Soledade, não conhecia o tanka: uma forma feminina de escrever. Adorei este poema, uma pequena jóia, lindíssimo que, em tão poucas palavras, diz tanto sobre as incertezas do amor.
Vou ver se encontro o livro, pois fiquei curiosa.
Um beijo.
é um dos poemas mais bonitos que li nos últimos tempos
Afixado por Mississipi em janeiro 14, 2008 07:34 PMQue bom que ambos gostaram!
Graça, a Assírio & Alvim publicou esta obra ("O Japão no Feminino") em 2 volumes. O 2ºvolume é de haikai. Mas este 1º é bem mais bonito. Menos banal - e mais feminino, se assim me posso exprimir - o material poético que inclui. Estou certa de que gostará tanto quanto eu.
Um beijo
Mississipi, o poema é de uma extrema delicadeza, não é? Alguém que aprende a suportar a perda e a desilusão, transformando-as numa pungente forma de paz.
Um beijo até Ribeirão Preto, e saudades de estarmos mais próximos.
Afixado por soledade em janeiro 14, 2008 09:00 PMIgnorante absoluto da arte japonesa. "Tanka"???
O poema é muito belo e delicado, uma filigrana singela. Os jardins nevados são belíssimos, mas o som dos passos na neve com vários centímetros de altura é uma belíssima sinfonia minimalista (se isto existe).
Ainda é possível aprender com quem sabe.
Obrigado.
"Um livro de pequenos poemas de raparigas tristes" que guardo no meio dos seixos do meu jardim :)
Beijinho
A delicadeza que aqui se vive... como de flocos de neve em ascensão... faz-me estar!
Obrigada...
Afixado por Presença em janeiro 15, 2008 11:46 AMContinua a ser um prazer estar por aqui. E o que eu aprendo! Nunca ouvi falar em "tanka" e confesso que poesia japonesa nunca me atraiu.
Este poema só me inspira elegância e delicadeza. Apetece andar em pontas - se fosse capaz :))
Ó Soledade, "mais feminino" porquê? Se todos somos lírio e donzela, e quase vou citando Pascoaes...Agora não posso, preciso procurar, é um poema que começa "E a tarde vai andando..."
...Às vezes, pise-se a neve, a neve sabe perceber!
Beijinhos
A correr, gostei tanto ! Volto mais tarde para ficar suspensa das palavras e dos sentimentos - tão femininos...
... e os tesouros escondidos nos seixos do jardim da Ana ...
Até logo, beijos.
Afixado por fernanda s.m. em janeiro 16, 2008 01:50 PMconhecia a palavra, já a ouvira, mas não sabia o que era (tanka). gostei muito do poema. aliás, gosto muito dos breves, concisos e belos poemas japoneses.
Afixado por maria m. em janeiro 17, 2008 09:02 AMA neve também serve para brincarmos nela. Acompanhados, de preferência.
Afinal, é ela que traz a Primavera. E no ano seguinte volta. Com novos reflexos.
A neve não tem de ser fria, Soledade.
Beijinhos,
Ricardo
À conta deste «post» acabei por comprar ontem o livro... e até agora não me arrependo nadinha :-)
Bjs*
Não encontro o tal poema de Pascoaes; mas juro que vou encontrá-lo, ainda que seja a última coisa que faço na minha vida...
Mas também noto agora que a Soledade disse "se assim me posso exprimir"...Por isto, inútil, quase, foi o comentário!
Saudades
ô delícia te achar de novo!
Já tá lá na lista de procurados devidamente logada :)
ah meus outros blogs:
pessoal: www.mariafro.blogspot.com
profissional: www.historiaemprojetos.blogspot.com
beijos
Frô
Quanta eloqüência nesse poema, quantos sentidos e que perfeição! Tenho lido muito pouco da poesia japonesa, vou procurar conhecer um pouco mais.
Beijo pra você, Sol.
Lindo.
Não a conhecia...
Existe muita coisa boa no mundo da qual nem imaginamos a existencia.
Um abraço!
Afixado por Raíssa Sant'Anna em janeiro 27, 2008 03:26 AMEncantada com esse espaço .
Amei as imagens e poemas .
Coloquei no meu blog dois poemas de sua autoria com link para o seu endereço .
Dê uma olhadinha assim que puder, espero que tenha a sua aprovação .
Parabéns pela qualidade e sensibilidade com que você escreve.
ABS
Com carinho,
Leonor Cordeiro
Para repousar um pouco nada melhor que voltar aqui. Ler. Reler.
Beijo
Belíssimo, Sol. Muioto melhor ainda é saber de vc novamente,por obra e glória da nossa queridíssima Frô.
beijos!
Lau
Belo texto, sem dúvida. Volvidos tantos anos "dizemos" o mesmo, mas sem a beleza e a profundidade da autora em questão.
Que devassa e desgraça pode ser o amor/paixão, quando já nos acomodamos à desistência... (uma possível interpretação)
Afixado por Elypse em fevereiro 11, 2008 06:21 PMOferecem-me o livro há poucos dias, no meu aniversário :)
Gente que segue as suas pisadas :D
É lindo, e das duas poetisas Shikibu é justamente a minha preferida.
Um beijo
No haikai e nas suas variantes, há para além de uma grande subtileza e harmonia, uma sabedoria milenar.
Neste "tanka" também se diz que o tempo do "splendor in grass", já passou. E que é o tempo de outras belezas: a do gosto de si mesmo e da sua circunstância.
Passei hoje, ocasionalmente e gostei.
Inês
Afixado por vita brevis em fevereiro 13, 2008 07:54 PMJá tenho saudades da dona do Nocturno e penso que não serei a única....Sol, nem uma pequenina palavrinha desde o 14 de Janeiro! (bem sei, o trabalho!)
Hello! :)
E diria também que da dona do Nocturno já tenho saudades...
Afixado por zef em fevereiro 15, 2008 02:42 PM...E ainda diria: desde o 14 de Janeiro nem uma palavrinha pequenina!...
Afixado por zef em fevereiro 15, 2008 07:18 PMPois diria e nem me importaria de repetir...nem uma palavrinha pequenina!
... e diria mesmo mais ... que da dona do Nocturno já saudades tenho!
Já saudades eu hei !!! Por aqui passo espreitando à janela, mas a ventana cerrada está.
Sabemos porquê...males maiores se levantaram todos os dias pelas escolas deste país, roubando-nos o/a Sol !
Um fim de semana repousante e revigorante...
Beijos, Amiga .
Já agora que direi?
Que sinto a falta.E direi ainda mesmo melçhor: a falta sinto...
Beijo
Caros amigos, o tempo é um bem precioso de que temos cada vez menos controle. Isso não me redime de ter deixado o Nocturno ao abandono, sem responder aos comentários gentis e tão pertinentes que o tanka vos mereceu.
cxara, que tem sempre o dom da palavra certa - "uma filigrana singela" - muito obrigada!
Anita, que bom que o livrinho encontrou o seu lugar entre os seixos - e as flores - do mais cheiroso jardim suspenso de Lisboa!:)
Presença, foi bom ter vindo porque pude conhecer "Outras Escritas" - palavras e a música que nos comovem.
Dores e Fernanda, respondo às duas em conjunto: tenho saudades de vos rever. De um chá, de uma conversa amigável e sem pressa. Para falarmos, por exemplo, de poesia japonesa :)
maria m., prezo a tua opinião. Partilhamos as duas o fascínio por esta concisão depurada.
Ricardo, tens razão, claro. E eu tenho saudades tuas, agora que foste para tão longe! Continuo a ler com grande prazer as tuas crónicas de Angola, esperando que breves férias te devolvam algum tempo ao nosso convívio. Beijinho
Whyme, tinha cá o feling de que gostarias muito. Tens na tua esquiva poesia algo do cristal destes tankas. Beijinho para ti também, minha menina.
Fro, minha 1ª amiga virtual do lado de lá do Atlântico! E passaram 10 anos! Obrigada por tocar a reunir e juntar o tresmalhado grupo do saudoso Fórum PD. Só você, mesmo :) Beijo grande para si e para Marina!
Adelaide, no Brasil há uma forte corrente de excelentes haikaistas: Paulo Franchetti é uma referência internacional, cuja leitura (quer os haikai, quer os ensaios) me permito recomendar. Beijo
Raíssa Sant'Anna, obrigada por ter vindo. Gostei de conhecer Leer Seel - delicado e intrigante.
Leonor, fiquei sem jeito com a sua gentileza. Visitei o seu blogue, que recomendo aos amigos daqui, e encontrei-me lá em boa companhia. Beleza e hospitalidade - ou não fosse mineira, não é? :)
Ângela, muito obrigada! Um beijo (extensivo à Inês pelo seu aniversário).
Lau, que surpresa! :) É bom "revê-lo". Um grande abraço
Elypse, é verdade. E surpreende-nos este confronto com o nosso próprio início e a modernidade de um texto tão antigo. Se calhar o amor/paixão é sempre uma desgraça. Eu sei lá...
R. Joanna, aceita os meus parabéns atrasados: que sejas muito feliz. Também prefiro Shikibu. Um beijinho para ti e para um "rapaz raro" de quem tenho muitas saudades ;-)
Inês, gostei muito da sua leitura do tanka. que eu julgo ainda evoca melancolicamente o esplendor na relva, enquanto fita a beleza desolada da neve incólume. Mas a caminho da aceitação: " de si e da sua circunstância". Obrigada!
Meu senhor mano do meio, deixei-o para o fim porque os últimos são os primeiros. Muito me lembra Pasárgada e a sua gente, a romãzeira e as conversitas. E está coberto de razão: não importa o sexo, todos temos, algum dia esta fragilidade doce e melancólica de junco que oscila ao vento, "todos somos lírio e donzela". Obrigada pelo poema de Pascoaes que me enviou. Deu-me uma vontade enorme de o reler. Melhor, de o ler, porque nunca me cativou por aí além, apesar da recomendação de Pessoa e de Eugénio de Andrade. Mas agora vou lê-lo!
Um beijo
Anita, Fernanda, Zef, Amélia: vim um pouco. Só um pouco. A verdade, amigos, é que além do trabalho e às vezes do desânimo (mundo feio, este!) quero ler, ouvir música, fazer as minhas caminhadas, frequentar os meus amigos, como vós... E vou-me cansando da internet.
Abraço todos, calorosamente
Afixado por soledade em fevereiro 17, 2008 10:09 PMNão estou com tempo para ler, mas o título chamou-me à atenção. Contudo, que significa "cuor"? Só me lembra "coração", mas acho que se escreve "cuore"...
Desculpa esta intrumissão!
Afixado por Ignota em fevereiro 18, 2008 12:54 AMIgnota, intromissão nenhuma, sê bem-vinda:) Espreitei muito de corrida o teu blogue e fiquei com muita vontade de regressar com tempo.
A epígrafe do Nocturno com Gatos é um poema de Salvatore Quasimodo e o verso está correcto: "sul cuor della terra". Adoro este poema, a pungência, a concisão, a melancolia e a doce sonoridade com que exprime uma condição humana em trânsito solitário. Contudo, não tenho conhecimentos bastantes de italiano para saber quando se usa cuor ou cuore, ou se é indiferente. Posso averiguar e por certo fá-lo-ei porque me desperttaste a curiosidade :)
Li este poema, pela 1ª vez, em tradução de Jorge de Sena; depois em várias outras. E ensaiei a minha:
Estamos todos sós no coração da terra,
transidos por um raio de sol:
e de súbito anoitece.
No entanto, preferi ainda assim colocá-lo no original.
Há um excelente ensaio acerca deste poema, aqui:
http://www.italialibri.net/opere/edesubitosera.html
E surgem os dois termos: "cuor" e "cuore". Tradução minha, livre e "caseira", de um excerto:
«A parábola da vida humana é descrita em três versos: vimos ao mundo, experimentamos a solidão que nos separa das outras criaturas, somos tocados por uma alegria passageira como um raio de sol que nos transfigura fugazmente o coração (cuore); e depois, sem quase nos darmos conta do tempo que passa, precipitamo-nos na escuridão.»
«...a condição da solidão e da incomunicabilidade do homem, a brevidade da alegria e a caducidade da vida.»
Afixado por soledade em fevereiro 18, 2008 02:39 AMSimplesmente delicioso!!!
Afixado por Lyra em março 14, 2008 03:40 PM