Lá estarei. Era tempo!
Óptimo! Todos não somos demais.
Um abraço
Também vou lá estar.
Afixado por amelia em fevereiro 22, 2008 11:31 AMInfelizmente não posso estar por um outro compromisso anterior e irrecusável. Mas estou convosco de toda a alma. E cedo o meu lugar aos mais novos que sentem agora na pele estas injustiças nascidas da incapacidade de diálogo e da mente néscia de quem tem o leme. Desejo e espero que tenham a força necessária para levarem a luta tão longe que seja impossível voltar atrás e, sobretudo , que consigam vencer as vozes das forças de arrasto ou da inércia que por vezes entravam o bom entendimento entre a classe.
Não ceder !
Um abraço !
Solidária, eu.
Um beijo.
Éramos «só» 700 e tivemos de nos deslocar do auditório previsto, de erva de uns 200 lugares, por não cabermos lá até ao Teatro da cidade - em passeata à chuva. A sessão correu, a meu ver, bem e no registo justo - e os professores estiveram, assim, unidos em defesa da escola pública que desejam que seja a escola da cidadania e da democracia a fazer-se diariamente.De certo modo estas movimentações espontâneas constituem um «Venho dizer-vos que não tenho medo/a verdade é mais forte que as algemas/venho dizer-vos que não há degredo/quando se tem a alma cheia de poemas»
Afixado por amélia em fevereiro 23, 2008 11:04 PMGraça, obrigada. Aquecemo-nos ao calor da solidariedade. E sei que não se deixa iludir com o ruído da propaganda.
Um beijo, uma boa semana
L, Amélia, Fernanda, dedicámos as nossas vidas ao que acreditámos ser uma das mais dignas profissões que é possível desempenhar. Hoje a escola está em frangalhos. Só lamento que tenhamos esperado tanto, aguentado tanto. Devíamos ter-nos mobilizado mais cedo para que ficasse claro que o problema não é apenas esta avaliação de desempenho - é o estado da educação neste lamentável país.
Amélia, foi bom lembrares o poema.
Um abraço às três
Afixado por soledade em fevereiro 24, 2008 10:35 PMNão estive lá, mas acompanhei. E acompanho sempre.
Não será grande coisa, mas aí vai a minha solidariedade.
Beijos
Por razões várias, não pude estar, como vos disse, mas acompanhei-vos e gostei muito de ver várias coisas: rostos amigo de colegas das minhas Escolas ( com letra maiúscula, ainda, porque o eram ! )meus contemporâneos, de muitos anos e muitas lutas, que, por serem mais novos ainda ali estão lamentando exactamente o que a Soledade diz - o que estragaram e amarfanharam a nossa Escola - a darem de novo, a cara nesta luta que, como já disse, só pecou por ser tardia. Gostei de ver que, finalmente, os professores conseguiram unir-se em grande _ gostei de vos ver passear pelo meio da Leiria, dando ao Jardim Luis de Camões a vida que ele devia ter sempre, procurando um lugar mais amplo para vos acolher _ sem a "palavra de ordem " dos sindicatos e conseguindo assim, mais comunhão e solidariedade do que com eles ! Surpreendeu-se a ministra ? mais se devem ter surpreendido os ditos sindicatos que, no mínimo, estão a dormir! Como sabe, Soledade, não perdoo aos sindicatos da nossa classe ! Fui uma das primeiras a sindicalizar-me , na minha Escola, mas talvez tenha sido uma das primeiras a dessindicalizar-me (logo após o meu estágio, já não te lembras, Amélia, mas por boas razões... )
Já gastei muito dos seu espaço, Soledade, desculpe. Só vos quero dizer que vos vou acompanhar ( e sofrer.. ) mais logo à noite: não deixem a lurdinhas falar muito, nem a "senhora condessa", dona do programa - a entrevistadora. ROUBEM-LHES a palavra: mas oxalá o façam com a dignidade e sabedoria que todos os professores têm, para não dar "pasto às más línguas" dando-lhes um pouco que seja de oportunidades para chamarem "professorezecos" aos profissionais do ensino por gosto !
Uma abraço e ... desculpe !
Afixado por fernanda s.m. em fevereiro 25, 2008 08:28 PMAs gralhas do comentário acima..., são por solidariedade com a minha Amiga Amélia ...:-). Foi a pressa e ...outra coisa. Desculpem, mais uma vez.
Zef, é muita coisa! E tenho saudades de conversar consigo, da sua clarividência nestas questões.
Beijo para todos em Pasárgada
Fernanda, a "condessa" dança consoante a música do dono. LR já perdeu as estribeiras e a compostura mais do que uma vez - é difícil negar evidências. O homem da Confap destila o ódio irracional do costume. Contudo, o que se discute é tão complexo que se torna muito difícil esclarecer o grande público acerca da perversidade do que está em curso. Nada vai ser fácil. A resistência mal começou.
Afixado por soledade em fevereiro 26, 2008 01:27 AMTenho algumas coisas contra os sindicatos principais, mas penso que são indipensáveis -têm é de rever o modo de actuar.Quanto ao Prós e Contras, a Milú estava atrapalhada,tensa, desde o início (teve bons contraditores do lado dos contras e da plateia)- já não sabe como dar a volta ao texto...perdeu em toda a linha, mas...o grande público, que conviria trazer para nós, não deve ter entendido muito do que se passa.
Ainda gostava de saber o que foi lá fazer aquele senhor Prof.Dr.Formosinho lá...(também seria difícil encontrar quem pudesse 'apoiar' a política educativa -nãoe stava lá o nosso «primeiro», que quer esta política de educação, ou os secretários de estado(o Walter estava na 1ªfila, a ouvir, caladinho).Não chegou a ser discutida muita coisa: ensino da música, questão dos deficientes e, sobretudo, sob capa de autonomia, a municipalização, por exemplo, dos concursos...)-isso, como emtempos costumava dizer alguém meu conhecido«dava pano para mangas».Talvez volte a haver debate sobre estas questões -não sei...ou noutra televisão com uma jornalista mais informada e menos yes woman ou man, consoante os casos.
Lamentei que a DR.ª Fátima Campos estivesse tão mal informada sobre os assuntos e sobre as condições que geraram este movimento, mas que nem sequer o reconhecesse. Lamentei que, quando pediu , insistentemente, para que não batessem palmas, (porque atrasavam o programa - mais atrasava ela com as constantes interrupções e perguntas falaciosas... ) ninguém lhe tivesse respondido firme e educadamente que se calasse ela. Nem mesmo quando quis amesquinhar os professores pedindo aos SENHORES EDUCADORES que não batessem palmas. A LR estava perdida e o tal de formosinho (que nome tão propositado) não lhe conseguiu valer, MAS a jornalista também ficou perdida pois viu o que aconteceu e também "perdeu". Os outros assuntos, muitos e importantes, Amélia, penso que não estavam agendados para discussão e ali, ainda perdiam razão...Eu não gosto do jeito da jornalista e até já fujo muito dos Prós & Contras por causa dela.
Mas, há um "feeling", que não me larga: não vos parece que o governo e o seu "primeiro" atiraram a lurdinhas para ali, muito desprotegida, só com o gorila Valter na assistência, encolhido e com cara de não saber o que estava ali a fazer ? Não será um passo para a deixar cair, por incómoda ? Ela já só repetia o texto para se convencer a ela própria... Hoje ainda não li jornais nem afins, sobre o caso...
Também receio que haja golpada - Lurdes Rodrigues esteve notavelmente desapoiada no programa (à excepção da lambe-botas da moderadora). Da última vez em que houve argolada grande, teve o apoio de Augusto Silva,agora um Fermosinho cuja presença ali ninguém entendeu. Recordando o sorriso balofo, auto-complacente e silencioso de Valter Lemos, na plateia, ontem, até tenho arrepios. Há sinais estranhos no ar, branqueamento de histórias antigas... Queimar a Ministra e substitui-la pelo Valter? Saltamos da frigideira para o fogo.
Não quero pensar nisso agora. Estou cheia de trabalho. E de desgosto profissional.
Uma boa noite e um beijo às duas.
Afixado por soledade em fevereiro 26, 2008 11:21 PMHoje estou de rastos! Apetece-me fugir.
Reuniões de grupo e de departamento para ...análise das grelhas de avaliação propostas pelo CP.( nós por cá somos muito previdentes e temos de estar na linha da frente). Pensei que era eu que não estava no terreno e que não sabia que os colegas tinham analisado as ditas, mas haveria sugestões para simplificar aquele emaranhado, mas não, a grande maioria apareceu para dar o seu aval, por omissão! Grelhas que conseguem ultrapassar as propostas pelo próprio ministério! Ainda conseguiram aumentar os parâmetros e as subdivisões e ninguém dizia nada.
Sobrou para mim a despesa toda e fiquei num frangalho.
Amanhã estarei melhor, espero. Vim apenas aqui ler alguns dos seus poemas, que são um alento para alma. Obrigada por estes miminhos.
Dores: temos que dar a volta - e penso que, se continuarmos e persistirmos no exercício do nosso direito à indignação,obteremos, que mais não seja,um adiamento, para reflexão, sobre este processo. Mas, a haver conselhos executivos assim, apetrece dizer:«se estes são os nossos amigos - que elegemos,como, aliás, a este governo - venham de lá os inimigos» - neste caso, nem que seja um director de confiança - se ele existisse. Há gente que, de facto,não merece ser educador...gente que se agacha de medo e é mais papista que o Papa.Devo dizer que ignoro quem seja o vosso presidente de C.E.Não é relevante - os seus actos, esses, sim.Infelizmente não é o único a ter medo.
E este extra:
E a gafe de onbtem do nosso primeiro ao chamar á Milú ministra da avaliação?Ouviram? Lapsus linguae...
Rectifico: não terá sido o seu C.E., mas,. mais grave ainda, o C.Pedagógico.Mais grave ainda.Presumo que sob proposta do primeiro... Um abraço
Afixado por amélia pais em fevereiro 28, 2008 09:53 AMDores, não sei que lhe hei-de dizer, como posso consolá-la. Lamento muito. Sei a pessoa doce que é, a profissional dedicada, a professora excepcional de matemática. E tudo se concerta para que pessoas como a Dores sejam as mais maltratadas pelo sistema e por esta gente que se omite, se encolhe (nada é mais daninho que um cobarde assustado) ou que se "pega" aos poderosos. Aflige a falta de clarividência: como pode um C.P. ser tão leviano, tão incapaz de antecipar, de medir consequências?! A cobardia e a cegueira de um órgão colegial inteiro! Isso faz-nos sentir sós, vulneráveis, desanimados! Mas não está só. Laços criam-se, firmam-se. Oxalá tenha tido uma noite descansada. E muita força para aguentar os embates. Vamos aguentar, Dores. Um grande beijinho
Afixado por soledade em fevereiro 28, 2008 10:24 PMEm toda esta anormalidade educativa, gostava que alguém, em algum lugar, referisse os essenciais pré-professores.
Afixado por Paulo T. em fevereiro 28, 2008 11:47 PMTens razão, Paulo. As condições de ingresso na profissão são humilhantes, a somar a tudo o mais. E quem está fora do sistema ou a entrar, nem sequer conta com a solidariedade dos seus pares -que não os vêem como tal - ou dos sindicatos.
Eu gostava de poder animar-te, mas não sei como. E verdadeiramente, Paulo, até um sonhador da liberdade pode lutar por ela noutra arena. Mereces melhor do que ser professor. Amarga-me dizer isto. Mas digo! Como disse à Joana várias vezes; e repeti ao Luís no passado fim de semana.
E no entanto... às vezes é das melhores coisas. Gostava de falar contigo. E de te rever. Mas parece que ser professores nos impõe uma espécie de clausura. Mas tu vens à Feira do Livro, não vens?
Um beijo, Paulo, e muitas saudades
TAMBÉM ESTOU!
Afixado por ângela em fevereiro 29, 2008 10:38 AMEstamos, Ângela! :)
Afixado por soledade em março 2, 2008 11:26 PMClaro que vou, Soledade. Com todo o gosto.
Depois falaremos melhor - pode ser que consiga acompanhamento musical para uma breve apresentação na Feira do Livro. :)
Lá te esperamos, Paulo. Já me tinha chegado aos ouvidos que poderia haver música :) E entretanto há a Arquivo, em Leiria, onde irei ver-te e ouvir-te, se tudo correr bem.
beijo