Comentários: Alguém

Somos o que contruímos com tudo isso. Nada se não memórias.

Ainda bem que há net nas aulas, sempre aprendo aqui qualquer coisa.

Afixado por Diogo em fevereiro 18, 2008 02:35 PM

« ... uma pouca de terra que o vento dispersa ».
Assim me sinto agora. Perdida ao vento, para aqui, para ali... Inúitil dizer-lhe como gosto do seu modo de dizer, Amiga. Como me cai bem !
Um abraço.

Afixado por fernanda s.m. em fevereiro 18, 2008 04:21 PM

Ser quase tudo o que se viveu ou sonhou, para explicar a passagem do tempo no rosto dos dias.
Este é um poema muito bonito Soledade. Gostei.
Um beijo.

Afixado por Graça Pires em fevereiro 18, 2008 04:39 PM

"malbaratadas luas" imagem linda...

Afixado por ediney em fevereiro 18, 2008 07:08 PM

Este poema tem um sentir diferente do que lhe é costume, não o sei bem explicar... ou talvez seja aqui a leitora que esteja mais susceptível a novas leituras :-) Gostei imenso. Nunca lho disse, não é também simples dizê-lo, mas aproveito para lhe tentar dizer que é alguém que me é importante.
Bjs*

Afixado por whyme em fevereiro 18, 2008 08:22 PM

Que bom estar de volta.
Que bom eu poder apanhar "uma pouca de terra que o vento dispersa".
Obrigada ao vento(?) :)

Afixado por Dores em fevereiro 19, 2008 12:49 AM

Poema bonito! Que "cadências" sonoras e visuais!
Sou um leitor orgulhoso da sua poesia :-)

Afixado por sete-sóis em fevereiro 20, 2008 01:44 AM

Como a Joana, também reparo que há algo diferente neste poema, para além da forma. Sinto-lhe um profundo equilíbrio (nas primeiras leituras nem se dá conta de algumas rimas internas) e uma lucidez quase musical perante o efémero. E isso agrada-me bastante.

Afixado por Astrophil em fevereiro 20, 2008 10:59 PM

gostei imenso do poema.

somos tanto e,às vezes, tão pouco ainda...

Afixado por maria m. em fevereiro 21, 2008 08:42 AM

Muito bonito. Há uma nova forma de "poemar" além do sentimento presente

Afixado por João Norte em fevereiro 21, 2008 09:16 AM

Diogo, somos também o agora, este tempo fugaz, mas que havia de ser pleno. E tu és tão jovem! Foi uma surpresa boa ler as tuas palavras aqui. Mudaste de faculdade, pensei que estavas contente com aulas e o curso. Fazes batota? ;-)
Tenho de ir ao teu blogue ver se continuas a publicar poemas.
Um beijo, saudades

Afixado por soledade em fevereiro 21, 2008 09:05 PM

Amigos, não sei se o poema é diferente do habitual. A memória, o tempo humano, a vida deslizando, um deslaçar, o "inventário" particular onde se somam sobretudo as coisas pequenas. E a busca do sentido possível, se algum há - julgo que são temas recorrentes em mim. Quanto à linguagem poética,nunca fui de muitas metáforas. Em compensação, escuto ritmos, toadas, imagens musicais... Talvez deva mais do que penso aos simbolistas :)

Escrevemos para deixar o vestígio fugaz da nossa ainda mais fugaz respiração. É reconfortante ser ouvida. Por isso vos fico grata. Ao Diogo, que gostava muito de rever. À Fernanda, à Graça, à Dores e à maria m., que sinto próximas: geração, afinidades, não sei bem; à ediney que destaca a imagem das luas, o que me alegra; aos meus queridos whyme e sete-sóis que me religam e reconfortam; ao Astrophil, cuja opinião me importa muito; e ao João Norte, companheiro de letras e colega.

Um abraço a todos

Afixado por soledade em fevereiro 21, 2008 09:52 PM

Gostei de todo o poema, mas, especialmente, do primeiro verso:" Sou as palavras e os segredos que guardei". Há uma sucessão de imagens que remetem para um passado vivido, desejo que a palavra acorda; vivência da procura de sentido que a poeta anseia prender. Um Paraíso que as palavras podem recriar, renominando uma sensação de nostalgia, um sabor a "spleen" de Beaudelaire.En effect, il y a, vraiment, "Les Fleurs du Mal" en votre poèsie, mais aussi toute la grandeur de votre âme poètique, la profondeur de se chercher dans et par le signe verbale.
A sua poesia toca, envolve e prende com muita ternura. Cria cumplicidades. Lemos o poema, entramos lá dentro e sentimos uma companhia partilhada de palavras que filtram segredos,a alma desperta, alimenta e reproduz, como se aquilo que diz me oferecesse a mim numa profusão de imagens que em mim acordam latentes a dizer-me: estive aqui sempre, isto também é meu, porque pertenço a este modo de dizer e perceber a existência. Obrigado, Soledade. Um beijo. Ismael Vigário.

Afixado por ismael vigário em fevereiro 22, 2008 08:44 PM

Neste poema tão lindo, que bom poder dizer Até já :)

Afixado por R.Joanna em fevereiro 23, 2008 07:19 AM

Está a ver, Soledade, quando, em privado, lhe sublinhei o carácter em si menos habitual do poema? Mais discursivo, este, de resto à semelhança de outros poemas seus, como me respondeu, e com que concordo.

Traz dos simbolistas a música dos sons e acrescenta-lhe a novidade - não neste poema - do simbolismo das imagens significantes, de uma forma diversa dos modernistas, contemporânea e muito pessoal.

Este poema é uma lição de simplicidade e beleza: nada se pode tirar ou acrescentar. Tão próximo da perfeição, se a tivermos como inalcansável.

Afixado por nd em fevereiro 23, 2008 06:10 PM

No meios de tantos "alguéns", eu, "Zé Ninguém",
Tomei a liberdade de copiar o poema "Lento" e
inseri-lo no meu blog, numa homenagem a Mariza e
à sua versão de "Gente da Minha Terra".
Caso a senhora não esteja de acordo, agradecia o
favor de me informar que o retirarei e inserirei
outro de outro autor, que também se coadune com o
tema.
Com toda a minha consideração.
José

Afixado por José em fevereiro 28, 2008 07:16 PM

Ismael, fiquei comovida com o seu comentário. A generosidade da sua leitura, a gentileza com que abre a porta do poema e entra nele e(m)o devolve. Diz-me: "isto também é meu, porque pertenço a este modo de dizer e perceber a existência". O poema cumpriu-se. E a solidão de que todo o poema nasce, de um modo ou de outro, recua - chega-se a casa. Muito obrigada!
Um beijo

Afixado por soledade em fevereiro 28, 2008 10:53 PM

Rita, finalmente! Compreendi melhor (ainda) o que cativou o Luís. E fique contente pelos dois. Que bom poder dizer: até breve!

Um grande beijinho

Afixado por soledade em fevereiro 28, 2008 10:58 PM

José, fico contente por lhe ter agradadado o poema e em nada me incomodou que o tenha publicado no seu blogue.

Um abraço

Afixado por soledade em fevereiro 28, 2008 11:07 PM

nd, conversámos já sobre o poema. Concedo-lhe razão em algumas coisas - e sabe quais são :)

Afixado por soledade em fevereiro 28, 2008 11:13 PM

:) que bom ler poesia! Obrigada.
ângela

Afixado por ângela em fevereiro 29, 2008 10:35 AM

Beleza, Sol!

... gostei muito!

Beijo

Afixado por António em março 2, 2008 05:34 PM

Que bonita forma de falares de ti...
Beijos.

Afixado por rendadebilros em março 2, 2008 06:31 PM

Eu é que vos agradeço, António, Ângela e rendadebilros.
Rendinha - que tudo te corra bem. Que consigas sair disto! Quem me dera poder, também...
Beijo aos três

Afixado por soledade em março 2, 2008 11:29 PM