e recebeu foral novo de
D.Manuel I em 1514.
Com D.Afonso III,a vila recebeu o primeiro foral régio,e em 1474,D.Afonso
V doou Loriga ao fidalgo Àlvaro Machado,herdeiro de Luís Machado,que era
também senhor de Oliveira do Hospital e Sandomil,doação confirmada em
1477, e mais tarde por D.Manuel I.No entanto,após a morte do referido
fidalgo,a vila voltou definitivamente aos bens da Coroa.No século XII,o
concelho de Loriga abrangia a àrea compreendida entre a Portela de
Loriga(hoje também conhecida por Portela do Arão)e Pedras
Lavradas,incluindo as àreas das actuais freguesias de Alvoco da
Serra,Cabeça,Teixeira,e Vide.Na primeira metade do século XIX,em 1836,o
concelho de Loriga passou a incluír Valezim e Sazes da
Beira.Valezim,actual aldeia histórica,recebeu foral em 1201,e o concelho
foi extinto em 1836,passando a pertencer ao de Loriga. Alvoco da Serra
recebeu foral em 1514 e Vide recebeu foral no século XVII,mas voltaram a
ser incluídas no concelho de Loriga em 1828 e 1834 respectivamente,também
no início do século XIX.As sete freguesias que ocupam a àrea do antigo
município loricense, constituem actualmente a denominada Região de
Loriga.Essas freguesias constituem também a Associação de Freguesias da
Serra da Estrela,com sede na vila de Loriga.
Loriga,é uma vila industrializada(têxtil) desde o início do século
XIX,quando "aderiu" à chamada revolução industrial,mas,já no século XVI os
loricenses produziam bureis e outros panos de lã.Loriga,chegou a ser uma
das localidades mais industrializadas da Beira Interior,e a actual sede de
concelho só conseguiu ultrapassá-la em meados do século XX.Tempos houve em
que só a Covilhã ultrapassava Loriga em número de empresas.Demonstrativo
da genialidade dos loricenses,é que tudo isso aconteceu apesar dos acessos
difíceis à vila,os quais até à década de trinta do século XX,se resumiam à
velhinha estrada romana de Lorica,contruída no século I antes de
Cristo.Nomes de empresas,tais como Regato,Fândega,Leitão &
Irmãos,Redondinha,Tapadas,Augusto Luís Mendes,Moura
Cabral,Lorimalhas,Lages Santos,Nunes Brito,etc,fazem parte da rica
história industrial desta vila.A maior e principal avenida de Loriga tem o
nome de Augusto Luís Mendes,o mais destacado dos antigos industriais
loricenses.
Mais tarde,a metalurgia,a pastelaria,e mais recentemente,o turismo (Loriga
tem enormes potencialidades turisticas),passaram a fazer parte dos pilares
da economia da vila.
Outra prova do génio loricense é um dos exlíbris de Loriga,os inúmeros
socalcos e a sua complexa rede de irrigação,construídos ao longo de muitas
centenas de anos,e que transformaram um vale belo mas rochoso,num vale
fértil.
Mas, Loriga acabou por ser derrotada por um inimigo político e
administrativo, local e
nacional, contra o qual teve que lutar desde meados do século XIX.
A história da vila de Loriga é, aliás, um exemplo das consequências que os
confrontos de uma guerra civil podem ter no futuro de uma localidade e de
uma região. Loriga tinha a
categoria de sede de concelho desde o século XII, tendo mas, por ter
apoiado os chamados Absolutistas contra os Liberais na guerra civil
portuguesa, teve o castigo de deixar de ser sede de concelho em 1855. A
conspiração movida
por desejos expansionistas da localidade que beneficiou com o facto,
precipitou os acontecimentos. Tratou-se de um grave erro
político e administrativo; foi, no mínimo, um caso de injusta vingança
política, numa época em que não existia democracia e reinavam o compadrio
e a corrupção, e assim começou o declínio de toda a região de Loriga
(antigo concelho de Loriga).
Se nada de verdadeiramente eficaz for feito, começando pela vila de
Loriga, esta região estará desertificada dentro de poucas décadas, o que,
tal como em relação a outras relevantes terras históricas do interior do
país, será com certeza considerado como uma vergonha nacional.
Confirmaria também a óbvia existência de graves e sucessivos erros nas
políticas de coesão,
administração e ordenamento do território. Para evitar tal situação,
vergonhosa para o país, é
necessário no mínimo por em prática o que já é reconhecido no papel:
desenvolver a vila de Loriga, pólo e centro da região.
Em Loriga existem a única estância e pistas de esqui existentes em
Portugal.Loriga,é a capital da neve em Portugal.
( Apontamento conciso sobre a história da vila de Loriga )
Loriga@site2003
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Afixado por Ricky em dezembro 7, 2007 10:28 PM

LORIGA E SACAVÉM - LOCALIDADES GEMINADAS

Sacavém, foi o destino preferido para muitos loricenses, entre as
décadas de quarenta e de setenta do século XX.
Estes loricenses,que,com muita dor, tiveram que deixar a sua terra
para procurar uma vida melhor,tiveram um papel fundamental no
desenvolvimento da então vila de Sacavém.
Sacavém,tornou-se a localidade,depois da vila de Loriga,com maior
número de loricenses residentes.Com o tempo,alguns destes loricenses
e seus descendentes,foram-se espalhando por outras localidades dos
arredores de Lisboa, e pela capital.
Em 5 de Março de 1987,um grupo destes dinâmicos loricenses,fundaram
em Sacavém,a ANALOR,Associação dos Naturais e Amigos de Loriga.Esta
associação foi desde logo apoiada pela autarquia local,em
reconhecimento pelo papel desempenhado pelos loricenses em Sacavém.
Em 1 de Junho de 1996,foi assinado entre as autarquias das vilas de
Loriga e Sacavém,um protocolo de geminação entre as duas
localidades.Esta consequência da mútua afectividade
existente,coincidiu com a inauguração da nova sede da ANALOR,sede
que não existiria sem o apoio da autarquia sacavenense.Outra
coincidência,foi o facto de estar a decorrer a 8ª Semana Serrana,um
evento cultural de grande qualidade, organizado anualmente em
Sacavém pela ANALOR.Esta prestigiada associação,publica regularmente
o jornal Garganta de Loriga,grande pólo de união e comunicação entre
os loricenses espalhados pelo mundo.
A ANALOR,é uma associação fundamental para a vila de Loriga e para
os loricenses.

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Associação dos Naturais e Amigos de Loriga

Esta prestigiada associação foi fundada em 1987 por loricenses dos
tais que,por conta própria ou dentro de qualquer instituição ou
associação loricense,trabalham incansávelmente para promover a sua
terra-natal e contribuir para a resolução dos poblemas que a
afectam.Loriga deve muito a estes loricenses que,embora não residam
na vila,têm lá os seus corações e as suas almas,aqueles que
desenvolvem permanentemente um imenso trabalho pessoal ou colectivo
(conforme a opção) pela terra que os viu nascer.
A A.N.A.L.O.R publica um jornal,o Garganta de Loriga,que é um
importante meio de comunicação entre os loricenses espalhados pelo
país e pelo mundo.
Foi o jornal Garganta de Loriga que,pela escrita de um grande
Loricense,acordou os naturais desta vila serrana para a sua história
mais antiga.

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LORIGA

40º 19' N 7º 41'O

Gentílico - Loricense ou loriguense

Área - 36,52 km²
População - 1 367 hab. (2005)
Densidade - 37,51 hab./km²
Orago - Santa Maria Maior
Código postal - 6270

Apelidada de "Suíça Portuguesa", é a vila mais
alta de Portugal.
Loriga é uma vila e freguesia portuguesa do distrito da Guarda. Tem 36,52
km² de área, 1 367 habitantes (2005) e densidade populacional de 37,51
hab/km². Tem uma povoação anexa, o Fontão.

Loriga encontra-se a 80km da Guarda e 300km de Lisboa. A vila é
directamente acessível
pela EN 231, e indirectamente pela EN338, e tem acesso directo à Lagoa
Comprida, pela referida EN338,estrada concluída em 2006, seguindo um
traçado pré-existente e pré-projectado há mais de quarenta anos,com um
percurso de 9,2 km de paisagens deslumbrantes, entre as cotas 960m
(Portela de Loriga,também conhecida por Portela do Arão) e 1650m, junto à
Lagoa Comprida.

É conhecida há décadas como a "Suíça Portuguesa" devido à sua
extraordinária localização geográfica. Está situada a cerca de 770m de
altitude,na sua parte urbana mais baixa, rodeada
por montanhas, das quais se destacam a Penha dos Abutres (1828m de
altitude) e a Penha do Gato (1771m),e é abraçada por dois cursos de água:
a Ribeira de Loriga e a Ribeira de S.Bento, que se unem depois da E.T.A.R.
para formarem um dos maiores afluentes do Rio Alva.A montante da vila, a
Ribeira de Loriga recebe também o Ribeiro da Nave, um afluente que tem um
curso extraordinário e passa por uma das zonas mais belas do Vale de
Loriga, incluíndo os famosos Bicarões, cascatas a alta altitude junto das
quais se encontra uma conhecida quinta.

A vila está dotada de uma ampla gama de infrastrutras físicas e
culturais,que abrangem todas as àreas e todos os grupos etários, das quais
se destacam, por exemplo, o Grupo
Desportivo Loriguense, fundado em 1934, a Sociedade Recreativa e Musical
Loriguense,
fundada em 1905, os Bombeiros Voluntários de
Loriga, criados em 1982, cujos serviços se desenvolvem na àrea equivalente
ao antigo concelho de Loriga, a Casa de Repouso Nª. Srª. da Guia, uma das
últimas obras sociais de relevo, e a Escola C+S Dr. Reis
Leitão.
Ao longo do ano celebram-se de maneira especial o Natal, a Páscoa (com a
Amenta das Almas) e festas em honra de Sto. António (durante o mês Junho)
e S. Sebastião (durante o mês de Julho), com as respectivas mordomias e
procissões. Porém, o ponto mais alto das festividades religiosas é a festa
dedicada à padroeira dos emigrantes loricenses, Nª. Srª. da Guia, que se
realiza todos os anos, no primeiro Domingo
de Agosto. No segundo Domingo, tem lugar a festa em honra de Nª. Srª. da
Ajuda, no Fontão de Loriga.

Breve história

Fundada originalmente no alto de uma colina entre ribeiras onde hoje
existe o centro histórico da vila. O local foi escolhido há mais de dois
mil e seiscentos anos devido à facilidade de defesa (uma colina entre
ribeiras), à abundância de água e de pastos, bem como ao facto de a as
terras mais baixas providenciarem alguma caça e condições mínimas para a
prática da agricultura. Desta forma
estavam garantidas as condições mínimas de sobrevivência para uma
população e povoação com alguma importância.

O nome veio da localização estratégica da povoação, do seu protagonismo e
dos seus habitantes nos Hermínios (actual Serra da Estrela) na resistência
lusitana, o que levou os
romanos a porem-lhe o nome de Lorica (antiga couraça guerreira), de que
derivou Loriga, palavra que tem o mesmo significado. Os Hermínios eram o
coração e a maior fortaleza da
Lusitânia. É um facto que os romanos lhe deram o nome de Lorica, e deste
nome derivou Loriga (derivação iniciada pelos Visigodos) e que tem o mesmo
significado.
É um caso raro, em Portugal, de um nome bi-milenar,e a Lorica é a peça
principal do brasão da vila.
Situada na parte Sudoeste da Serra da Estrela, a sua beleza paisagística é
o principal atractivo de referência. Os socalcos e sua complexa rede de
irrigação são um dos grandes ex-libris de Loriga, uma obra gigantesca
construída pelos loricenses ao longo de muitas centenas de anos e
que transformou um vale belo mas rochoso num vale fértil. É uma obra que
ainda hoje marca a paisagem do belíssimo Vale de Loriga,fazendo parte do
património histórico da vila e é
demonstrativa do génio dos seus habitantes.

Em termos de património histórico, destacam-se também a ponte e a estrada
romanas (século I a.C.), uma sepultura antropomórfica (século VI a.C.), a
Igreja Matriz (século XIII,reconstruída), o Pelourinho (século
XIII,reconstruído), o Bairro de São Ginês (São Gens) com origem anterior à
chegada dos romanos e a Rua de Viriato. A Rua da Oliveira, pela sua
peculiaridade, situada na área mais antiga do centro histórico da
vila,recorda algumas das características urbanas da época medieval. A
estrada romana e uma das duas pontes (a outra ruiu no século XVI após uma
grande cheia na
Ribeira de S. Bento), com as quais os romanos ligaram Lorica, na
Lusitânia, ao restante império, merecem destaque. A tradição local e
diversos antigos documentos apontam Loriga como berço de Viriato, e no
início do século XX existiu mesmo um movimento loricense para lhe erigir
um estátua na vila, o que não chegou a
concretizar-se.O documento mais famoso,embora não
seja o mais antigo, que fala de Loriga como sendo terra-natal de Viriato,
é o livro manuscrito História da Lusitânia, escrito pelo Bispo Mor do
Reino em 1580.A actual Rua de Viriato,na parte mais antiga do centro
histórico da vila, já tinha esse nome no século XII.

O Bairro de São Ginês (S.Gens) é um ex-libris de Loriga e nele destaca-se
a capela de Nossa Senhora do Carmo, construída no local de uma antiga
ermida visigótica precisamente dedicada àquele santo ao qual os loricenses
passaram a chamar S.Ginês, talvêz por este nome ser mais fácil de
pronunciar (aliás não existe nenhum santo com o nome de Ginês).
Quando os romanos chegaram, a povoação estava dividida em dois núcleos. O
maior, mais antigo e principal, situava-se na área onde hoje existem a
Igreja Matriz e parte da Rua de Viriato e estava fortificado com muralhas
e paliçada. No local do actual Bairro de S.Ginês existiam já algumas
habitações encostadas ao promontório rochoso,
em cima do qual os Visigodos construíram mais
tarde uma ermida dedicada àquele santo.

Loriga era uma paróquia pertencente à Vigariaria do Padroado Real e a
Igreja Matriz foi mandada construir em 1233 pelo rei D. Sancho II. Esta
igreja, cujo orago era já o de Santa Maria Maior e que se mantém, foi
construída no local de outro antigo e pequeno templo, do qual foi
aproveitada uma pedra com inscrições visigóticas, que está colocada na
porta lateral virada para o adro. De estilo românico, com três naves, e
traça exterior lembrando a Sé Velha de Coimbra, esta igreja foi destruída
pelo sismo de 1755, dela restando apenas partes das paredes laterais.
O sismo de 1755 provocou enormes estragos na vila, tendo arruinado também
a residência paroquial e aberto algumas fendas nas robustas e espessas
paredes do edifício da Câmara Municipal construído no século XIII. Um
emissário do Marquês de Pombal esteve em Loriga a avaliar os
estragos mas, ao contrário do que aconteceu com a Covilhã (outra
localidade serrana muito afectada),não chegou do governo de Lisboa
qualquer auxílio.

Loriga é uma vila industrial (têxtil) desde o início do século XIX. Chegou
a ser uma das localidades mais industrializadas da Beira Interior, e a
actual sede de concelho só conseguiu suplantá-la quase em meados do
século XX. Tempos houve em que só a Covilhã ultrapassava Loriga no número
de empresas. Nomes de empresas, tais como: Regato, Redondinha, Fonte dos
Amores, Tapadas, Fândega, Leitão & Irmãos,Augusto Luis Mendes, Lamas,
Nunes Brito, Moura Cabral, Lorimalhas, etc,fazem parte da rica história
industrial desta vila. A principal e maior avenida de Loriga tem o nome de
Augusto Luís Mendes, o mais destacado dos antigos industriais loricenses.
Apesar de, por exemplo, do maus acessos que se resumiam à velhinha estrada
romana de Lorica, com dois mil anos, o
facto é que os loriguenses transformaram Loriga
numa vila industrial progressiva, o que confirma o seu génio.

Mas, Loriga acabou por ser derrotada por um
inimigo político e administrativo, local e nacional, contra o qual teve
que lutar desde o século XIX.
A história da vila de Loriga é, aliás, um exemplo das consequências que os
confrontos de uma guerra civil podem ter no futuro de uma localidade e de
uma região.
Loriga tinha a categoria de sede de concelho desde o século XII, tendo
recebido forais em 1136 ( João Rhânia, senhorio das Terras de Loriga
durante cerca de duas décadas, no reinado de D.Afonso Henriques ), 1249 (
D.Afonso III ), 1474 ( D.Afonso V ) e 1514 ( D.Manuel I ), mas, por ter
apoiado os chamados Absolutistas contra os Liberais na guerra civil
portuguesa,teve o castigo de deixar de ser sede de concelho em
1855. A conspiração movida por desejos
expansionistas da localidade que beneficiou com o facto, precipitou os
acontecimentos. Tratou-se de um grave erro político e administrativo; foi,
no mínimo, um caso de injusta vingança política, numa época em que não
existia democracia e reinavam o compadrio e a corrupção e assim, começou o
declínio de toda a região de Loriga (antigo concelho de Loriga).
A área onde existem as actuais freguesias de Alvoco da Serra, Cabeça,
Sazes da Beira, Teixeira, Valezim,Vide, e as mais de trinta povoações
anexas, pertenceu ao Município Loricense. A vila de Loriga situa-se a
vinte quilómetros da actual sede de concelho e
algumas freguesias da sua região, situam-se a uma
distância muito maior.
A Região de Loriga, área do antigo Município Loricense, constitui também a
Associação de Freguesias da Serra da Estrela, com sede na vila de
Loriga.Loriga e a sua região possuem enormes potencialidades turísticas e
as únicas pistas e estância de esqui existentes em Portugal estão
localizadas na área da freguesia da vila de
Loriga.
Se nada de verdadeiramente eficaz for feito, começando pela vila de
Loriga,esta região estará desertificada dentro de poucas décadas, o que,
tal como em relação a outras relevantes terras históricas do interior do
país, será com certeza considerado como uma vergonha nacional. Confirmaria
também a óbvia existência de
graves e sucessivos erros nas políticas de coesão, administração e
ordenamento do território. Para evitar tal situação, vergonhosa para o
país, é necessário no mínimo por em prática o que já é reconhecido no
papel:
desenvolver a vila de Loriga, pólo e centro da região.

A rua da Oliveira é uma rua situada no centro histórico da vila. A sua
escadaria tem cerca de 100 degraus em granito, o que lhe dá
características peculiares. Esta rua recorda muitas das características
urbanas medievais do centro histórico da vila de Loriga.

O bairro de São Ginês é um bairro do centro histórico de Loriga cujas
caracteristicas o tornam num dos bairros mais conhecidos e típicos da
vila. As melhores festas de São João eram feitas aqui. Curioso é o facto
de este bairro do centro histórico da vila dever o nome a São Gens, um
santo de origem céltica matirizado em Arles, na Gália, no tempo do
imperador Diocleciano, orago de uma ermida visigótica situada na área.
Com o passar dos séculos os loricenses mudaram o nome do santo para
S.Ginês,talvêz por ser mais fácil de pronunciar. Este núcleo da povoação,
que já esteve separado do principal e mais antigo, situado mais abaixo, é
anterior à chegada dos romanos.

Loriga celebrou acordo de geminação com:
• A vila, actual cidade de Sacavém, no concelho de Loures, em 1 de Junho
de 1996.


Para saberem mais sobre esta vila bela e histórica,visitem os melhores e
mais visitados sites sobre Loriga em:http://www.Loriga.org ou em
http://groups.msn.com/LORIGA.


Afixado por LORIGA & SACAVÉM em dezembro 11, 2007 08:20 PM

Um comentário?

Só este: já não há pachorra para a insistência em tentarem chamar-me "loricense"...

Afixado por Armando Moura Pinto em dezembro 17, 2007 05:41 PM